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segunda-feira, 13 de maio de 2024

Tropeando o gado II


Os tempos mudam
e nós mudamos...
Se o tempo
apaga lembranças
de um corpo, ou
de um rosto,
sei que tempo não apaga todas lembranças da memória.
Há pessoas que fizeram um
pequeno instante,
e tão outros
serem,
grandes momentos.
Disse isso...
Lembrava,
meus 12 anos,
já tropeiro,.a viagem
num cavalo tordilho...
nos campos de Água Doce e Palmas...
bebia água do Rio Rozeira...
Ali cheguei uma noite...
no cavalo...
retirei a primeira parte da encilha...
o buçal e freio,
pelegos a barrigueira,
baixeiro, laço,
peiteira enfim todos os arreios, restava o cabresto.
De bota com espora e chapéu...puxei o cavalo pra dar uns passos na cabanha... Era a fazenda Rozeira
Olhava o horizonte..
O Sol, de presença suave...
como que tateando as colinas...
no fim da tarde,
acima de um capão,
no agrupamento de mato
do campo,
apenas um ser avermelhado,
se anunciava e via partir,
lentamente,
num céu rubro.
A claridade é pouca...
Olho o horizonte..
O Sol,
Hoje..
Sempre há algo
que se traduz em cor..
Enquanto a luz
orienta os homens
para mudança,
a escuridão da noite,
chama a reflexão.
Aqui pequenos fragmentos
do que passava ali no galpão.
A intimidade da vida de tropeiro,.despojado,
Ao reaparecer,
a noite na casa de paredes quase nuas
na estreita varanda
de chão de madeira,
Os dias agora não são os mesmos
e mesmo é hoje,
só o gosto amargo
do chimarrão,
o mesmo chimarrão
que mateava pensando
que faria quando
o dia começar...
Muita coisa acontece na vida ao homem solitário do campo, ele, o cão e o gado.
A largura dos horizontes
em que nasci e me criei,
muito bela, como aqui,
que me
habituei a olhar para longe,
e olhava sempre para longe...tão cedo na vida.
Tenho de mim mesmo,
sempre está uma perspectiva bela,
no fim do dia ao olhar o horizonte.
quase de sonho.
A visão da fazenda,
o verde já a um tempo,
me ensinara,.que a realidade da fazenda,
o campo de pastagens,
o capão, o rio,
os bois no pasto,
as aves no céu,
o vento forte e o frio...
Olho o horizonte...
tomando hoje um chimarrão...a erva amarga no Sol, de presença ainda suave.
Hoje..com o passado,
acomodado vendo o tempo...
na tarde,
que se traduz em..
uma lembrança feliz..
como que ouvia o berro do bois...
o som do rio.
Hoje, tudo começa como
um dia qualquer
na vida, um dia incomum.
De excepcional, esse dia
só tem o sol, o fogo de chão...
o palheiro do peão,
além do gado que sai no alto do capinzal,
da fazenda.
Já cedo partia a boiada,
rumando a balança, de pesar o gado,
Enquanto a vida orienta
os homens
para mudança,
nos orientamos
gado me direção do portão..
e do mata burro.
Aqui pequenos fragmentos
do que passa na minha mente...
Um olhar de desejo..
ao sair na estrada...
depois de ver uma vaca correndo,
como que se transformasse em
inoportuna a retirada da fazenda.
Voltar a intimidade
do casa do capataz,
o próprio,
na casa grande
e porém simples,
móveis
ou decoração de madeira.
Ao reaparecer, aqui, mistura de tudo,
trago consigo o passado,
na forma de vivências afetivas
e de experiências de um viajante...
Contando os causos..
do tempo
e do gado na estrada..
Ele riu.
Eu também.
Mas posso defender a minha ideia,
que aquilo foi e sempre será.. um lugar que... confesso que vivi...com emoção.
Tropeando o gado era aqui assim...
onde começava a vida fora da fazenda.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

A Story.

Uma história 
minha 
uma
versão 
dos fatos
Não há homem 
que não
sente 
saudade...
Cada planta,
de cada luz,
de cada fim  de tarde.
Muita coisa acontece 
na vida solitária 
no campo, 
ao homem. 
no silêncio vagueava, 
no campo,
o cão,
o gado,
os cavalos.
Tudo se apruma, 
na conversa 
na roda do chimarrão.
A largura dos horizontes 
gosto
de mirar,
desde,
menino,
onde 
me criei,
é muito belo 
deixar 
meu olhar pousar
longe, 
como aqui,
que habituei 
olhar para longe,   
olhava sempre para longe...
já tão cedo na   vida.
Tenho sim ainda,
o mesmo sentimento,
sempre está 
nesta perspectiva bela,
do fim do dia,
ao olhar o horizonte. 
o quase sonho.,,
A visão da fazenda, 
o campo verde, 
já há um tempo,
me ensinara, 
que a realidade 
da fazenda,
o campo 
de pastagens,
o capão, 
o rio, 
os bois 
o pasto,
aves no céu, 
o vento forte  
e  
o frio...
Olho o horizonte...
tomando hoje 
o velho chimarrão...
da erva amarga , 
no Sol, 
de fim de tarde,
de presença ainda suave.
Hoje
aqui...
miro no passado,
acomodado,
no gole de chimarrão 
da boca arredia,
no bico 
da bomba 
na cuia,
vendo o tempo...
na tarde,
que se traduz assim
em me entorno..

Uma lembrança feliz..
Muitos vezes,
vejo tantas,
pessoas não compreendem...
que é só bem diferente que 
é hoje.
Mas é o que sinto, 
consigo expressar 
em palavras,
revelo, 
por trás das nossas 
aparências comuns, 
há emoções 
que existem,
e dizer que ainda somos...
humanos,
da vida inteira, 
da  vida que passamos
que atravessamos 
esta experiência..
Tá bem muitos 
nem o fazem 
TARDIAMENTE..
Não eh o caso...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

PEÃO

 
Ele brincou de pipas no Iomerê, em fantasia enfrentou o mal na forma de bruxos e fantasmas.... mas desde cedo foi um cavaleiro e agora um cavalheiro.... Estamos habituados a ver a criança em atividades bem diferentes da minha época dos anos 60 e começo de 70, nesta fase se trabalhava com essa "natureza de trabalho" - tropear gado...vacas e bois em geral.. Atividade cuja lógica muitas vezes só compreendemos após os "anos". Até seus conceitos do ser na época podem ser perseguidos como personagens de uma trama incansavelmente reescrita.: "Não me considerava um tropeiro ou um vaqueiro, mas sim um menino que brincava sobre um cavalo, "cavaleiro", não, é verdade, mas do "menino cavaleiro": longe de "Mitologias de cavalos", há muitos..que já li, são romances "com" histórias, "épocas dos impérios" "sobre" isto havia "histórias". É esse os "sentidos" da mitologia do cavalo....até Zorro fez história sobre um cavalo. A foto explica a relação da vida, de um menino cheia de aventuras- estar no lombo de um cavalo são gestos de um cara que desde cedo que tinha horror à trivialidade, que levou a varias experiências, desde tropear gado como peão lá nos campos de Herciliópolis e Horizonte, para outras coisas interessantes na sua própria vida, fazendo de cada vivência uma ocasião bem vivida e que por certo merece ser escrita...ou vai ser escrita. aqui