Rebel: Imagens, palavras..minha essência... um amigo da natureza

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Love in The Rain

..
Amar na chuva 
é bem bom.
Eu  
nunca amei 
na chuva.
Ah..
Não 
Então
não
sou dado,
a declaração 
pública..
no
Facebook,
senão diria 
quem foi a mulher linda
que deu esta resposta.
Razões há muitas...
Mas aqui só posso falar, 
sobre 
o amor
por razões muitas...
..
Mas o amor 
é absolutamente indissociável, 
da literatura amorosa...
da poesia e da prosa. 
Primeiro,
que a gente 
aprende a amar 
e lá estamos a declarar o amor 
pela literatura...
usando um F. Pessoa..
M. Quintana e outros. 
A segunda é que o amor
se tornou relevante 
em nossa vida 
à força 
de ser descrito 
e idealizado 
via literatura.
..
A terceira 
é que 
o amor, 
como sentimento, 
é um efeito 
das palavras 
que o expressam. 
Toda boa literatura 
instiga a amar,
tanto quanto 
nossas próprias 
declarações amorosas.
Sempre que 
estou 
a terminar 
uma prazerosa leitura,
tudo parece que o autor 
inventou o Amor..
tudo maravilhoso e 
fantástico. 
As vezes algo  é
algo simples,
e se
revelam 
num repertório do amor...
como,
uma rosa..
uma flor..
um ciao..
um beijo.
..
Há coisas 
que devemos evitar..
Um
triângulo amoroso, 
só se
é um acidente ....
ou 
algo imprevisto 
no amor..
Nos tempos antigos..
século 19,
o amor começava com 
o triângulo amoroso.
Nunca use como exemplo, 
Freud..que
tinha a esposa..
e se apaixonou pela..
a irmã..
da esposa 
por 30 anos.
...
Ao rastrear 
o amor..
tem que 
ser à la française...
deveríamos aprender 
com eles... 
Um francês 
ou uma 
francesa sem desejo 
é considerado alguém imperfeito, 
como uma pessoa 
desprovida de paladar 
ou olfato.. 
Há séculos os franceses 
se consideram mestres 
da arte de amar por meio 
de sua literatura, sua pintura, 
suas canções, seu cinema.
Expressões como rendez-vous, 
tête-à-tête 
e ménage à trois,
para aludir a intimidades sempre
tem um certo sabor francês, 
e já nem 
nos damos 
conta dessa linguagem. 
A palavra “galanteio” 
vem diretamente 
do francês. 
Outra palavra, amour, 
nem precisa de tradução, 
mesmo para aqueles 
de língua inglesa, 
que usam um termo 
tão diferente como love. 
Diferentemente 
dos pudicos americanos, 
o amor à la française...
é a sua “decidida ênfase 
no prazer sexual”.
Esse apetite...
funciona até aqui,
no Brasil..
aaaave.
...
Na literatura 
e na história 
do amor, 
sabemos,
que a França,
é
um vertedouro...
Os segredos 
da alcova vem
da realeza, 
nos romances 
dos salões intelectuais,
do Moulin Rouge, 
ou
do século XVIII 
ou 
os intrincados relacionamentos 
entre personalidades 
do século XX, 
como o de Jean-Paul Sartre 
e Simone de Beauvoir.
..
As relações sociais 
e os papéis sexuais modificaram-se 
com 
o passar do tempo, 
mas sem 
que as regras da sociedade 
fossem capazes de domar 
os desejos 
e as ambições amorosas individuais. 
Na Idade Média,  
as ardentes histórias de Lancelot 
e outras lendas 
de mulheres divididas 
entre o marido e o amante. 
O amor representado.. 
algo irresistível,
fato consolidado 
em que ser contra é inútil,  
nem se rebelar. 
Assim como se dá 
num inevitável triângulo amoroso... 
Lancelot venera seu rei Artur, 
mas se apaixona pela rainha.
Os poetas do amor cortês 
são chegados a amar damas casadas 
e frequentemente 
fiéis a seus senhores...
...
Vistos com os olhos de hoje, 
triângulos amorosos 
são foco 
batido e pisado 
na literatura....
num mundo 
que o adultério 
se tornou 
moda.
O amor romântico existe 
desde que homens e mulheres 
são homens e mulheres. 
A Bíblia descreve o intenso desejo 
do rei Davi por Betsabá, ou o amor 
de Isaac pela esposa Rebeca. 
As antigas tragédias gregas 
nos apresentaram Fedra, 
que ardia em desejo por 
seu enteado Hipólito, 
e Medeia, que matou os filhos por causa 
do violento ciúme do marido, Jasão. 
A poeta Safo suplicou a Afrodite 
reciprocidade 
no amor a uma jovem.
