Rebel: Imagens, palavras..minha essência... um amigo da natureza

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domingo, 14 de agosto de 2016

Paciência: os tempos mudam até no amor.

Sem  um  amor 
em sua vida....
então...
Paciência: 
os tempos mudam..
Muito temem 
que, 
sem amor, 
sua vida nunca chegue 
a ter 
dignidade... 
A todos recomendo paciência: 
os tempos 
 mudam, 

talvez mudem para  
melhor no seu tempo..
Hoje, aos poucos, 
me dou conta 
que há algo novo..
que a vida 
é menos sentimental, 
nada é capaz,
de dar o valor 
romântico de antigamente.. 
Há uma vida sem amores 
e paixões, verdadeiras, 
tem muito escrito 
e falado nas redes 
e pouco vivido realmente.
A vida tem muito sexo e drogas.
Outros se queixam dos estragos 
que o  amor intenso, 
fez em sua vida. 
A cura do amor é simples..
tudo passa, tudo é efêmero..
Bem não vais acreditar, 
mas basta se calar um pouco, 
é suficiente, 
por tempos silenciosos...
e  digo a mim, 
pare de se coçar, 
que suas as picadas 
de mosquito 
não vão incomodar...
fruto de lugares que fui ontem 
na zona rural.
Palavras de amor...
declaração de amor 
serve só para seduzir 
o objeto de amor, 
ou para apaixonar-se 
cada vez mais, 
é assim mesmo em repetidas vezes ditas...
Os sentimentos funcionam 
como picadas de mosquito, 
que coçamos e recoçamos..
Bom é exercício 
de difícil de controle, 
qualquer picada pode 
adquirir uma relevância...
se tiver alergia pior,
sempre que coçamos e repetimos..
a gente tende a se coçar,
muito além da conta 
porque descobre que se coçar 
não é um alívio,
mas um  algo gostoso...

em si.
Por isso mesmo, 
em geral, 
não confiar demais, 
nos sentimentos hoje 
nem nos meus, 
nem nos dos outros...
não sei se seria a solução. 
Não é que os 
humanos mintam,
quando amam, 
odeiam ou se desesperam... 
Nada disso.
Verifico que os sentimentos, 
em geral, são condições 
autoinduzidas, 
ou induzidas pelo momento..
transtornos ou desvios, 
produzidos pelos 
próprios indivíduos, 
que, procuram sarnas 
para se coçar....
há um ditado assim aqui..
No mínimo adoram coçar 
as sarnas que eles têm. 
Sim coçando, 
aumenta o prurido, 
assim como 
aumenta a vontade 

o prazer de se coçar.
Tomemos o exemplo do amor. 
Encontro, 
conheço ou vislumbro 
de longe,
alguém que preenche 
algumas condições básicas, 
para que  goste dela. 
Sussurrando entre 
 quatro paredes, 
ou anotando no meu diário 
ou escrevendo,
passo a encher o ar 
ou as páginas,
com as descrições 
da beleza inigualável..
Declarações intensas 
e repetidas dos meus sentimentos.
Claro, minha  poesia poderá, 
quem sabe, 
conquistar meu objeto de amor, 
mas esse é um efeito colateral. 
O efeito mais importante e esperado 
de minhas palavras de amor 
não é tanto o 
de seduzir o objeto,
de meus sonhos, 
mas o de eu me apaixonar cada vez mais. 
Pois a intensidade do meu amor 
será diretamente proporcional à insistência....
das minhas declarações.
No amor há aquelas expressões que, 
ao serem proferidas, constituem o fato do qual elas falam.
Bem suponhamos,
que eu estou apaixonado, 
odeio ficar assim de alguém longe..
e que passo a depender..
Meus sentimentos existem e devem ser declarados, 
mas só crescem 
e tomam conta da gente ao serem ditos, 
descritos e contados,
bem é só uma declaração, 
privada...nada aqui.
Não sou dado,
a declaração públicas..
facebook sobre meus amores.
Razões muitas, 
de o amor 
ser absolutamente indissociável, 
da literatura amorosa. 
A primeira é que a gente 
aprende a amar 
e a declarar o amor pela literatura. 
A segunda é que o amor s
e tornou relevante 
em nossa vida à força de ser descrito 
e idealizado pela literatura. 
A terceira é que o amor, 
como sentimento, 
é um efeito das palavras 
que o expressam: 
a literatura nos instiga a amar,
tanto quanto nossas próprias declarações amorosas.
Sempre que estou a terminar uma prazerosa leitura....
tudo parece que o autor inventou o Amor.. 
As vezes algo  é
algo simples,
revelam um repertório do amor.
uma rosa..
uma flor..
um ciao..
um beijo.
Há as coisas que evito..
triângulo amoroso, 
é um acidente ....
ou 
algo imprevisto no amor..
Nos tempos antigos..seculo 19
O amor começava com 
o triângulo amoroso. 
Freud..tinha e esposa..
e se apaixona pela..
a irmã..da esposa por 30 anos. 
Ao rastrear o amor..
tem que ser à la française...
deveríamos aprender com eles. 
“Um francês ou uma francesa sem desejo 
é considerado alguém imperfeito, 
como uma pessoa desprovida de paladar ou olfato”, 
“Há séculos os franceses se consideram mestres 
da arte de amar por meio de sua literatura, sua pintura, suas canções, seu cinema”.
Expressões como rendez-vous, tête-à-tête e ménage à trois para aludir a intimidades com certo sabor francês, 
e já nem nos damos conta dessa linguagem. 
A palavra “galanteio” vem diretamente do francês. 
Outra palavra, amour, 
nem precisa de tradução, 
mesmo para aqueles de língua inglesa, 
que usam um termo tão diferente como love. 
Diferentemente dos pudicos americanos, 
o amor à la française...
é a sua “decidida ênfase no prazer sexual”.

