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sábado, 17 de fevereiro de 2024

Anjos

Sei..inverno,
em fim da estação,
nada invernal,
mais...infernal
calor,
o velho e surrado,
calor
de agosto.
Penso...num mundo
tão longe,
ou longe demais,
em meu, quarto,
cheio de ar frio,
refrigerado,
senão,
diante de tanto calor,
senão for assim,
não existo...
e que certo,
existirei,
ou existi algum dia,
assim,
como anjos nos céus.
Venha comigo
às profundezas...
do fim
ou do começo dos tempos.

Que tempo,
imaginem,
anjos
em anos..
o paraíso.
Um viés,
não,
vou fazer pensar
no ridículo,
que dirão.. no nosso tempo...ateu,
mas é a vida, que nada basta,
do homem contemporâneo.

Sou um rebelde sem causa,
inquieto
e, mais,
duvido, de
tudo,
e de todos..
Vaidade,
é um ato,
ou
são atos impuros
ou
disfarçamos.
Desconfie sempre..
bons seres e seus sentimentos.
Nosso passado,
antepassados...
a vida era mais inocente,
sem considerar
que há os que a acham,
indigna
e sem nenhuma reverência,
num momento,
contemporâneo.
julgamos seres maiores,
nos ridículos tablets...
smartfones
na liberdade sexual...
voto e democracia.

Rimos de crenças,
anjos alados,
deuses cabeludos
de passados,
ou deuses e anjos
e apocalipses vindouros,
todos mundos imateriais. Rimos de nossos ascendentes,
ou descendentes...ainda mais.
Rimos, de nós mesmos
na inútil obsessão,
por povo,
por soberania...
da política
e sem a consciência histórica de tudo,
mais da esperteza,
diante do aquecimento dos polos.
Um dia imaginarão,
uma vida mais modesta
de respeito ao clima.
Ascendentes, descendentes,
com ideias longe das nossas..
como,
que soava ser alguém,
num mundo
cheio anjos,
trovões,
deuses,
voando diante do infinito...

Anjos que riam de nós mesmos,
da obsessão por carros e aviões,
da obstinação por vaidade,
da pureza do verde, na obsessões por índios
e civilizações mais pobres,
que sempre achamos mais honestos.
Admirarão só,
os seres sem a sofisticação,
sem as mentiras,
como nós...
Se voltarem a nós,
de hoje,
não esquecerão que somos,
seres cheios de tecnologias...
com seus videogames assassinos,
sendo covardes e infantis.
Sentirão vergonha,
diante disso e preferirão
os gregos e os romanos,
seres mais lúcidos,
sem cegueira do destino.

Sem perder tempo..mais atrás..
ou adiante...
de seres
que inventamos
ou seres
como só nós mesmos acreditamos,
existam algo,
um ser...
que habita os céus..névoas..
Sem as manias de luxo,
manias de saúde,
manias direitos
manias de democracia..
Seriam dos nossos descendentes,
forçados a redescobrir
que a vida não tem dono,
não somos nós,
donos,
e sim um espírito,
que se revela,
indiferente e preguiçoso,
cheio felicidade e não dor.
Lá a vida é uma ópera...
toda escrita,
por um ser imaterial...
por um ser puro,
rodeado de virgens
mas cheio de fidelidade
ao seu criador,
sua mulher..
Um ser,
que por preguiça..
diante das profundezas do céu...
tocando a música..
com louvação ao Pai Eterno..
um ser branco de asas....
um anjo celestial....
autorizado a executar
só musicas celestes... incitado
por alguém que
seduz ao fazê-lo
diante dos céus.
Para esta tarefa,
sou um ser contemporâneo
que cria,
ou prefere
assim,
ou outro,
a este...mundo...
que já não basta.
Words
Photo.
Rebel.