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domingo, 22 de setembro de 2024

Livre, Leve e Solto

Hoje a
felicidade
está aqui,
no Morro Agudo em Tangará.
Sentindo
poeticamente
a montanha.
Escreverei
o
que passou,
que passa
e o que é apenas
desejo,
mas sei
que
virá.

..
Retornando
à minha
forma,
por
lugares
inspiradores,
no clima fresco,
no vento suave,
no perigo real,
do precipício da borda da montanha..

...
Sozinho,
sem amarras,
livre,
ouvindo
o som
do vento
que
me
faz
sentir
como é viver
poeticamente
e
ficar
horas a fio
no
ponto
mais alto acima de mil metros.

...
Sou
apenas
isso.
um cara
não tão
velho,
e
isso é tudo.
Velho,
não quero
dizer ultrapassado,
Antes passei na gruta
em São Marcos,
agradeci,
como já agradeço
desde os anos 60.
A gruta de 1947,
minha mãe,
nasceu ali
no entorno,
no alto
bem
próximo,
já devota de
Nossa Senhora.

...
Ser velho,
a gente
leva
um tempo,
para
saber reconhecer,,
que é bom
mas que às
vezes não é.
Tudo
funciona não
da mesma
forma.
por isso,
o desejo
de voltar
a antiga
forma
física
é algo
imperioso.
Estar
num
corpo
desenvolto
responsivo
a todos estímulos
é outra coisa.
Então,..
tá ai meu foco
é nas coisas,
daqui,
no alto,
deixo lá
embaixo,
preocupações,
a grana curta,
num clima,
de
céu azul lindo.
Uma tarde,
dedicada
aos
insights,
fotografia.
O alto deixa
a opção de
captar
infinitas,
possibilidades,
num
lugar onde posso
me dedicar
a sentar-me
até
alugar o banco por horas,
tem até 2
bancos,
então,
não é um
lugar qualquer,
mas um lugar,
assim
nunca
será qualquer
outra...
aqui sou
outro ser,
empolgado
e inspirado,
nas
coisas da terra,
do céu,
da montanha,
o mirar longe,
deslumbrante,
num lugar admirado
desde que
mirava o alto
na
minha infância anos 60.
Este é
o morro agudo
que habita
meu inconsciente,
e meus sonhos.


...
Feliz de
estar
vivo
e
ver
do alto
ver
longe
o lugar
que passei,
que
nasci,
que cresci
onde tive
os meus primeiros passos,
os primeiros
7 anos,
Aqui
dei os
primeiros
passos,
conheci
o primeiro médico,
levei
a primeira vacina
e a primeira injeção,
a primeira internação
o primeiro hospital,
lembranças do
Dr. Antonio Teixeira,
exemplo de médico
mas que
depois também
me tornei.
Porque isso
gosto de
lugares altos,
a brisa,
a liberdade.
o pricipício,
há um
êxtase
na mente.

...
Aqui...
Ando
sempre.
pensando,
algo
bom
sempre
virá
em
todas
as
coisas
em todos os caminhos,
ainda que
reconhecemos
que
o mundo,
nos decepciona,
criamos
expectativas
na humanidade...
não suportamos
o narcisismo
alheio...
nem o nosso...
não....
Existo aqui
mas
sem aparecer.
Conflitos românticos,

há,
não tenho
o menor problema
de estar
na
montanha
e
ter o HiFi desligado.
Alguém que ama,
longe
sem
estar conectado no
meu
smartfone.
O
ser humano
sabe
que existiu até aqui,
sempre,
sem a necessidade
de bobagens que
há por ai,
esta conexão ininterrupta
e muitos buscam e abusam
perdem precisos
momentos de refeçxão e
introspeção,
um
bem estar.
Talvez a maioria
não se dá conta,
que viver seja isso,
que a vida é sentida
com a consciência
bem acesa,
e profunda,
num
mundo
que está
sempre
te distraindo..
te tirando
do foco.
Que a vida
tudo passa
pela
contemplação,
reflexão
e meditação.
senão
numa piscada de olho,
toda sensação
boa vai embora,
Observando
pessoas
no maior,
sentido
ou vivendo
no ápice
da
modernidade
digitando
sem pausas
cada segundo
na montanha,
via HiFi.
é isso que senti.
Sentar-se
no concreto,
junto aos cabos
onde
as
antenas estão fixadas.
ficar ali
e ver o sol se pôr,
observando
céus cintilantes
céus distantes,
nas muitas longas
cadeias de montanhas
do oeste
da minha terra
é sentir
que toda aquela terra
está bem verde..
bem viva,
é
inacreditável,
só escrever,
melhor
é o que
as pessoas
sentem,
vendo as fotos
desta imensidão
do horizonte à vista
em Tangará
onde ainda
criança,
as vezes chorava
ao ver que
escurecer a montanha
na chegada da noite...
mas no tempo percebi,
o sol se vai e
escurece não só a mim
mas
na vida de todos
em todos os cantos,
os rios,
os
picos
as beiradas
as dobras,
Criança é assim
preocupa,
um medo,
que vem e
vai
no
anoitecer
que
vai acontecer
no fim de tarde
percebe maravilhado
e nada vai contecer
que
tudo não acaba
num pôr de sol
não somos
abandonados..
na escuridão...
acho
que
o pai nunca
nos abandona,
encontramos,
Deus
nessa hora...
então
me permito
contemplar,
livre
leve
e solto,
o maravilhoso
pôr do sol.