Esse apetite...
funciona até aqui,
no Brasil..
aaaave.
Na literatura 
e a história do amor, 
sabemos,
que tem a França,
como um vertedouro...
Os segredos de alcova da realeza, 
os romances dos salões intelectuais 
do século XVIII ou os intrincados relacionamentos 
entre personalidades do século XX, 
como o de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir. 
As relações sociais e os papéis sexuais modificaram-se 
com o passar do tempo, 
mas sem que as regras da sociedade 
fossem capazes de domar os desejos 
e as ambições amorosas individuais. 
Na Idade Média,  as ardentes histórias de Lancelot 
e outras lendas de mulheres divididas entre o marido e o amante. 
O amor representado.. 
algo irresistível,
fato consolidado 
em que ser contra é inútil  nem se rebelar. 
Assim como se dá num inevitável triângulo amoroso... 
Lancelot venera seu rei Artur, 
mas se apaixona pela rainha.
Os poetas do amor cortês são chegados a amar damas casadas e frequentemente fiéis a seus senhores...
Vistos com os olhos de hoje, 
triângulos amorosos são foco batido e pisado 
na literatura....num mundo que o adultério se tornou moda a.
O amor romântico existe desde que homens e mulheres são homens e mulheres. 
A Bíblia descreve o intenso desejo 
do rei Davi por Betsabá, ou o amor 
de Isaac pela esposa Rebeca. 
As antigas tragédias gregas 
nos apresentaram Fedra, 
que ardia em desejo por 
seu enteado Hipólito, 
e Medeia, que matou os filhos por causa 
do violento ciúme do marido, Jasão. 
A poeta Safo suplicou a Afrodite reciprocidade 
no amor a uma jovem.
Ou quem esquece a arrebatadora 
paixão de Orfeu e seu amor impedido por 
Eurídice..
E Platão...o filósofo que louvou o amor 
de rapazes por homens velhos como algo natural. Também não se deve ignorar 
as lições de A arte de amar, de Ovídio.
A novidade francesa, os direitos dos 
amantes de viver sua paixão, apesar 
de todas as dificuldades criadas pela 
sociedade e pela religião. 
Um novo 
espírito que defendeu 
a própria causa do amor.
A mulher emergiu simultaneamente 
como objeto do desejo masculino 
e sujeito do seu próprio desejo: 
“Os franceses nunca acreditaram 
que as mulheres fossem menos 
apaixonadas do que os homens..
Amar não quer dizer ter o fruto
do amor, um filho..
Há “tirania da maternidade”..comum 
a muitos casais, que padecem na alegria 
de ter um filho 
e na “deserotização” do relacionamento.
Há o amor cortês, o amor cômico de 
Molière ou ao amor trágico de Racine, a feminização francesa do amor 
contrasta com o antigo ideal másculo 
dos gregos, 
noves fora a criação de personagens 
femininas grandiosas, como 
Antígona e Medeia, entre autores gregos.Continuamos a viagem 
pela sedução e sentimentos..já Rousseau; 
pelas cartas de amor de Julie de Lespinasse;
pelo amor republicano de Elisabeth Le Bas 
e Madame Roland; pela saudade da mãe de Constant, Stendhal e Balzac; 
pelo amor entre os românticos, 
como George Stand e Alfred de Musset; 
pelo amor romântico esvaziado de Madame Bovary; pelo amor entre os homens 
representados por Verlaine, Rimbaud, 
Oscar Wilde e André Gide; pelo amor desesperado e neurótico de Proust; 
pelo amor lésbico de 
Colette e Gertrude Stein; 
pelos existencialistas apaixonados Simone de Beauvoir e Sartre; até o amor no século XXI...
Uma vida inteira para dar conta dessa 
literatura..
O amor se aprende com a literatura...
O amor é tema usual dos meus texto.
O amor é absolutamente indissociável da literatura.. 
de Drummond..
a Pessoa ou vice versa...
só literatura
amorosa. 
Feita de amar e a declarar o amor 
pela literatura.
o amor se tornou relevante assim
por eles escrito,
em nossa vida 
descrito e idealizado 
pela sua literatura. 
O amor, como sentimento, 
“é um efeito das palavras que 
o expressam”, 
ou seja, a literatura nos instiga 
a amar 
tanto quanto nossas próprias declarações amorosas.
São palavras nada mais que..
manifestações de sentimentos e sua intensidade.
Tem duas coisas..o apaixonado porque ama ou ..
ou o apaixonado que tem prazer de se apaixonar..
Nunca se sabe se declarações de amor 
são verdadeiras em muitos autores..
amo porque constato que amo..
sinto à força de dizer que amo..
assim “externamos os nossos sentimentos 
para vivê-los mais intensamente
as lágrimas que, 
sem isso, não jorrariam, 
ou a alegria que sem 
isso talvez fosse menor.
Ama-se por amar
A mulher ama por amor/ quem 
vai poder nos abraçar/ compreender nossa paixão...
É de apaixonar.
Um amor para mudar, 
ou mudando para amar
Ao céu e ao inferno para escapar da..vida ordinária,..
Sempre o amor pode significar 
um enorme alento.
Amores e amores por que os 
tempos mudam..
Se a vida está emperrada..
um encontro, um amor, 
uma paixão dá um novo rumo.
Sim..é o que esperamos
O amor surge quando 
menos a gente espera...
encontros acontecem a cada esquina..
se deixar a gente pode enxerga-los 
até que eles nos transformem, 
ou será que temos coragem de vivê-los”.
Há muitas esquinas..
e há as esquinas imaginárias.
Os poetas do amor cortês 
amam damas casadas..
são fiéis a seus senhores..
A França é a pátria do amor...
Words Rebel
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