Rebel: Imagens, palavras...a essência... a natureza

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quarta-feira, 10 de julho de 2024

In High Places II

Lugares 
altos,
por onde andei.
...
Faça 
tudo
aquilo
que
faz um
ser
sentir-se
vivo
e
feliz...
Misteriosos lugares,
por tudo que sentimos...
Belos lugares...
para
Desfrutar
e
Meditar..
....
Águas
passam,
entre 
as 
pedras
seguem
caminho,
no meio 
da mata..
....
Não 
tão 
longe 
de casa
posso ver
a cidade
no meio
do 
caminho,
num
começo 
do outono.
..
Contemplei
lugares
que 
vivo
e me 
fazem
bem
em 
Iomerê.

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Quantas vezes você irá ainda ver

...
"Quantas vezes você irá ainda ver um pôr de sol no horizonte ?
Muitas vezes, talvez 500.
Quem sabe "menos.”
Eu também me pergunto silenciosamente às vezes .:
Quantas vezes eu vou me lembrar de uma certa tarde o entardecer na minha infância, uma tarde bem comum, mas que se tornou uma parte tão íntima de mim, mesmo que não poderia imaginar minha vida sem ela..
São feitas assim minhas tardes..com a vista das montanhas, as montanhas de Iomerê... é 
assim poéticas..
O meu olhar concentra-se 

em minhas lembranças de minha infância, alguém a quem eu lembro,  lugares e amigos na maioria das 
vezes, só como um “menino” sapeca, até tímido.
Assim, é a minha história.. 

"fico lembrando e todos sabendo agora, que “o menino num tempo 
nos anos 60, estava sempre na rua no  fim de tarde, cheio de alegria vendo o sol se ir...uma imagem marcante até hoje"
Era verão, e a gurizada comigo na rua:
“Íamos a praça... as ruas, voltávamos a praça de novo... toda noite”. ..o dia era tão longo no verão.
Em tempos assim tínhamos toda a expectativa do brincar a noite até entrar em casa novamente...depois das 10 horas.
“Eu olhava para o horizonte e flutuava no silêncio, de tão feliz, de ver pôr do sol, mais tarde a lua.. o luar.
Na chegada em casa demorava para dormir de emoção: “Não podia perder aqueles pensamentos do futuro.. imaginava que chegava, de mansinho, sentia dor nos meus pés”.
Até que adormecia no chão simples, e o meu pai ou meu irmão mais velho, levava-me para a cama..
A vida era cheia de emoções mas com admirável simplicidade, todas aquelas sensações do menino num âmbito de imagens que sobrevivem até hoje.
A vida tem tantas ambiguidades, que certamente sentimos coisas paradoxais ao lembrar...de tudo.. da vida que ao mesmo tempo em que nos acolhe, o horizonte.. o tão perto mas o mesmo tempo tão longe e desconhecido também.
Também a infância se compõe de familiaridade e descobertas.
Tudo é novo, mas não há nada mais forte do que a rotina, a sensação de que nada, nunca, irá mudar.
Lembrava de estar nos braços, das minhas professoras.. Dona Herna..depois Dona Orelina, Dona Ida, Irmã Otalia, era um abraço maternal, suave, leve, contornava o meu cabelo loiro, o meu corpo e brincavam comigo.. era suave como todo abraço de uma mãe...de uma professora nos primeiros anos. Como a suavidade do abraço, contudo, haveria de desaparecer rapidamente...com o tempo.. que dividíamos a atenção com outros colegas.. digo tudo isso de fatos belos que estão tão longe, a me trazer uma visão adocicada da infância. Tem-se frequentemente a sensação de que algo muito bom acontecia a cada dia...na escola, na praça, no caminho de casa...na Igreja, nas Missas do Pe. Luis Gemelli, 

Pe. Demartini..Padre João Zago.
Por acaso, eu admirava ver 
o horizonte..com o céu sempre azul  e o dia começando.. 
as pessoas cuidam de suas casa, abrindo as a janelas, abrindo a porta, 
de modo que o mundo bom, venha 
a oferecer-se em luz...
logo pela manhã.
É a luz, entretanto, que torna mais branco ainda o papel de que escrevíamos o tema na escola que o menino que era podia ler... vendo o rosto da professora QUE se modifica...vendo erros e acertos da lição do dia.
Também o coração se apertava, e irá apertar-se várias vezes nas poucas lembranças desse tempo belíssimo.
Reencontro em Iomerê.. toda as emoções de um tempo extraordinário.
Uma vida como em família..
Toda esta evocação da noite e do calor do verão.. o poético dessa paisagem levou a lembrar uma a uma de suas mais belas passagens da minha infância, que não é difícil de lembrar.
A família inteira, mãe, pai, irmãos, vizinhos resolvia se reunir à noite na varanda..no portão de casa..
Todos, maiores ou menores do que eu a grama úmida do jardim, as estrelas estão vivas, ouve-se o rumor de menino à distância..
Estou traduzindo um belo tempo com minhas palavras.
“Depois de um tempo.. a gente corria a praça sorridente,
e lá pelas 10 horas minha mãe me acolhia e todos me acolhiam, os que cuidavam silenciosamente de mim, como alguém amado e familiar naquela casa.”
Acrescente-se que não teria recolhido, de minhas memórias junto a Vila e no quintal de casa, se não houvesse algo tão maravilhoso.. neste tempos...da infância em Iomerê.
Felizmente, tudo que me inspirou.. continua me inspirando.. as montanhas no horizonte, o céu.. o entardecer.. o luar...que é certo nos protegia... é tudo muito profundo o bastante para saciar a sede de muita gente e para alimentar as memórias de um tempo....mesmo depois de terem desaparecido,
o Hospital,
o Seminário,
o Hotel..
o bar do Barulho..
a Raia ou Hípica,
a bica de água perto da gruta e perto do Italiano,
e a praça antiga.. como personagens de tantas histórias...lugares que quantas vezes eu andei por lá e hoje você não irá mais ver por aqui.
Anthonio Carlos Rebel*lato..ou REBEL 

