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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Médico

Moro em Videira e sou Médico há 34 anos, 
entrei na Faculdade de Medicina em uma Universidade Federal em 1977 
portanto, segundo os padrões da juventude 
de hoje e do partido que estva
no poder, o fato de ter estudado 
e ter um vida estável, s
ou um privilegiado 
que pertence a uma elite exploradora
e que goza de todos os privilégios 
de consumo da detestável burguesia.

Vou tentar simplificar como cheguei lá:
Estudei em Iomerê no Frei Evaristo, desde 1963.
Desde 1972 os 15 anos me preparei, estudando horas a fio, no Colégio Bom Jesus de Curitiba, e depois para um vestibular. 

Na minha época, não existiam Prouni e cotas e, 
em todo o estado de Santa Catarina 1 Universidade Federal, no Paraná idem. 
Passar no vestibular era para uma elite. 
Mas essa elite destacava-se pelo conhecimento e jamais pela cor da pele e condição social. 
Na época, a seleção era feita por meritocracia, palavra que virou palavrão 
do PT.
Um detalhe: 

essa elite nunca teve tempo nem disposição para "rolezinhos" etc...
Eu também tenho o maior 

orgulho de ter estudado muito!!!.. .
Aos 26 anos formei-me em Medicina pela UFPel-Pelotas...e após duas pós graduação tb chamadas especializações em Serviços Públicos, SES.Rs e UFSC. 
Em paralelo, sempre fiz algo para faturar algum dinheiro...
Já na faculdade, alem de estudar num curso com carga horária que, em alguns anos ultrapassava 40 horas por semana, comecei a estagiar e dar plantões médicos.
Já formado, trabalhei nas mais variadas atividades 

dentro do serviço publico. Atuo só no serviço atualmente privado da Medicina, área em que continuo militando até os dias de hoje, na véspera de completar 58 anos. 
Obs. não tenho atividades dentro do serviço publico, 
falo Prefeitura de Videira por descriminação politica, ode sai em 1998, onde fui um dos Mentores do Pame atual e não faltam propostas do Mais médicos ou de trabalho em municípios vizinhos. 
Portanto não faltam que queira o meu trabalho.
Após meu resumidíssimo currículo, pergunto se gente como eu –existem milhões no Brasil– pode ser considerada uma elite privilegiada.
Toda essa história me veio à cabeça ao constatar, em recente pesquisa, que o número de jovens considerados

"nem nem" 
(nem trabalham nem estudam) 
está aumentando significativamente.
Esses jovens têm tempo de sobra para 

"ficar por ai..ou...coçando" 
e outras travessuras de mau gosto. 
Será este o tipo de jovem que vai 
conduzir o Brasil num futuro próximo? 
Até hoje gosto de estudar...
Um homem precisa desenvolver 
seu intelecto para ser alguém, 
valorizado socialmente..
O resto, é conversa prá boi dormir...