Ou quem esquece 
a arrebatadora 
paixão de Orfeu e seu amor 
impedido por 
Eurídice..
E Platão...
o filósofo que louvou o amor 
de rapazes por homens velhos 
como algo natural. 
Também não se deve ignorar 
as lições de 
A arte de amar, de Ovídio.
A novidade é francesa, 
nos direitos dos 
amantes de viver 
sua paixão, 
apesar 
de todas 
dificuldades criadas 
pela 
sociedade e pela religião.
...
Este novo 
espírito 
defendeu 
a própria 
causa do amor.
A mulher 
emergiu simultaneamente 
como 
objeto 
do desejo masculino 
e sujeito 
do seu próprio desejo... 
Os franceses nunca acreditaram 
que as mulheres fossem menos 
apaixonadas do que os homens...
Amar não quer dizer 
ter o fruto
do amor, 
um filho...
Há “tirania da maternidade”..
comum 
a muitos 
casais, que padecem 
na alegria 
de ter 
um filho 
e não
na erotização
do relacionamento.
Há o amor cortês, 
o amor cômico de 
Molière ou ao amor trágico de Racine, 
a feminização francesa 
do amor 
contrasta com o antigo 
ideal másculo 
dos gregos, 
noves fora a criação 
de personagens 
femininas grandiosas, 
como 
Antígona e Medeia, entre autores gregos.Continuamos a viagem 
pela sedução e sentimentos...
..
Já Rousseau; 
pelas cartas 
de amor 
de Julie de Lespinasse.
ou
pelo amor republicano 
de Elisabeth Le Bas 
e Madame Roland... 
Pela saudade da mãe de Constant, 
Stendhal e Balzac..; 
Pelo amor entre os românticos, 
como George Stand 
e Alfred de Musset... 
Pelo amor romântico 
esvaziado de Madame Bovary..
pelo amor entre os homens 
representados por Verlaine, 
Rimbaud.Oscar Wilde e André Gide..
Pelo amor desesperado e neurótico 
de Proust 
Pelo amor lésbico de 
Colette e Gertrude Stein; 
pelos existencialistas apaixonados 
Simone de Beauvoir e Sartre..
Até o amor no século XXI...
...
Há uma vida inteira 
para cada 
um se
dar conta 
dessa 
literatura..
O amor se aprende 
com a 
literatura...
O amor é tema usual dos meu texto.
O amor é absolutamente 
indissociável da literatura.. 
de Drummond..
a Pessoa 
ou vice versa...
só literatura
amorosa.
...
A mulher, 
Feita de amar e 
a se 
declarar o amor 
pela literatura.
O amor 
se tornou relevante 
assim
por que escreve e está escrito, em toda literatura e 
em nossa vida 
descrito 
e idealizado por nós 
pela sua literatura. 
O amor, 
como sentimento, 
é um efeito 
das palavras que 
o expressam”, 
ou seja, 
a literatura nos instiga 
a amar 
tanto quanto 
nossas próprias 
declarações amorosas.
...
Há todos este terreno habitado por palavras.
São palavras 
nada mais que...
manifestações 
de sentimentos e sua intensidade.
Tem duas coisas..o apaixonado porque ama ou ..
ou o apaixonado que tem prazer 
de se apaixonar..
Nunca se sabe se declarações 
de amor 
são verdadeiras 
em muitos autores..
Uns dizem..
amo porque constato que amo...
sinto à força de dizer que amo...
...
Assim “externamos 
os nossos sentimentos 
para vivê-los mais intensamente
nas lágrimas 
ou nos sorrisos.
ou mais
que isso ou  
sem isso, não jorrariam lágrimas, 
ou a alegria,
que sem 
isso talvez 
fosse o amor menor.
Ama-se 
por amar
A mulher 
ama por amor/ quem 
vai poder nos abraçar/ compreender nossa paixão...
É de apaixonar.
Um amor para mudar, 
ou mudando para amar.
...
Ao céu 
e ao inferno 
para escapar da..
vida 
ordinária,..
Sempre 
o amor,
pode significar 
um enorme 
alento.
Amores e amores 
por que os 
tempos mudam..
Se a vida 
está emperrada..
um encontro, 
um amor, 
uma paixão 
dá um novo rumo.
Sim...
é o que esperamos
O amor surge quando 
menos a gente espera...
encontros acontecem 
a cada esquina..
se deixar a gente pode 
enxerga-los 
até que eles 
nos transformem, 
ou será que temos 
coragem de vivê-los...
Há muitas esquinas..
e há 
as esquinas imaginárias.
...
Os poetas 
do amor 
cortês 
amam 
damas 
casadas..
e são 
fiéis 
a seus 
senhores..
A França 
ainda
é a pátria do amor...
Words Rebel
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