Rebel: Imagens, palavras..minha essência... um amigo da natureza

Rebel

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terça-feira, 12 de julho de 2016

Crepúsculo

Ao ver 
o fim de tarde, 
tem sempre,
algo 
de cerimonial...
ou algo de ritual..
no meu olhar..
Mais ainda 
o crepúsculo,
se mostra 
como algo 
que se vai..
A minha inspiração 
hoje,
tudo gira 
em torno 
do crepúsculo.
Ou, melhor, 
se lembra 
de algo que acaba...
o fim, 
o amargo da vida.
Do maravilhoso 
pôr do sol....
quando vejo...
de modo pontual..
é possível...
extrair o belo 
e bonito..
O fim de tarde 
pode-se
extrair 
o lado
mais 
sombrio 
da vida,
podemos sentir
ser devorado
pelo sentimento 
da
melancolia...
que 
a todos acomete.
DUAL TIME
Às vezes 
na vida
se faz 
necessário..
repensar
o cotidiano
para que possamos,
ver melhor o fim de tarde.

O sentido 
do que 
 fazemos,
ou a total 
falta de 
sentido...
do que 
fazemos.
Não basta 
achar que devemos
vencer 
sempre..
A derrota vem também..
e isso nos ensina 
a humildade,
e a humildade 
é sempre imbatível.
Humildade nada tem a
ver com humilhação,
mas,
ao contrário,
humildade fala 
da consciência,
de que somos efêmeros
como o vento.
E só como efêmeros,
 que podemos 
 perceber a dádiva
que é respirar.
Há um modo misterioso 
de como é a vida,
se você está disposto 
a ouvi-la.
Tem algo que 
se torna nostálgico...
também.
Meus olhos
Meu destino..
Entre uma alma triste
e
uma rotina vazia,
Não é falta de escolha.
é sim a tristeza.
que te leva a pensar diferente,
no fim..quando o sol 
se vai lá no morro,
ou somos tomados 
pela escuridão...
Penso no número 
enorme de pessoas.
 que jamais levantam 
seus olhos..
num fim de tarde.
Aprendemos que a vida
não é necessariamente bela
e
que tentar negar isso é uma
forma de permanecer
na fantasia.
No fundo de nossa alma habitam.
  idéias que se mantêm em silêncio...
O escuro profundo,que sobrevém.
 ao fim de tarde, 
esta ai chamando-me..
e o silêncio também,
Céus assim são tão significativos
e profundos,
não há..lua
ou estrelas lá para alegrarmos
e muito menos o sol..
SE Há algo que nos chama..
através de seus olhos, 
algo que te diz...
e o TEU 
e o meu destino?

Mentes que avistam
e pensam o distante,
nunca se calam 
diante disso...
São como...

palavras silenciosas,
 que nunca serão ouvidas,
mas lá estão cravadas na rocha...
Como eu posso ver através de meus olhos..
posso sentir..
Assim eu apenas me deixo 

levar pelas palavras,
através da noite que vem...
Elas apenas surgem 

na superfície da pedra, 
mostrando algo..
sei de que dizem,
não de como chegou ali... 
Quantas vezes apenas suportamos 
nosso choro,
sofrendo no fundo da alma,
é a solidão...
diante de toda incerteza.. 
É um horror...
E pensar que há seres,
estamos a amá-los,
quando não sentem nada parecido,
 em sua vida com amor...
seres consumistas, hedonistas etc..
e mais,
são apenas um incômodo,
algo como aqueles pequenos
seres intrusos em sua vida...
nos molestam.
 mas são insignificantes. 
Quantos homens sente-se sufocados
diante da certeza de que já vivem uma vida sem amor,
sem afeto e sem desejo,
mas isso é tudo que suportam
silenciosamente.
Quantos filhos não  sofrem 
e se sentem indiferentes
para com o destino dos pais..
dos outros..seres proximos..
Eu escrevendo,
 estou tentando convencer a mim mesmo,
de que o amor pelo pai*no dia dos pais, 
seria o certo, do bem
e nunca uma obrigação..
Eu sei que há os que desejam... 
mas que nada conseguem,
além de desejar vê-los mortos
e assim se sentirem livres finalmente.
Entre as funções da civilização,
uma,
é a tentativa de calar..idéias más,
criando ritos, rituais, festas para celebrar a frágil vitória dessas criaturas 
deformadas, atormentadas
pelo completo desinteresse pela vida.
A verdade que aos seres do mal, 
é que não há como civilizá-las,
a não ser ensiná-las 
que eles não têm lugar
no mundo dos vivos
e que, por isso, 
devem sucumbir..
à rotina da infelicidade 
da vida.
Aqui há uma tentativa 
de um entendimento 
e reflexão, num mundo 
que se desenha insano...
No fim de tarde há algo,
 diante dos olhos  
que cria um cenário..
ou um  tempo amargo
e também  paradisíaco...
que se desenha 
em nosso olhar
a cada crépusculo
Hoje falo 
do amargo da vida...