Rebel: Imagens, palavras..minha essência... um amigo da natureza

Rebel

LOOKING IN WINDOW


R.E.B.E.L - Most View- - Week- Top Ten

sábado, 26 de dezembro de 2015

Queria você de volta!

Estou 
relendo minha infância,
meu projeto de um livro,
e ai digo comigo..
cada paragrafo, ah...
Queria você de volta!..
claro que queria..você..
esse tempo...
está aqui 
passagens biográficas
mais sensíveis,
de menino, 
loiro,
de olhos azuis...

FAZ MUITO TEMPO.
Por trás deste meu jeito
de dizer algo,
tão comum,
é que carrego muita 
coisa,
como todos os seres
que carregam 
em nossas mentes e corações,
e  como que 
dizem a nós 
quando algo nos leva a 
"VOLTAR",
sugerem que quem 
se olha assim,
no passado 
todo focado 
na afetividades,
ingenuidades 

fragilidades dos seres humanos.
Que nada foi em vão,
nos fatos tão comuns 
na infância.
Olhando tudo, 
todo  o fato
revela-se 
que foi um tempo, 
muito voraz..
fértil,
muito, 
demais,
em experiências...
Em que a infância é um tempo,
de duração rápida demais, 
por isso lamentos
porque havia tanto 
por fazer 

o tempo era bem ocupado, 
queremos logo avançar 
num outro tempo,
que um tempo assim, 
como é a infância
é muito rico em sutilezas 
e colorido, 
chega-se a uma linda conclusão, 
que não se vê perdido, 
nada que aconteceu se perde,
como se perde,
o vento que sopra
na montanha,
ou a areia que esparrama no mar,
vem e remove tudo, 
leva a um caos,
sim da infância,
restou um ordenamento,
apesar de todas inconstâncias 
da vida, 
e do desamparo, 
pobreza 
e miserabilidade 
que havia 
e que "o tempo", 
remeteu a uma fase da vida nova e bela, 
é tão desejada, a adolescência
e os anos da vida adulta. 
A infância
nos parece, por sua fugacidade,
as vezes como não vivida 
de forma plena, 
por todos nós, recuerdos, 
Vejo o momento
como é,
como 
retornar o olhar 
para a existência 
de um modo 
de não se vive mais,
que confrontado com 
o nosso modo de vida hoje,
lá há coisas lindas,
mas no passado,
duvido que as 
de hoje, 
valham tanto, 
quanto aquele tempo.
Pode-se perguntar 

se houve, algo maravilhoso 
que eu tenha vivido 
que tanto a pena vale voltar, 
assim...
Sim, houve..e
há hoje ainda, 
como entardecer olhando 
o crepúsculo nas montanhas 
no outono,  
em que eu imaginava,
que estaria fazendo daqui a 40 anos...
a resposta vem a cada tarde 
que estou em Iomerê..
E as brincadeiras na praça, 
o sorvete de uva em janeiro e fevereiro 
no Bar do Ademar Comelli, 
além do sorvete gostávamos de ser servido pela filha do dono,
uma jovem morena, linda e sedutora... 
Gostava de ir comprar..
balas do bar do Raulino Paganini, onde víamos junto  a mesa de Snooker, os desocupados e alcoólatras, que rotineiramente ali estavam até cair na valetas rumo a suas casas...
Sim tem,  além, 
mas nem sempre há explicação para esse mistério que é a infância...
lógico claro, 
que houve tanto prazer,
que estou aqui a me reportar sobre isso.
Mas houve tristezas..
tudo bem 
que não há como resolvê-los mais nada
e não vai mudar no destino meu, 
mas imagino que histórias da alma, 
as nuances dela, 
expostas assim significam algo...
prá e para que tem a curiosidade de ler.
O homem que tem alma, 
tudo o que vive, 
tudo significa algo,
então por menor que seja 
o fato acontecido,
mas há coisa mais significativas 
que outras...
e minha infância tem este lado arrebatador 
avassalador, 
confrontando 
sobre outras coisas que vieram depois.
O passado sempre 

