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quinta-feira, 9 de julho de 2015

A Amante de Freud.

Todos somos, 
sensíveis..
e momentos,
de certo modo, 
insensíveis.
Freud não era exceção.
A insensibilidade é clara em suas obras..
assombram o pai da psicanálise
Romances retratam cunhada que teria sido amante de Sigmund Freud e irmã morta em campo de concentração
Minna Bernays (1865-1941),   da 
cunhada de Freud, 
informações 
são restritas a poucas fotos e cartas e relatos de Martin,
filho do psicanalista, na biografia,
"Freud: Man and the Father".
Minna,
a mulher bonita e culta, 
que Freud definia,
sua "maior confidente". 
Jovem, foi morar com a irmã Martha
e o cunhado, seus 
seis filhos. 
Viveu por 40 anos em Viena, com a família 
Os rumores de que Minna tinha em Freud, um amante..
vem 1957, 
de Carl Jung (1875-1961) 
em que 
revelou que, 50 anos antes, 
Minna lhe falara da culpa que sentia,
em ser amante do marido da irmã.
Depois...em 2006,
um registro de hotel na Suíça,
os cunhados aparecem como os hospedes,
"Freud e mulher".
O romance "A Amante de Freud", 
de Karen Mack e Jennifer Kaufman, 
pega nesta história de amor
e da sofrida Minna. 
As autoras,
andam no caminho da ideia,
e como influenciou a obra de Freud.
"Saber que era amante da cunhada 
muda o modo como vemos o que escreveu,
 incluindo sobre a culpa como o preço que pagamos pela civilização" diz a autora..
Há outros estudos sobre Freud,
o caso com Minna não seria tão relevante assim.
"Há quem diga que Freud cometia incesto similar 
ao de sua teoria do complexo de Édipo, 
mas é diferente ter relação com os pais e a cunhada. 
Dizer que isso revoluciona a psicanálise é exagero. 
No máximo, Freu não é a "figura imaculada que se pensava."
"A Amante de Freud" teve recepção 
morna da crítica internacional, 
diferentemente de "A Irmã de Freud",
o romance de Goce Smilevski, de 2010,
em que  Freud diz de alguém,
como "a mais doce" de suas cinco irmãs.
"Enquanto as outras irmãs fizeram família, ela ficou sozinha. 
O silêncio sobre ela era tão grande que o romance não poderia existir em outra voz", diz a autora de A Amante de Freud.
Poucas pistas vieram da biografia de Freud assinada por Martin. 
No texto, o filho do psicanalista mostra que a tia era rejeitada pela família. 
Mas sabe-se que  no livro A Irmã de Freud",
Smilevskia coloca relembrando a relação com o irmão e questionando suas teorias.
Mas o que chamou a atenção foi o ponto de partida do livro: o momento, em 1938, em que Freud foge da Viena ocupada por nazistas, levando até o cachorro, mas deixando para trás as irmãs,
quatro das cinco morreriam em campos de concentração.
"As razões pelas quais ele as excluiu da lista de nomes que poderia ajudar a sair de Viena são um mistério. 
Deixei em aberto",  diz Smilevski, em
A Irmã de Freud",.
Psicanalistas rejeitam a ideia de abandono:
"Ele não tinha poder para levar as irmãs,
embora tenha tentado depois".
O pai da psicanálise morreu um ano depois,
dias após o início da Segunda Guerra,
sem saber o destino delas.
Quando "A Irmã de Freud" saiu na França, 
a psicanalista Élisabeth Roudinesco
criticou-o por retratar um Freud "repulsivo". 
Smilevski diz que "todos somos, de certo
modo, insensíveis". 
Freud não é exceção". 
"A insensibilidade é clara em alguns
de seus estudos, como o caso Dora."
O caso é considerado um fracasso de Freud,
que insistiu em ver desejos ocultos na rejeição 
da jovem ao assédio de um homem mais velho.
A insensibilidade rende as melhores piadas com em "As Traumáticas Aventuras do Filho de Freud", que escolheu o primogênito Martin como protagonista.
O Freud das tiras vê intenções fálicas
nas brincadeiras do filho
"Não tem graça andar por aí atirando pênis nas pessoas",
dizia ao menino, que brinca de arco
e flecha e dá broncas severas além da conta,
"Estou pensando seriamente em castrá-lo, garoto".
Mas do Filho do Freud..
Martin acho, o que muita gente acha...
"Devia ser um saco ser filho de Freud". 
que quis fazer humor com a teoria, mais que com as pessoas.
Retratado sempre de perfil,
com uma expressão de mau humor e dando baforadas no charuto, nas aventuras de Freud
acaba se saindo simpático, pelas mesmas razões
que soa antipático nos romances.
Talvez ele mesmo Freud, só ele  soubesse explicar isso....
mas vida acaba,
como acabou com Minna Bernays,
nem tudo vira poeira...
ou quase  tudo.