Rebel: Imagens, palavras...a essência... a natureza

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sexta-feira, 6 de setembro de 2024

O que iria ser de mim


Eu estava sentado agora
revendo atualidades.
A sala vazia ainda,
o computador a minha frente,.e voltei ao idos de 1963 vendo um vídeo com a imagem de Kennedy.à minha frente cabeça baixa, olhos perplexos me lembrou quando nós mudamos para morar em Iomerê em 13 de agosto de 1963.
Ele marcou muito a mim até morrer em 22 de novembro de 1963,
uma sexta-feira, em Dallas
com duas balas, uma na garganta.e outra na cabeça.
"O que vai ser de nós?"....
Kennedy sempre usava estas palavras...
Eu levei um susto...
quando chegamos num caminhão
a cidade de Iomerê...meus irmãos..
minha mãe...meu pai.
Tudo estava nos eixos,
boas casas, a crise era nossa, .ameaçando nossas vidas, alguém nos olhou como que perguntasse...
O que vai ser de vocês,
nem o deles nem o meu, que diabo, logo de manhã,
uma advertência daquelas. Imaginei como que alguém poderia dizer...
"Vai ser o que de nós?",
embora não ouvi de ninguém isso...
O que vai ser de nós?".
Bem, a coisa não era tão trágica assim.
Por maior que fosse a minha decepção
inicial e depois admiração
aquela cidadezinha, a
creditava que o mundo
continuaria o mesmo,
principalmente para mim.
Pensando bem, até que melhor
para todos nós.
Teria novos motivos e que começaria
a fazer...na nova cidade
que moraria por 09 anos.
Pulando no tempo e no espaço.
Quando Kennedy morreu estava
em Iomerê, junto com meu Pai num comercio que abrimos lá, a noticia
era uma uma hecatombe...
eu não acreditava que, Kennedy tinha
sido morto, parecia que o Sol não nasceria no dia seguinte.
O que seria do menino comum que
resistira aos tempos difíceis em
Pinheiro Preto,.mas que suportaria viver sem
as penúrias que tínhamos lá todos...
por algo novo em Iomerê.
O mais sábio era esperar pelo dias
seguinte, ver se o Sol nascer mesmo...
contemplar as pessoas novas...
coisas da cidade...o padre,
o seminário..
o grupo Escolar
Frei Evaristo.
Eu ia lembrando isso me
consolando na época,
a gente tinha uma cidade..
uma casa, era a boa noticia,
mas não ficaria mais pobre
sem a pobreza de Pinheiro Preto.e da Vila Bressan...
Mas o Sol já havia nascido
lá para as bandas de Iomerê,.no dias seguintes prosaicamente,
como fazia todos os dias.
Não havia motivo para alarme.
É bem verdade que certas coisas.que acontecem no mundo.volta e meia me inquietam.
Bem ou mal,.íamos levando a vida, até
que um dia achei que
Iomerê era pequena
demais e fui morar em Curitiba.
e descobri de cara, de novo,
como a vida é dura.
Antes, quando não sabíamos
disso, tínhamos alguns problemas,
mas dávamos a volta por cima.
Agora, o que vai ser de mim...
Me perguntava de novo diante
de novo desafio.
Eu sempre acendia uma vela
e rezava nestas situações...
A hora certa de consertar
o telhado é quando faz sol
e a vida continua....
foi um longo caminho até aqui...
E QUE....
Não vamos tentar consertar
o passado
vamos aceitar o presente...
pelo futuro..
e o futuro
é cada dia..

sábado, 19 de julho de 2014

Fim de tarde

As imagens em silêncio,
e que transmitem uma espécie
de liturgia pura,
sem pompa,
santificada, da
nossa igreja de Videira,
"Sentia como se estivesse ouvindo
uma linda música durante minutos".
 "a perfeição de uma photo
no fim de tarde"...dá isso... 
 e carrega objetivamente
os traços de
uma procura..
algo como uma obsessão
de sempre achar algo "melhor".
 "Eu sei que dentro da procura,
dentro da curiosidade,
de cada um 
existe um lugar que  a gente 
rega diariamente com
emoções e que anda  
por dentro..de cada um...
em ebulição... 
Um lugar que podemos chamar de Mente.