Rebel: Imagens, palavras..minha essência... um amigo da natureza

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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O MAL É BANAL.

Dizia 
alguém 
próximo,
que hoje,
a palavra 
"mal" vem 
aos lábios, 

a banalidade,
nos beija na boca.
LEMBRO-ME 
época da 
Faculdade Federal Medicina em Pelotas, 
no bairro do Fragata,
da disposição das mesas metálicas 
e da temperatura fria...
e cheiro de formol 
do centro de anatomia.
Um cheiro que ardia 
nos olhos 
era o formol,
pairava no ar..
sobre as salas de dissecação 
de anatomia como o espírito 
de um deus indiferente pairando
 sobre as águasa e corpos 
e muito formol.
Minha escolha era aprender anatomia, 
foi uma escolha que fiz ao 
querer ser médico. 
Faltavam cadáveres na escola,
por isso íamos ao necrotério...
Quando morei
em Porto Alegre dali 300 km 
muitas vezes
ia ao necrotério.
Pensávamos então:"
Cadáveres frescos, que legal!".
Infelizes assassinados, 
atropelados, 
mortos mendigos, 
sem atestados de óbito 
caídos nas ruas,
cadáveres solitários, 
chegavam todos 
para nosso estudo de anatomia.
Eu, decidido a aprender 
a manipular o corpo humano,
com uma objetividade 
que fizesse inveja a qualquer colega
mais sensível, 
escolhia o domingo ir a IML...
para revisão de anatomia
e ficava hora e horas sozinho lá ou alí
Por quê? 
Porque as pessoas morrem de morte 
violenta
com mais frequência na 
sexta feira ou sabado à noite...
e ai tinha cadaveres frescos.
Talvez porque saiam 
de seus empregos banais, 
em que
elas vivem cotidianamente 
sua condição de nulidade degradada,
e queiram sentir por alguns
instantes uma doce irresponsabilidade 
com a vida.
Na verdade, há um custo em ser
uma pessoa honesta 
e séria na vida,
até ser politico
sempre  fui preocupado 
com as consequências dos seus atos.
Às vezes, uma vida correta se revela 
uma forma de escravidão.
Muitas vezes não se ganha nada 
com a bondade e a dedicação.
E aí, uma pequena desventura, 
um acidente, 
um tiro, um assalto, 
e você pode acabar alegrando 
a vida de um estudante ávido 
em aprender anatomia.
Diante dessa constatação,
a palavra "mal" 
vem aos lábios,
e a banalidade da vida destes humanos
nos beijam na boca.
Acho engraçado que 
alguns estudiosos
das ciências humanas riam pensando
que gente grande 
se assusta com frases como
"o mal não existe".
existe sim e esta na boca 
dos bandidos e dos assaltante
e dos politico de merda 
que tem por ai. 
Até dos advogados, 
comerciante etc,
de merda, que um dia tiveram 
a sorte de ter algo
e se acham menos que merda,

Riem porque julgam que dizer 
"o mal não existe" se constitui numa autoafirmação viril da objetividade científica das ciências humanas.
O "mal" seria relativo às crenças culturais.
Aprendemos isso hoje no jardim da infância.
Nas ciências humanas, 
a objetividade científica 
se encontra em seu estado infantil e inseguro.
A verdade  é  que aquela humilde 
de se dizer do bem existe mas não se sabe um limite.
Há  uma maldição que exala 
por todos os humanos que desnessaria  
ou necessária fazer parte da vida...
da cobiça, e dos invejosos.
 Ela é conquistada como 
uma praga que vicia
e um virus que aleja e não mata 
quem a conquista.
A palavra "mal" representa que mal existe no mundo,
uma "substância contaminante",
ela representa antes de tudo
a minha percepção de muitas pessoas
 que o mundo me fez conhecer,
 não faz sentido dizer seus nomes,
 ele se encontra...por ai, em Videira,
e outros pequenos lugares.
 E de que esta percepção se impõe
como insuportável.
O "mal" quando ele identifica no mundo
vem  "a inveja" e leva um vazio que se ressente no "poder criativo" e
 que por isso sempre esmaga 
esse poder  de criação 
dos ser humano.
O "mal"  é como um 
"Coração em Trevas",
no fundo do mundo e da alma 
quando ele existe  
é um um princípe da desordem 
e crueldade  de alguém que sempre estará 
mergulhado em trevas,
barrado e dominado 
na força inerte, da hipócrisia,
mas que é tudo o que temos...hoje,
O "mal" se dissemania hoje por 
todos os lugares
 quando diz que qualquer pessoa 
de valor pode ser abatida como 
uma bela gaivota, sem nenhuma 
razão especial  e ser tomada pela 
indiferença das pessoas.
Lendo Kant  tem pode que ajudar 
aos "cegos" que ainda acham uma
grande coisa afirmar que
"o mal não existe".
Segundo Kant, a razão tem 
um princípio embutido 
nela que se chama 
"principio de razão suficiente".
O que vem a ser isso?
Buscar "suficiência" no mundo
é buscar sentido nele,
é esperar que, ao final, o sofrimento seja justificado
por algum bem maior.
Quando esse bem maior não surge, 
a razão entra em agonia.
 A "banalidade do mal" faz parte 
da modernidade.
que liga hoje por alguém
ser assassinado brutal ou não, um acidente,
um assalto simples com uma peixeira,
ou arma  de fogo em punho,
um mundo...
que acha tudo isso algo 
rotineiro não choca mais
Eu e meus colegas ríamos 
enquanto abríamos crânios
e espalhávamos sua gelatina cerebral
sobre a mesa metálica.
No intervalo, sanduíches, 
Coca-Cola e cigarros (bons tempos).
Superar aquele mal estar "ingênuo" era parte essencial
de minha formação médica.
Depois, abríamos as gavetas 
e pegávamos mais um.
Nos meus piores momentos,
ainda vejo aqueles crânios rachados,
mergulhados no mais absoluto silêncio...
da sala de anatomia.
Ali, aprendemos a objetividade científica na sua fonte:
a banalidade da morte.
pensei isso diante 
do lago de Itá 
por isso as fotos...
diante da beleza..
pensando 
na maldade humana
Foto e Texto 
Rebel