Photos
Texto
Rebel

segunda-feira, 5 de setembro de 2022

Mountains of Iomerê

Tudo
começa
por aqui...
Olhar para
a beleza
da
montanhas,
é
o primeiro
passo
para purificar
a mente
e o espirito,
Vale para
quem
acredita...
Vale para
quem não
acredita.


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

1929

...
Tangará 
cidade 
que 
nasci.
Esta 
foto 
é 
anterior
a
1929,
...
Iomerê 
cidade 
que 
cresci.
Foto 
é 
anterior
a
1929.
Videira,
cidade 
que 
moro 
atualmente.
Foto 
é 
anterior
a
1929,
Esta fotos 
são 
anteriores
a
1929,
período que
as pessoas 
aqui
e por aqui,
viviam
em lugares
modestos,
muitos riscos,
doenças,
animais,
ladrões 
e índios
mas viviam 
em
comunidades
irmanadas,
cada um
ajudava 
o outro,
o próximo 
ou semelhante,
a união era sua força.
Já podiam ir e vir
a
outros lugares, 
o trem era seguro 
uma realidade
inexistente hoje,
por aqui.
...
Não 
éramos 
tão 
atrasados,
em 1929,
apesar das humildes 
construções 
de madeira,
e
nem
tão incultos,
como 
imaginamos, 
e mais
sob o ponto de 
vista Freudiano
as pessoas da época
viviam
voltados
para 
o bem-estar comum
mais que hoje.
Como 
seria 
perversa 
a história,
se olharmos 
sob angulo 
do atraso,
mas 
a história
dos antepassados 
é generosa 
vista
sob angulo do progresso,
do bem-estar humano
da evolução 
e
muita coisa mudou,
para melhor.
....1918 foi o fim 
a primeira guerra,
e nós aqui
sem guerras
os antepassados
vivendo 
assim,
em casas 
de madeira
felizmente
por aqui,
evoluímos.
1929 foi
o ano que
Sigmund Freud. 
escreveu
um do livros 
marcantes, 
do século XX,
com a  ressaca
da primeira guerra.
O mal-estar 
da Civilização 
um livro
que
aborda 
a dualidade 
humana,
o
sofrimento, 
e a
felicidade
e ainda 
a
liberdade,.
Alguns trechos...
Tudo no mundo 
pode perdurar, 
exceto a sucessão 
de dias prósperos.
Sofremos mais..
do que 
temos felicidade.
O sofrimento que 
nos importuna 
é causado por causas
ou ameças sobre 
nosso bem-estar..
entenda bem-estar 
sob a ótica 
freudiana se 
o mundo
fosse
uma grande 
comunidade humana,
irmanados,
seria
exitosa e melhor 
se não fosse 
preciso cada 
um 
preocupar-se 
com sua felicidade 
como indivíduo.
Como não vivemos de 
olho no próximo 
ou semelhante,
mas de olho em nós,
assim 
focados no 
individual 
somos infelizes.
Vivemos entre 
a
Repressão
e a 
Liberação dos instintos.
ai que onde se dá e
acontece tudo com nós, 
em seus limites, 
a civilização.
O sofrimento hoje 
e desde outrora, 
foi ou é sempre e
será, 
quando existe 
uma condição 
duradoura 
e contínua, 
Enquanto 
a felicidade, 
é esta êxtase 
este
gozo intenso, 
sempre percebida 
num
experiência fugidia
fugaz e momentânea 
experimentada, 
do início ao fim 
em um instante quando 
o sofrimento se detém.
...
A vida 
é mais sofrimento 
que 
felicidade.. 
A vida 
é mais 
mal-estar 
que 
bem-estar,
onde 
na maioria 
do tempo, 
sofremos, 
e o tempo inteiro 
há algo
que
nos importuna 
então
há sempre 
a possibilidade 
do 
sofrimento,
vindo 
de ameaças 
permanentes 
presentes 
em nosso 
bem-estar 
tal
como a 
violência
e a pobreza.