...
Logo
anoitecendo,
quase
crepúsculo,
as montanhas,
e plantações,
os campos
dourados
me fez pensar
na cor do amor
na cor dos mistérios
na cor da esperança...
na única cor
que me estimula
a fazer isso
continuar
sentado
tanta beleza
prendem no olhar
até ficar bêbado
e no libertam
é tudo
cheio de verdades..
completamente
cheio,
de fotos,
e de palavras
em mente...
enfim fazer assim
esta postagem.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

1929

...
Tangará 
cidade 
que 
nasci.
Esta 
foto 
é 
anterior
a
1929,
...
Iomerê 
cidade 
que 
cresci.
Foto 
é 
anterior
a
1929.
Videira,
cidade 
que 
moro 
atualmente.
Foto 
é 
anterior
a
1929,
Esta fotos 
são 
anteriores
a
1929,
período que
as pessoas 
aqui
e por aqui,
viviam
em lugares
modestos,
muitos riscos,
doenças,
animais,
ladrões 
e índios
mas viviam 
em
comunidades
irmanadas,
cada um
ajudava 
o outro,
o próximo 
ou semelhante,
a união era sua força.
Já podiam ir e vir
a
outros lugares, 
o trem era seguro 
uma realidade
inexistente hoje,
por aqui.
...
Não 
éramos 
tão 
atrasados,
em 1929,
apesar das humildes 
construções 
de madeira,
e
nem
tão incultos,
como 
imaginamos, 
e mais
sob o ponto de 
vista Freudiano
as pessoas da época
viviam
voltados
para 
o bem-estar comum
mais que hoje.
Como 
seria 
perversa 
a história,
se olharmos 
sob angulo 
do atraso,
mas 
a história
dos antepassados 
é generosa 
vista
sob angulo do progresso,
do bem-estar humano
da evolução 
e
muita coisa mudou,
para melhor.
....1918 foi o fim 
a primeira guerra,
e nós aqui
sem guerras
os antepassados
vivendo 
assim,
em casas 
de madeira
felizmente
por aqui,
evoluímos.
1929 foi
o ano que
Sigmund Freud. 
escreveu
um do livros 
marcantes, 
do século XX,
com a  ressaca
da primeira guerra.
O mal-estar 
da Civilização 
um livro
que
aborda 
a dualidade 
humana,
o
sofrimento, 
e a
felicidade
e ainda 
a
liberdade,.
Alguns trechos...
Tudo no mundo 
pode perdurar, 
exceto a sucessão 
de dias prósperos.
Sofremos mais..
do que 
temos felicidade.
O sofrimento que 
nos importuna 
é causado por causas
ou ameças sobre 
nosso bem-estar..
entenda bem-estar 
sob a ótica 
freudiana se 
o mundo
fosse
uma grande 
comunidade humana,
irmanados,
seria
exitosa e melhor 
se não fosse 
preciso cada 
um 
preocupar-se 
com sua felicidade 
como indivíduo.
Como não vivemos de 
olho no próximo 
ou semelhante,
mas de olho em nós,
assim 
focados no 
individual 
somos infelizes.
Vivemos entre 
a
Repressão
e a 
Liberação dos instintos.
ai que onde se dá e
acontece tudo com nós, 
em seus limites, 
a civilização.
O sofrimento hoje 
e desde outrora, 
foi ou é sempre e
será, 
quando existe 
uma condição 
duradoura 
e contínua, 
Enquanto 
a felicidade, 
é esta êxtase 
este
gozo intenso, 
sempre percebida 
num
experiência fugidia
fugaz e momentânea 
experimentada, 
do início ao fim 
em um instante quando 
o sofrimento se detém.
...
A vida 
é mais sofrimento 
que 
felicidade.. 
A vida 
é mais 
mal-estar 
que 
bem-estar,
onde 
na maioria 
do tempo, 
sofremos, 
e o tempo inteiro 
há algo
que
nos importuna 
então
há sempre 
a possibilidade 
do 
sofrimento,
vindo 
de ameaças 
permanentes 
presentes 
em nosso 
bem-estar 
tal
como a 
violência
e a pobreza.