Rebel: Imagens, palavras..minha essência... um amigo da natureza

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quinta-feira, 16 de março de 2017

Beat

A Geração Beat defendia 
o não conformismo..
são autores que se 
constituem o núcleo 
da geração beat, 
que representou nos anos 
50 um movimento pioneiro 
de contracultura.
Esses escritores, 
conhecidos pela boêmia 
e pelo hedonismo, 
defendiam a ênfase nas 
experiências com palavras,
o não conformismo, a liberdade
e a busca espiritual.
Entre as obras mais importantes,
estão, além de "Pé na Estrada" 
(1957), de Kerouac,
 "O Uivo" (1956), de Ginsberg,
e
"O Almoço Nu" (1959), 
de Burroughs.
A palavra beatnik passou
 a ser usada 
também para definir 
a juventude nova-iorquina 
influenciada pelos autores, 
mas a origem 
do termo é de difícil definição.
Kerouac o usou como 
abreviação de 
"beatitude"; outros 
o atribuíram à 
influência do jazz...
na gíria, podia adquirir 
o sentido de "vencido".


...
William S. Burroughs, nome central da geração beat.
Mas 
Há outras figuras definidoras da geração beat...
então, que passa a existir em nossa língua 
o conjunto de três livros 
que conferem a Jack Kerouac 
a chamada imortalidade literária.  
"On the Road.. 
Manuscrito Original" 
obra longa, escritas de um modo que os americanos gostam de chamar de "prosa experimental", com parágrafos 
intermináveis, misturas de vozes, 
interrupções 
na cronologia, 
digressões infinitas, neologismos. 
Obras de fôlego que nos deixam 
sem fôlego, de tão vertiginosas.
Andanças pelos EUA..
são temas do livro..
De formas distintas, contam 
a mesma história, 
a amizade estradeira 
entre Jack Kerouac 
e Neal Cassady, 
ficcionalizando 
seus encontros 
e aventuras de juventude, 
nas andanças de costa 
a costa e pelo interior 
dos Estados Unidos, 
sempre envoltos 
em nuvens de 
maconha da forte 
e constantes orgias 
sexuais alcoolizadas.
Sem lenço nem documento.
Like a rolling stone. Antes do rock, o jazz. 
O bebop como trilha sonora
e modelo estético.
"On the Road - Pé na Estrada" 
é a versão clássica 
e mais arrumada dessa narrativa tripla.
Escrito no início dos anos 50, 
o livro 
foi finalmente lançado em 1957, 
saudado desde 
então como peça destacada 
na estante universal 
da literatura libertária.
O arrumado do livro resultou 
da intervenção 
direta dos agentes e editores.
Ao longo de anos, eles sugeriram 
a um Kerouac 
ansioso por ver seu livro publicado 
que fizesse cortes e modificações 
no ciclópico parágrafo único do
 manuscrito original, de modo 
a torná-lo vendável e livre de 
possíveis processos jurídicos.
"Visões de Cody" foi escrito 
paralelamente a "On the Road". 
Publicado três anos depois 
da morte de Kerouac, 
ocorrida em 1969, tinha virado 
lenda literária.
Há quem o considere um 
"On the Road" mais autêntico. 
Porém, são substanciais as diferenças 
entre os dois textos, 
e elas vão bem além do fato 
de Neal ser aqui batizado 
de Cody Pomeray 
e não Dean Moriarty.
"Visões" é mais fragmentário, 
mais radicalmente experimental. 
Acentua menos a experiência estradeira 
e mais as percepções ("visões") 
que o narrador tem, tanto da figura de Neal/Cody, 
quanto da própria realidade.
Em comum nos dois livros, 
o sonho americano como nostalgia 
impossível, recuperável apenas pela vivência marginal e sem limites. 
A presente edição de "Visões de Cody" inclui posfácio de Allen Ginsberg
que funciona como um excelente 
guia auxiliar de leitura.
Trás histórias  de suas vidas, quando 
ambos eram apenas personagens obscuros 
da boêmia estudantil nova-iorquina.
O livro ficcionaliza de maneira linear um 
fato real, rumoroso, acontecido em 1944:
o crime cometido por um amigo dos dois, 
Lucien Carr, que matou outro amigo comum,
David Kammerer.
Estes tinham um envolvimento homossexual 
aparentemente platônico, 
e o que garantiu a Carr 
uma pena leve foi a alegação 
de legítima defesa 
por assédio sexual.
Depois de sair da prisão, 
Carr fez longa carreira 
de sucesso como 
diretor da 
United Press International, 
bem casado com mulher, 
afastado dos antigos amigos.
O livro só teve autorização 
legal para ser publicado 
após sua morte, em 2005.
"Hipopótamos" é resgate 
de primeira grandeza 
para aficionados dos beats.
Apesar de seu valor literário 
ter sido questionado 
pelo próprio Burroughs, 
o enredo prende o leitor, 
que aborda o livro 
só querendo saber das 
circunstâncias do crime, 
pois o final já é conhecido.
Os capítulos escritos alternadamente 
pelos autores 
evidenciam com mestria 
a cumplicidade 
de ambos 
na criação do clima tenso 
que levou ao ato.
Podemos ver também no 
livro embriões de qualidades 
da escrita de cada um deles: 
agudeza conceitual 
de Burroughs, poder descritivo 
em Kerouac.
Enquanto retrato íntimo da 
juventude boêmia 
nova-iorquina no tempo 
da guerra, 
é documento valioso.
Traz de volta um 
tempo dinossauro, 
anterior
à dominante 
feminista e gay