é um fator provocador..
de uma ida as profundas 
da alma humana... 
é sempre um tema fascinante.
as ambiguidades,
os medos,
os fracassos,
que restou de
seu jeito de ser..
com algum conhecimento de causa.
sentimos ao olharmos para trás.
Por outro lado, 
revive-se a 
relação "Mãe e Filho"
e "Pai e Filho", 
irmãos, primos, tias.
Eu sempre achava que merecia um pouco mais...

era mais mimado,
que os outros, era um "defeito" meu,
desde então , 
e veio se materializar depois 
em termos de realizações na vida..
tenho um pouco mais materialmente e intelectualmente que os outros, 
me refiro aos irmãos.
A gente vivia bem...
se dava bem pais, filhos e entre irmãos e primos e tias apesar de 
ser mais pobrezinhos que os outros,
mas esta ai uma aparente desproporção 
que o poder material dos membros da família ou entre nós, 
nunca interferiu,
nas brincadeiras 
a ida por matos e gramados
da redondeza da Vila Bressan nos aos 60, onde morava em Pinheiro Preto. 
A pesca e caça aos passarinhos, pombas, nada era levado em consideração se 
eu era pobre 
e meu primo rico, 
havia todo tempo para brincar 
de tabuinha na casa de avós Dalmolin,
como "semelhante" ao surf de hoje, 
e nos encontros as avessas aos interesse do mundo material de hoje
é a vida se desenvolvia 
um par de brincadeiras
e até a disso 
há acontecimentos marcantes
e algumas com muita subjetividade.
Você lembra de um período 

que tinha tanta energia
e ter por isso emergido 
tantas coisa graças vivacidade,
entusiasmo de criança 
que era
e cheios de vida, 
mas o trouxe também no meio da fase,
fatos petrificados na mente, 
uma importante contribuição da personalidade, 
aos quais cito a fixação na associação por beleza, 
prazer e o sexo, 
que muito guri na época 
não costumava dar muita atenção: 
era a vida dos pias.
Agora aos 50 dedico um olhar especial para fatos vividos há tanto tempo, vividos intensamente nos meandros da infância
e dá uma inevitável curiosidade física,
que havia, 
de como tudo podia acontecer,
numa idade assim..hoje tão mais clara.
Ter emergido tantas coisas assim
como algo que se intitularia, 
"Histórias 
Minha Infância" 
que se refletiu depois,
nos amores,
paixões
e emoções 
sou um menino,
que viveu intensamente sua infância,
que agora maduro...
pode dar a exata dimensão
e valor de tudo
e como acontece na sua visão olhando para trás.
Espiar ou olhar lá atrás,
muita coisa parece escondida 
e procurar algo
e achar sempre alguém perdido,
encontramos no mundo adulto,
quem lhe dá carinho
e que  nos fazem parecer criança demais,
para estar envolvidos 
nas brincadeiras de verdade de adultos.
Quando sente este mundo de aventura,
é do outro lado quem  a ele se aventura,
onde, em vez de ser um menino,
sente ser adulto...
Nele, meu mudo da infância e juventude,
havia um mundo particular, 
encontrava tantas outras meninas,
que me defrontava com meus conflitos..
Agora aos 50 continuo sem conseguir entender certo as razões de tudo isso.
"Devolva minha liberdade e minha inocência!", 
eu ouço a minha mente dizer
ao relembrar a vida deste garoto,
num tempo
que se misturam lance 
e nunces de pessoas
que eram demais inocentes 
para ainda 
viver muita coisa,
ou crianças demais para viver isso tudo
e ai entra em ação todo poder dos sentimentos e sentimentalismos, de alguém que está só nos 50...
Não há como deixar de lembrar 
da criança inocente, 
que um dia fui,
que todos  nos fomos 
e que mora ainda em nós,
e que muitos já cometeram o pecado maior 
de já a ter apagado...
Words
photo
Rebel