Rebel: Imagens, palavras..minha essência... um amigo da natureza

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Iomerê, Anos 60.

NOS CHAMADOS,
anos 60,
o comportamento nosso
era bem diferente de hoje.
Meninas,
Meninos, 
guris, 
gurias,
digo isto para 
os que tinham,
mas
nem todos 
tinham, 
18 anos.
Fazem 50 anos que, 
O movimento hippie, 
e a contracultura, 
deslanchou.
A partir daí, os anos 60, 
no cinema de Videira, 
a gente chegava de Kombi, 
no domingos á noite, 
ver o Carlitos, era um festa...
 
mas tinha cinema no antigo pavilhão...
como vemos nesta foto dos anos 60..
ao lado da igreja..
A fotografia salva meu post no blog...
A igreja mudou com o tempo,
que vemos numa foto  acima e  abaixo.
o pavilhão e a casa paroquial de Iomerê.
A fotografia salva meu post.
Todos nós vivemos sob o mesmo céu, 
mas nem todos tem o mesmos horizontes..
assim eu via o mundo 
aqui em Iomerê...
desde menino.. 
a foto é abaixo,
do antigo prédio do Cometa.
 
 
Novos horizontes,
hoje, 
mas pertencemos sempre,
a esta época, 
a esta pequena cidade, 
que é dos mais velhos...
e dos mais jovens.
A noite começava cedo 
e acabava tarde.
tinhas a festinhas..
tinha um amigo de Poa.
em Iomerê, 
havia belas festa a Iê..iê
Ninguém trabalhava.. 
Não..
todos tinham algo..
"esticar" (a noite).
Lembro da Belas de Iomerê,
A música do violão era ao vivo,
mas tinha Elvis é claro,
Roberto Carlos muito,
pouco se conversava,
mas, em compensação,
as belas  meninas,
iam demais ao banheiro,
retocar algo, 
sei lá pó de arroz,
batom, 
perfume atrás das orelhas
batom e perfume eram, 
na maioria
um gosto lindo e excitante
e voltavam,  
estavam lindas e cheirosas.
Volteios na pista só homens
se gostava mais de dança colada.
eramos muito gentis convidar
a meninas para dançar
cada mulher que estivesse no sofá
num momento de distração,
até a sua própria.
Quando começava a dança,
geralmente tipo lenta,
tudo mudava.
E me lembro que colava 
e não soltava mais,
que se tratavam  
de quase cerimônia 
em que não era como hoje
que tudo se faz 
ou acaba,
no motel da rua etc..
A gente  juntava os corpos
da ponta dos pés à raiz dos cabelos
a tal ponto 
que por ali não 
passava nem pensamento.
Os rostos se colavam.."face to face", 
como isto hoje não sei como se chama,
e dependendo do que todos já sabiam, 
as mãos se entrelaçavam,
e enquanto a outra mão segurava
com mais firmeza a cintura dela,
a outra mão..
acariciava a nuca..
só imaginação...
quando se falavam,
sentiam a respiração 
um do outro,
éramos tão...
ou as meninas tão  de nós, 
Nunca era um pega explícito,
sob os olhos repressores..
seus próprios,
ou de amigos,
todos achando tudo anormal.
Muitos amores começaram
ou terminaram- ao som
de "Night and Day".
Falo sério: dá para dançar
com os corpos grudados
e  a não pintarem
pensamentos altamente eróticos?
É claro que não.
Nada a ver hoje as raves de hoje,
que começam na sexta-feira;
dançam separados,
nenhum beijos por noite,
mal se tocando, 
e transar...não.
Hoje só  acaba no domingo à noite,
Ouso dizer que não levo muita fé
nessa garotada.
Belos tempos,
queria você de volta