Rebel: Imagens, palavras..minha essência... um amigo da natureza

Rebel

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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Viver em Iomerê.


A gente vai passando
O tempo vai passando...
E ao ouvimos o som da natureza...
e quem se interessa pela vida
do interior, vale lembrar, 
dos outros sons, dos anos 60,
do recreio no frei Evaristo,
relembrar,
são um presente e tanto.
Ver o que ocorre aqui,
a cidade pequena, 
longe do frenesi
crescente da vida moderna
mas que aqui 
atinge aos poucos.
Em meio a tudo,
vemos novos edifícios,
à redefinição incessante de Iomerê
do traçado do século 20
ao século 21,
suas imagens flagram uma gente
aturdida entre a pressa 
e a permanência,
pessoas, 
automóveis, caminhões
disputando o mesmo espaço.
Há os que dariam um doce..
ou um sorvete 
do Bar do Barulho,

Milhões  de palavras
e isto sem imaginar dos rumores.. aqui
sonegados pela fotografia...
da festa que foi a neve de 1965..
e os bonecos feitos na praça. 
 Mil sons e palavras
é isto que não há na fotografia.
 Tem o tempo da praça..limpa só grama, não
sonegados pela fotografia.

Ganha um sorvete no Hotel do Comelli,
para ouvir o que antigamente
o xingar do cavaleiro
dos meninos que assustavam o cavalo,
que soltavam suas escretas*bosta,
em via publica,

a conversa dos homens no bar,

que suspiram pelas mil palavras
e isto tem os rumores e cheiros
sonegados pela fotografia.
Na contramão da imagem,
hoje se valoriza muito o vídeo
eu aposto na  valorização da imagem
junto com o sonoro
e da oralidade efêmera
e sufocada pela foto,
mas igualmente reveladora,
para redescobrir o cotidiano da cidade.
Da missa da Igreja...
das crianças na praça,
o desfile de 7 de setembro,
Costurando andanças por ai
e a minuciosa observação
de coisas variadas
(memórias, ficção, poesia),
podemos imaginar, 
rever as muitas paisagens
que se sucediam durante 
um dia por aqui,
acompanhando as reações ambíguas 
dos habitantes
à convivência entre os diversos
e diversos modos que se expressavam.

Mas só a fotografia expressa
quais  e onde está a beleza natural
de hoje em Iomerê,
das colinas verdejantes
ao redor da cidade
dos contrastes,
na vida calma
e provinciana da cidade,
tédio entrecortado 
apenas pelos roncos e escapamentos da motos
e ainda o pique ocasional dos sinos, 
das explosões dos motores
dos caminhões e automóveis.
Quem tem olhos atentos 
e ouvido,
pode...
assim hoje, 
repetir e relembrar depois

que veja isto....
que pouca tudo isso, 
de hoje..
do banco da praça. 
Words
Photos
Rebel.
Clarice Mariani,
Maria Clara V M.