Rebel: Imagens, palavras..minha essência... um amigo da natureza

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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

On Road III.


No carro, 
na estrada de Palmas,
O luar e ao sonho, 
na estrada deserta.
Esta estrada,
outro lugar. 
Lembrando de Iomerê,
Joaçaba, 
Luzerna, 
Catanduvas 
em diante
aonde vou.
Palmas.
Sigo, 
muito mais seguir 
senão parar..
Nos campos até noite,  
um lindo lugar..
Horas, 
clicando,
ficar aqui.
Sempre gosto de rever estas torres 
sem propósito...que não o ambiental....
Sempre, sempre, sempre, 
esta preocupação,
espírito está assim.
Na estrada de Palmas, 
estrada do sonho, 
estrada da vida... 
Meus movimentos do volante, 
há os conscientes.
Vão comigo no carro,
as mãos e meus braços...
Olhar alcança,
rio Rozeira..
direita ou esquerda., 
Para na esquerda.
Quantas coisas,
aconteceram por ai....
pela 
fazenda Rozeira..
lembranças,
emprestadas aqui 
que sigo..este mundo ...
coisas de hoje...
de ontem.
Quantas coisas que me lembro como minhas! 
Quanto...
há de memórias e ai de mim!, 
eu próprio sou! 
À esquerda o casebre,
sim, o casebre.
à beira da estrada esquerda 
no campo não tão longe.
O carro...
livre cortando o vento há,
sentindo,
me dando liberdade,
É agora uma coisa diferente. 
À esquerda lá para trás 
muitas colinas verdes, 
bois pastam 
mais que Sossêgo. 
A vida neste lugar era feliz, 
nos anos 60, 
não é só porque era minha...
felicidade estar aqui...
vendo a codorna e o perdigão. 
Se alguém me viu andando 
assim junto ao campo..
aos bois, 
tomando Camargo 
ou junto a janela,
vendo o campo nas 
manhãs frias também sonhará: 
Aquele era um menino feliz. 
Talvez à criança imaginando seus dias futuros, 
junto a natureza da janela, 
vendo o andar dos cavalos 
e correr junto ao rio lá em baixo.
No carro tudo passa como um sonho, 
me sinto um menino real. 
Talvez um ser que olhasse 
ouvindo o motor, por ai, 
me olhará, até à curva em que sumi dos seus olhos.
Ai já deixarei sonhos atrás de mim, do campo, 
da casa, dos animais que não me fizeram sonhar.
Guio meu carro como da última vez
com meu filho.
Na estrada 
dos campos 
do dia de sol,
vou indo, 
alcanço outros campos.
Desejo é chegar e acelero... 
Mas o meu olhar alcança,
monte de pedras, 
a cerca de arame as taipas que tantas vezes passei..
Agora meu coração alegre.
O meu andar é junto a dos outros, 
mais exato ao tempo que vivo, 
sem taipas ou cercas. 
Na estrada só o tapeto negro ao sol, e ao volante, 
a estrada, diante de mim e a própria imaginação.. 
Na estrada, cada vez mais perto dai.. 
Na estrada que vou, cada vez menos perto de mim...
pronto cheguei....
 em Palmas na Eólicas...
2009.