Eu
não tenho..
eu não tenho obstinação
e tenho até "Indignação"
por morte e desgraça.
E
sou bom filho não pq meu pai, foi um açougueiro..
agora está "enlouquecido" pela idade tb ou de remorso, ou ressentimentos, de preocupação..sei lá do que....
Mas
eu tô preocupado pelo filho único*homem e querido não parecer tão
despreparado para os perigos da vida, quanto qualquer pessoa ao chegar à idade
adulta, e cada dia pela descoberta de que o meu menininho está crescendo".
Não
sou levado à loucura pela loucura do meu pai, que considero
algo "indigno" que é uma das mais bela palavra da
língua, não se encontra outra saída a usá-la,
a não ser escapar rumo ao indiferente.
Pode-se
me ver..
em meu traje de branco esporte
e sapatos brancos de camurça,
que ando como médico,
não
pode-se sentir o cheiro do sangue,
pois não trabalho em hospital,
nem menos em
cirurgias, como antigamente era comum,
mas quem me vê pode sentir
o asseio e o anseio do homem jovem
pelas boas
coisas da vida
com as quais o futuro lhe acena.
Maravilhosamente
evocativas,
gosto e falar disso
e igualmente escrevo
e são as passagens
que descrevem,
os esforços de um ser que sempre foi protagonista,
nunca
cedeu ao conformismo
ou se enquadrou às limitações desde a faculdade
de medicina no Leste-sul do rio Grande so Sul precismente em Pelotas, sempre
preservei a independência e a integridade pessoal.
Agora
na politica quero continuar assim sem enlouquecer como meu pai....ou alguns que
o desejam..
Obsessão
Uma
das sutilezas de minha "Indignação" com o que me cerca é que
jamais nos é permitido perceber o que exatamente impulsiona a maldade alheia,
nos níveis mais profundos.
Ainda que eu seja reconhecido
como excepcionalmente
inteligente e trabalhador,
prefiro me manter rigidamente
distante de todas as
seduções...
do capitalismo e ser assim independente
Dedicar
me aos estudos com uma obsessão comparável à de meu amigo Marcolino..
o padre no
seminário era como um pai.
Mesmo quando sua aparente inteligência no
Xadrez foi contestada pelo "seminarista", recém chegado, a instituição dos
CAMILIANOS,
ELE recusou-se a ceder...
e sempre queria um desafio,
mesmo perdida
e levando o cheque mate de mim
Nosso
jogo era confronto esplêndido,
sempre, depois da primeira vitória
e não se pode acusar
ele de excesso de delicadeza...comigo...
E,
porque Xadrez é Xadrez,
não demora muito para que surja uma boa jogada.
O jogo
é o propulsor incansável desafios
que no seu final é xeque mate
e comparável a morte.
Fui
um jogador com com imensa competência.
Voltando
a Medicina era eu um estudante completamente normal, "pálido e
esguio", com um cabelo castanho claro", ainda que possuía um bigode e muito
autoconfiante.
No
entanto na anatomia mal conseguia acreditar na sorte do cadáveres de quem desfrutava
meu aprendizado e quando, em meu primeiro encontro, imaginava
como teria sido sua vida,
diante da prodigamente generosa atitude
de alguém, de colocar ali alguém, com
ou sem sua vontade em vida,
para ao aprendizado em Anatomia.
Como
é comum na aula de anatomia,
porém, não há bons momentos..
o cheiro de
formol trás sérios problemas...
alérgico e tosse.
Mas,
ao final do primeiro ANO
DE MEDICINA TUDO PASSA,
ou quando estamos
NÃO nos
acomodando
DIANTE DA MORTE..
acaba a fase...o estudo de anatomia.
HÁ
ENTÃO ESTA história de esforço de alguém tão jovem e e
rebelde, que sofreu muito de algum modo, a desconfiança, de muitos
numa fase precoce da vida
mas que isso abriu
imensas perspectivas: levo muito a sério..o que nos nos mata nos deixa mais forte.
Decisão tomada..e não dar ouvidos aos melhores contra-argumentos...sempre tive como sinal de caráter forte.
"Contando
minha história para mim é tudo assim, busco na memória, sinto que venho
fazendo
a mesma coisa há algum anos"...
mais de trinta.
Eu amei, aquel tempo
ai de mim, resmugar..
muito mais que trabalhar,
havia os amigos, os empregados
De que
devia amar..é certo
E eu chorei
Ao
sentir que sofria
Era comum,
me
desesperar..
com destemperos de meu pai..
Foi
então
Que da
minha infinita tristeza
Aconteceu..fui me ir embora,
Encontrei
em Curitiba a razão de viver
E de
amar os estudos em paz
E não
sofrer mais
Nunca
mais