Rebel: Imagens, palavras..minha essência... um amigo da natureza

Rebel

LOOKING IN WINDOW


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domingo, 5 de março de 2017

Bodyes

Um homem,
Uma mulher,
um espetáculo,
um prazer bom.
um quarto, 
um ambiente 
não muito escuro,
um abajur no fundo
corpos iluminados,
espelhos, 
luzes, 
no teto, 
e paredes... 
som eletrônico,
Calma.
Motel...sim.
Hotel...não.
Nenhum grito súbito,
O sexo é bom, 
idem o clima,
estamos dentro 
um do outro,
dentro de um quarto.
espelhos refletidos,
como grandes fotos, 
de corpos nus,
iluminados...
Cada imagem mostra, 
movimentos,
corpos,
juntos juntos 
ou distantes, 
corpos de um homem, 
e de uma mulher.
Seriam, talvez, 
uma dúzia de retratos,  
nos diferentes espelhos, 
mas nem todos com 
o mesmo tipo de ângulo 
e de luz. 
Na verdade, 
detalhes de corpos..
pés, canelas,coxas, nádegas, panturrilhas,troncos, ombros, 
bem de perto 
e um pouco distorcidos.
O olhar passa como 
fosse de foto em foto, 
aos poucos a diferença, 
e a semelhança 
entre cada cena, 
em cada espelho. 
Aí acontece o clímax. 
Os olhos os ouvidos,
percebem, 
sem que o cérebro, 
se dê conta 
inteiramente, 
devagar algo muda
naquela parede.
Uma imagem,
não a que 
estávamos olhando,
Tudo, em seguida, 
imobiliza-se.
Porque um movimento 
desaparece do nada,
sem aviso..
Acontecendo, 
o possível perceber, 
que tudo no ambiente, 
a escuridão, 
o som eletrônico,
uma suspense, 
a exaustão. 
O encantamento visual 
dessas imagens ritmadas, 
não precisa de 
palavras para ser fruído.
O ponto culminante 
de uma história, 
que começou a ser 
contada bem antes...
no primeiro olhar,
o encontro dos lábios rubros.. 
Para o amor, 
dois seres especialmente se degustam, 
no olhar, 
a beleza corporal.
O homem, 
A mulher 
se juntando..
se estendendo 
se encaixando, 
uma luxuosa dança
um balé de corpos,
nús, 
em variações...
múltiplas.
A nudez  surge em cores,
o azul, 
como num quadro de El Greco. 
Outras vezes, 
dourada, 
ou um negro de Goya 
juntando-se. 
Uma parede inteira 
ocupada por corpos 
miniaturizadas, 
quase silhuetas aredondadas, 
reluzindo como 
o ouro de Rembrandt, 
camadas de púrpura 
sensações de vertigem.
Juntos ou separados, 
os corpos nunca que nunca 
se afastam muito.
Espremem-se, 
encaixam num espaço íntimo 
mínimo..
lado a lado, 
frente a frente..
costa a  costa,
se fundindo ou 
se afastando, 
olhares se cruzam.
Podem mover-se,
podem ser vistos como voos 
ou em plena dança,
com os cabelo, 
as mãos, 
os rostos  
como numa névoa; 
gestos se convergem,
se expressam 
em intenções 
e sensualidade 
e muita eroticidade...
união e separação.
Numa absoluta 
condição de fusão ou
no puro despojamento 
lado a lado...
fronte frente..
Quanto mais o tempo passa,
nus, mais capazes de se 
ver excitados.
A sequência num quase romance,
em que a vida de um casal
prossegue às cegas, 
na escuridão, 
num clima de amor 
e paixão
que não é o do conflito,
sim do entendimento,
da coexistência 
num ambiente mimetizando 
algo tão puro e íntimo,
em paredes,
Imagens
a nudez aparece
e
desaparece,
corpos,
o homem 
a mulher
se percebem.
Cobre-os um lençol 
seda branca,
uma pátina cremosa 
de tecido,
uma nuvem luz,
transparece 
em lençóis hialinos.
Adivinhamos, 
mais do que vemos,
dois rostos que se unem
cada vez se tocam, 
como fossem 
a primeira vez.. 
felizes...
encantados..
tesudos...
"os corpos se entendem",
mas se "as almas, não".
Há o prazer mútuo.
Um excesso de energias 
e há o amor carnal
dissipam energias 
nos prazeres,
nos corpos.
A valorização da nudez..
na excitação..
A aposta correta, 
o prazer 
uma coisa tanto necessária 
como vida,
mais natural,
outras vezes transgressora,
menos reprimida,
mais exposta.
A nudez acima de 
tudo é excitação..
prevalece 
a comunicação,
a interação, 
a simbiose 
dos corpos.. 
o prazer..
liberados de cada um.
A intimidade,
um espaço corpóreo 
único
na escuridão, 
tudo cessa,
no recolhimento 
do prazer 
e no silêncio.