Rebel: Imagens, palavras..minha essência... um amigo da natureza

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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Sonhos e Imagens


25.Images, upload feito originalmente por *...REBEL..*.
Imagens que  vem a mente...
escrever é habito,
antes de esquecer..
ao acordar 
repetindo um sonho... 
pra não deixá-lo fugir.
Quando estou assim, 
às vezes me vem na cabeça 
a melodia de alguma música.
Sem perceber, 
começo a cantarolar 
o verso e ele sempre 
traduz no que estou sentindo
Ai.
Voltando pra casa, 
sábado de sol maravilhoso, 
um fim de tarde, 
que eu adoro, 
ao ar livre, sol na pele, 
no corpo sentindo o movimento.
Pois bem, eu faço..isso..
Como é que se fala de uma coisa que, 
ao mesmo tempo, sei que não vai ter solução, 
não vai voltar atrás, que não adianta reclamar...
Uma rua especial. tem uma pracinha gostosa,
no fim e um rio logo eucaliptos, 
só com casas doutro lado e asfalto lisinho, 
com uma inclinação suave o suficiente 
para ser perfeita para andar de bike.
É, eu  ando de bike ainda.
Mas só nessa pracinha.
Perto de casa, sol gostoso, poucos carros passando, nossa...
minha bike no estilo "masters", 
digamos.
Significa que não 
faço manobras arriscadas, 
nem piruetas, nem derrapagens.
Não tenho mais idade, físico, 
pernas nem dedicação para tanto.
O vento no rosto, o asfalto passando 
embaixo dos pés, o corpo em perfeita 
harmonia com a bike. ..
te no fim da rua. .
Ai, estou triste demais.
Com a cidade, com a vida, 
com a lembrança horrível de quando uma vez, 
criança, eu perguntei para a minha mãe 
o que eram aquelas notícias no jornal e ela disse:
"É que o mundo é assim, filho, 
vai ficando a cada dia pior".
Passei a vida tentando 
não concordar com isso.
E envelheço.
Tenho 30 anos e descubro que 
não posso mais andar de skate 
num sábado ensolarado, 
na pracinha do bairro.
E choro.
Acho que ainda sou criança.
Tanta porrada na vida e ainda choro, 
ainda lamento, ainda sento 
aqui pra escrever sobre isso.
Tentar gritar.
Hoje, uma pichação também ajudou.
Dizia "flor do meu sertão 
é tão luminosa e colorida", 
como as pichações dos anos 70, 80, 
no tempo dos hippie, que diziam coisas.
E a música veio.. a mente..
"Adeus, vou-me embora, pracinha, 
fulô do meu coração.
Eu voltarei qualquer dia, é só chover no sertão".
sei lá...
fico surpresa quando olho,
para trás
mas eu gosto de analisa,
que o Brasil..
conseguiu...
muito pouco até hoje..
Tudo não soa como um sucesso,
como o governo do PT 
em reduzir desigualdades..
Diria rindo.
Quando eu tinha 18 ou 19 anos, 
eu estava em Curitiba 
em Pleno Regime Militar,
ou Ditadura dizem alguns,
eu não experimentei  a loucura 
de contestar o regime,
e aquilo tudo era demais para mim, 
melhor colégio,
ouvia bandas em lojas de musica
porque eu era um garoto que 
tinha sonhos
e que me vinha do nada.
o meu lugar era uma cidadezinha,
do interior de Santa Catarina,
e no meio do nada..no Brasil, 
em termos de lojas, 
filmes e lojas de musica..
de repente, 
ouvia tudo muito fácil
não me tornei,
mas já era a fã 
daquelas imensas estrelas do rock..
Pink Floyd.
Led Zeppelin,
Beatles,
Credence, 
o Cranberrries,
eis alguns,
Naquela época não havia muitas outras bandas, 
mas tudo e poucos, naquela época 
era ótimo ouvir com amigos 
no colégio Bom Jesus de Curitiba..
Nada  nada prepara você para isso... 
foi um salto no escuro...
e uma afirmação de quem era perdedor.
Eu próprio posso reconhecer..
sei reconhece que, no final, 
era meu próprio sonho,
se realizando..
Eu estava realmente onde queria..
estudando 
e ouvindo  boas musicas vendo filmes
e não sofrendo com aquela situação, 
vexatória em minha casa do meus pais
apesar de se  aquariano,
parecia um peixe fora..  
de um aquário, por poucos anos. 
Eu fiquei assim...no começo dos anos 60. 
Começar..de novo,
meu pai era de  uma família 
na zona rural de tangará,
e morar em Iomerê em 1963,
mito mais que ajudou a me recuperar.
Em Iomerê,
com outro ambiente..
Foi um recomeço
Eu comecei a trazer meu cérebro 
de volta à realidade dos anos 60..
lembro,
mas por muitos anos eu ainda 
permaneci com esse muro ao meu redor. 
Não não
quero mostrar 
nada além do meus verdadeiros sentimentos, 
não queria que as pessoas vissem isso, 
mas sei que 
que eu também tinha minhas 
fraquezas e problemas, como tudo mundo".
As vezes perdemos
Perdemos a vontade, 
ficamos indiferentes..
entediados... 
cheios de tudo..
perde a fome de coisas novas, 
a empolgação...
apenas dá um tempo,
fica a fazer outras coisas..
Sentimos falta
deixar a criatividade fluir..
as energias...
voltar a estar mais animado e empolgado..
de novo..
Foto Rebel.