Rebel: Imagens, palavras..minha essência... um amigo da natureza

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sábado, 10 de setembro de 2016

IOMERÊ

Volto ao meu lugar..
à infância......
Domingo, sol,
moto, meu filho..
fomos a Iomerê,
perto de Videira
e
muitas voltas pela 
calma e tranquila 
cidadezinha 
onde passei a infância..
adolescência
e ai tudo passa
de algumas memórias infelizes
e outra nem tanto
quem já tem 50 anos, 
e tudo começou ali há mais tempo. 
Voltar a infância,
escrevendo em casa..
belo domingo..
ou nem tanto.
"Posso ter pensado,
que um dia faria isto,
mas que
jamais me passou pela cabeça
que teria tanto por escrever,
como está até aqui...
Há muita emoção..
em tudo que aconteceu....
quando  cada ser
lembra de algo...
como entrar de alma aberta,
de novo nos fatos memoráveis
e depois saber
que não há nada
a fazer com aquilo
e cai memória
e numa....witness
de tudo aqui.
Mas..
como aconteceu..
reviver
eh lembrar,
Aconteceu..
fui morar ai em 1963,
tinha 7 anos,
e as memórias é de quando menino,
era pequeno..
um menino sapeca,
que sonhava,
e o que fui,
e agora me surpreendeu
a quantidade de recordações
que tenho daquela época.
O passear pelas ruas a começar
pelo Frei Evaristo, 
da Dona Erna, 
Dona Orelhina, 
Irmã Othalia 
e lembrança dos amigos,
de lugares, de coisas que muito me alegram
e tb algumas me fez sofrer um pouco.
No final também houve alívio...
relembrei Tb coisa boas dai
Sofri de novo... como diz Freud....
Algumas coisas são dolorosas...
como lembranças familiares,
a morte de familiares,
que  são traumáticas na minha 
infância,
não.. não são agradáveis,
que me afetaram negativamente..
poderia tê-las omitido,
farei isso, conto com meu realismo.
Não poderia  deixar dar  também 
uma revisão de algo idílico,
que via como criança,
de tempos que não tinham nada
de idílicos.
Perdas
que me causaram dor.
E às vezes me bloqueou...
Mas a vida afora, aprendemos 
que são fatos
que marcam a infância e adolescência, devem ser superados,
a vida flui apesar deles...
São dores de um tempo
que se foi há muito..
na infância.

Ah cenas que um menino não deveria ter visto...
lembro de tudo...
lendo lembro do que estou falando..
a morte de minha irmã em 1964, algo parecido que aconteceu com muitos mundo a fora.
O que o fez voltar a uma idade tão remota?
Falo de coisas que senti na carne...
não eh como eu vivo e sim como vivi a vida,
Isso tudo eh um sentimento puro
e tem um simbologia..
escrever produz uma confissão...
desata o passado...
rompe amaras dentro de mim ..
me liberta..
assim você entende melhor.
Foi tudo assim,
de uma época dos anos 60 em diante...
muitas vezes pergunto
de como tudo vem assim
a mente
e onde vem tudo...
Me permite voltar ao tempo,
em que  a criança sonhava mais,
o imaginário existia mais que qualquer época 
e que tudo foi assim..
Se eu não tivesse vivido
infância assim
não seria exatamente quem sou.
Alguns pontos significativos,
de minha forma de ser
são daquele menino.
Remotos tempos você vivencia tudo,
como tivesse volto no tempo vivendo novamente a cada segundo...
naquele momento...
no tempo...olhando no espelho com os cabelos brancos,
mas as imagens no espelho
daquele tempo não mudam.
Diferentes.
Tempos..
mas uma época
só relembrada agora.
E o resto da vida, não conta...
Conta e muito..
Do contrário, 
parece-me uma reação hipócrita
a que houve,
de muita gente que
não deve consultar
sua própria consciência.
Muita gente quer procurar,
mas na tem reminiscências
interessantes influentes na sua vida.
Lembrava-me daquele circo
que ia de cidade em cidade.
Um dia veio em Iomerê:
"Por que relembro esse circo?"
"Porque queria rever,
quando o meu pai entregou um boi
para se fazer um rodeio
e o cowboi chegou cair e quase morrer...
muito bravo era o animal"...coisas que hoje não funcionam ou são politicamente incorretas.
E também porque me parece indigna, lembrança.
Porque sou  contra este tipo de exibição...e
 maus tratos a animais.
Posso dizer..
ou uma confissão que talvez chega tarde demais...
A verdade é que nem sempre
fui contra o sacrifício de animais,
aí está a minha confissão....
Fui peão e
campeava num cavalo tordilho, gado  de Palmas,
costumava tropear,
ser boiadeiro era meu ofício lá
no distantes fins dos ano 60 e começo dos anos 1970.
O verdadeiro
é rever de hoje em Iomerê,
de tudo quando se lê
o aqui já escrevi,
quase um jornal...
parece tudo..
um calvário,
não um inferno,
como foi algumas coisas..
Mas sai bem vivo
e com olhos bem abertos,
para perceber  há as coisas 
e que  aconteceram...
é tudo passado.
Mas focado nas poucas coisas
que 
me cercam até hoje...
vindas de lá...
visitei um antiga cachoeira,
que hoje com muito orgulho,
é minha propriedade.
Bem por ai há perceptiva,
vivo o presente,
tão bem como queria, 
e no futuro há mais coisas por lá
e há..
alegrais e felicidade,
o sofrer já na importa a ninguém... 
nem a mim nem 
a Iomerê... 
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Words
Rebel.
TWILIGHT..O sol que se vai