Rebel: Imagens, palavras..minha essência... um amigo da natureza

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sábado, 15 de julho de 2017

O Amor

...
O amor 
como
o antídoto 
da
solidão
é 
perfeito
A solidão
nossa mais profunda 
condição.
O ser 

humano 
é 

único 
ser 
quese sente 
e assim
busca 
outro 
ser 
para amar.
O amor 
já foi 
cantado, 
estudado, 
desprezado, 
endeusado 
por tantos,
ao longo dos 
verões,
das 
primaveras,
dos invernos
dos outonos,
dos tempos. 
Tentou-se até ensinar 
o amor em manuais. 
No entanto, nem o 
Kama Sutra 
e muito menos Ovídio, 
conseguiram dar conta 
da sua essência. 
Há os que amaram verdadeiramente,
aqueles que chegaram 
perto, 
há os foram  mas 
optaram pela dúvida ou a 
interrogação.
Vou escrever 
na 
penumbra 
de 
um quarto, 
balançando-me
no
contato 
com meu 
smartfone
e não com
alguém,
mas 
em 
uma 
cama, 
ao 
som de 
pretty woman 
de 
Roy Orbison.
O amor é antes de tudo 
uma aprendizagem.
Para alguns, amar não 
é simplesmente 
entregar-se, confundir-se, 
unir-se a outra pessoa”, 
mas sim “uma ocasião sublime 
para o indivíduo amadurecer, 
tornar-se algo em si mesmo, 
tornar-se um mundo para si, 
por causa de um outro ser”.
Em outras palavras, o amor faz 
com que nós nos 
conheçamos melhor 
e aprendamos a conhecer o outro, 
porque cada um de nós somos 
um todo, não uma metade 
a ser completada.
Talvez o escritor francês 
Michel Houellebecq 
tenha razão 
ao dizer que
o amor é um 
fenômeno raro, 
artificial e tardio, 
e que 
“só pode 
desabrochar 
em condições 
espirituais especiais, 
raramente reunidas, 
em todos os pontos 
opostas 
à liberdade 
de costumes 
característica 
da época moderna.”
Quem sabe amor 
rime mesmo 
com dor, 
cantor Zé Ramalho
explica
o sinônimo de
amar,
talvez 
é sofrer,
ou
nas afirmações de 
Philip K. Dick, 
escritor norte-americano: 
que não se pode sentir 
o sofrimento a 
menos que já 
se tenha amado antes. 
O sofrimento é 
o resultado final 
do amor, 
porque é 
o amor perdido.
Mas o que sei é 
que a pressa mata 
o amor. 
A pressa é para 
os apaixonados. 
O amor é espera, 
em todos os sentidos. 
A ânsia pelo gozo 
imediato priva 
o gozo completo de 
uma vida. 
Contudo, não estou afirmando 
que o amor é calmo, 
parado, 
inerte; justamente porque 
é o amor 
quem nos tira da nossa ignóbil 
inércia.
Há diversas outras forma de matar 
o amor, mas não quero escrever 
sobre sua morte, e sim sobre 
a centelha que o traz à existência.
O amor pode estar em uma 
lágrima, em um gemido, em um 
sorriso ou em um beijo na testa. 
Quando há cumplicidade, 
o amor pode tudo. 
Se o diálogo falta, o amor 
enfraquece.
São várias as gradações do amor, 
como vários são os tipos e 
os sentidos do amor. 
É necessário respeitar cada um deles, 
afinal amor é transcendência.
Saramago, velho escritor 
portugués, já deixou escapar essa 
máxima na fala de um de seus tantos 
personagens: “...mais nos pertence 
o que veio oferecer-se a nós do 
que aquilo que tivemos de conquistar...”.
Só se ensina o que é o amor a quem a gente aprendeu o que é amar. 
E amar nada mais 
é do que aprender 
a ver o céu, 
é
enxergar fundo 
dentro dos olhos 
é conhecer a alma de outrem. 
Amar 
é especial, mágico, quase divino, mas deveras simples. 
Somos nós quem teimamos 
em complicar.
Há quem diga que o amor não passa 
de uma reação química, de uma troca 
de energia, de uma mistura de fluidos. 
Há até matemáticos com fórmulas 
para calcular a precisão do amor. 
Há os que fazem distinção entre amor e sexo. 
Há os que não fazem. 
Há quem ame muito e muitos. 
Há quem ame a um só. 
Há os quem têm medo de amar. 
Mas não há nada mais verdadeiro 
do que o título de 
um dos livros de Drummond: 
“amar se aprende amando”.
E para encerrar esse texto, 
só mesmo a estrofe última 
do poema “Ouvir Estrelas”, 
de Olavo Bilac, na qual 
ele responde ao imaginário 
duvidando 
da sua lucidez, 
“amai para 
entendê-las 
pois só 
quem ama 
pode ter ouvido
capaz de ouvir 
e de entender 
estrelas...
Diria
que amar
é
caminhar 
e ter
o céu logo ai...
onde a felicidade está.