Rebel: Imagens, palavras..minha essência... um amigo da natureza

Rebel

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domingo, 8 de janeiro de 2017

Letter XXIII

...
Oi, 
sinto agora,
que alguém 
poderia ser você. 
Será
que
me vê 
ainda 
alguém idealizado..
mas 
tenho uma certa liberdade...
quanto a minha autocrítica..
sei que assim 
se insinua 
uma gama 
de possibilidades..
não teremos 
dificuldades em efetuar 
estas descobertas..
pelas nossas trocas...
nossas 
próprias observações..
nossa interação.
..
Como quando 
se escreve 
algo, 
carta, é uma provocação 
ou confissão.
Observo....
nas palavras, 
posso às
vezes esconder, 
ou deixo assim ficar, subentendido.
Como uma ideia que 
existe na cabeça...
minha...
na cabeça de quem lê, 
(algo latente..
dá esta fascinação) 
saber que sou lido 
com todo carinho seu.. 
E não tem a menor obrigação 
de acontecer. 
Eu acho tão bonito. 
Ista interação entre nós.. 
de ser real as vezes 
abstrato, virtual...
sei que já não podemos deletar..
assim..
sem mais ou menos.. 
.....
A beleza está nisso...
não é algo tão fugaz... 
Como uma ideia que 
existe na cabeça. 
E não tem a menor obrigação 
de convencer, ninguém...
como um rio vai..vai...
pura franqueza. 
Pois que seja franqueza então. 
A alegria que me dá isso. 
Isso vai e vai em sem eu dizer..
sem você dizer. 
Se amanhã não for nada disso. 
Caberá só a mim esquecer e..
esquecer. 
O que nós ganhamos..
acho que sempre 
ganhamos acima de tudo, 
o que eu perco, 
o que você perde 
não importa. 
Ninguém precisa saber 
detalhe de tudo
Teus dias na Universidade... 
são como uma terapia e divertidos...
os emus eram assim..na Leiga.
Escrevo dizendo que 
"nossas vidas 
com seus atropelos" 
e pergunto o que seria 
da vida sem eles?
Sobre as "obviedades 
e coisas mundanas" 
que falaste, 
acho falar sobre
depende de cada um, 
que faz parte 
de nossa vida, das relações 
entre 
as pessoas. 
Essas coisas comuns ás vezes 
não 
são tão comuns assim,são elas que 
nos tiram o sono e ao meu ver, 
transmiti-las 
não empobrece
quando por ventura nos incomodam 
e /ou preocupam. 
A questão é a quem falar, portanto
às vezes é melhor não falar.
Na verdade, 
quando li sua mensagem 
ontem fiquei triste, tive a
impressão de
que me vê como 
uma invasor, 
talvez seja 
paranoia minha, pois
não quero 
saber das tuas obviedades 
porque tenho interesse 
em saber das
tuas
prestações...
contas etc 
não é nada disso, apenas
queria ser
alguém à quem pudesse 
falar das tuas coisas, sejam elas
obviedades/coisas 
mundanas ou não, 
quando quisesse, 
pelo menos eu o vejo como
alguém á quem
eu possa falar de mim.
Psicanálise
estudei seis anos, 
ali em Pelotas,
me
permite uma leitura mais
precisa. Falei
que estive em análise 
por um bom tempo..
então hoje, já não te esconde
tanto... 
eu iniciei três vezes mas 
não consegui ir ao fim, 
sentia-me muito
fragilizado estruturalmente, 
eu que vejo-me de um extremo 
ao outro super
sensível e como uma rocha, 
por vezes escondo-me dentro de mim.
Talvez seja
uma forma de proteção. 
Veja só, estou falando de mim, não
costumo fazer muito isso. 
Sei mais ouvir os outros do 
que falar de mim.
À afinidade e mais a fascinação é o que leva 
às paixões, profundas paixões. 
Na
internet, como
se refere é diferente. 
A paixão é algo louco 
e dura pouco (na vida real). 
amor verdadeiro, quando acontece, devo concordar contigo, é uma
mescla de
afetividade, carinho, vida, 
bem como a amizade. 
É estar em
sintonia com o outro, 
principalmente quando 
encontramos àquela pessoa, a
pessoa dos
sonhos, à representação d
os nossos ideais (subjetivos), um
exemplo disso é o fragmento de uma carta que Freud escreveu a sua esposa
Martha: "Fiquei encantado ao saber que você tem tantas ambições por mim, minha doce
menina; a princípio, eu não as tinha; procurava na ciência a satisfação, 
oferecida pelo esforço de procurar e pelo momento da descoberta; nunca fui dessas pessoas que não podem admitir a ideia de serem levadas pela morte  
antes de terem riscado o nome nas pedras em meio às ondas. 
Mas,quando penso no que seria agora se não a tivesse encontrado (...).
Você me dá não
apenas ideal e sentido, mas também tanta felicidade..."
Você também escreveu "... 
a cada momento nos revelamos 
um com o outro..." ,  
diria que nos revelamos muito, e, " ... 
em princípio não vejo risco..." e  
pergunto que risco poderia ter isso 
para você, para mim o risco 
é sentir-me
bem.
o seu pensamento sobre o " tempo", 
lindo, imprimi, guardei na
minha
caixinha de pensamentos 
(parece coisa infantil...), 
de onde
tens tanta
inspiração, 
tua inspiração me toca, 
e nele diz 
"...queria que
escrevesse
tudo o que desejas..."
eu escrevo 
e ás 
vezes 
me escondo
demais.