Rebel: Imagens, palavras..minha essência... um amigo da natureza

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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

The Last Image.

Talvez tudo neste post,
exista 
em função 
da última imagem,
da tarde, 
em que 
aquilo que 
vemos..
e ai,
se pode contar aqui 
por motivos óbvios..
ressurge e recupera 
a intensidade que 
o dia até 
então nos sonega...
Ainda 
assim é,
o belo entardecer...
Seria bom sempre 
tentar 
olhar...
Olhar.....
para 
o fim 
da tarde..
e descobrir 
mais tarde
que a vida
não termina 
em um pôr de sol..
Algo, no entanto, 
me parece 
deixar 
Inquieto..
é a estranha 
aproximação 
da noite...
o crepúsculo..
este hiato.. 
entre dia 
e  a noite..
e o que este 
momento promove.
Distanciamos do 
dia para 
enveredar na noite..
O que fascina 
fortemente...
ali diante dos olhos...
é o mistério do crepúsculo...
Como que a mente vagueia..
por um mundo que a de vir,
cujo sentido parece 
fechar-se 
ao entardecer..
Se insinua na imagem 
este conteúdo mesmo.
E isso...
acontece todos os dias.
O que nos 
leva 
a pensar 
com 
tal ímpeto,
e quase 
em tempo integral, 
na vida 
e no que 
a de vir com a escuridão...
no longo do tempo...
da noite.
Ontem eu observava 
o crepúsculo, 
estava lá no alto.. 
por este motivo..
tão diferente...
de outros seres..
No entanto, 
há um inquietude..
um quê.. de ver nisso..
sentir isso..
Algo mais me 
remete a essa 
época..
uma certa época de menino...
Pouco tempo...
depois eu descobri que 
a ligação da  noite...
era que não havia luz elétrica 
na minha infância..
era só um lampião..
A escuridão era algo 
que me atordoava..
A escuridão 
é uma sensação 
mais imediata..
de quem vive no interior...
esta transição dia... noite..
é mais intensa 
num lugar sem luz...
artificial.
Desde aí, uma estranha 
sensação..
alguma 
semelhança com 
o pôr de sol de ontem..
Mas, acima de tudo, 
nada priva-nos 
do ver o belo  fim de tarde..
Mas também..vem a mente 
o sentido da inquietação...
Temos diante dos olhos...
como algo que desfila por 
quase minutos...
é a hora, que nada 
há de indiferença..
A nuvens passeando..
invadindo..
o distante olhar do crepúsculo..
tem mesmo 
este um peso dramático...
Por isso..talvez..
Talvez tudo exista 
em função da 
última cena do dia..
em que aquilo 
que vemos..
faz ressurgir 
e recuperar 
a intensidade..
de até então, 
que o tempo 
não nos sonegara.
Práticas poéticas e  
de psicanálise, 
enfim.
A arte fotográfica 
no seu papel.. 
a ver 
com inquietações..
de um ser...
assim,
muitas vezes...
tem algo que
ressurge,
se recupera,
depois da 
última imagem
do sol.