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sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Photografia in Iomerê

A vida às vezes
não basta..por isso a fotografia mostra, a vida vista por nós...dentro
da vida mas além
das possibilidades
reais..
Nessa invenção.
chamada fotografia,
se descobre resultados, bons ou nem tão bons,
até uma fotografia poética.
Outras vezes o que 

imaginamos criar,
é mera probabilidade

ou expectativa.
Cada dia descubro
na fotografia 

feita ao ar livre,
algo que me fascina 

e fascina a todos.
Descubro ou já 

descobri coisas
que nem eu sabia 

da natureza.

É que,
montanhas,
árvores,
roseiras,
pinheiros,
o céu,

o fim de tarde,
nem
sempre
são o que conhecemos,
há
uma outra 

realidade
feitas 

na pouca luz
ou 

na penumbra
com cores
inesperadas,
que transformam
a paisagem,
que só existem ali

momento da foto,
ou na nossa mente,
não é bem
na paisagem real...
comum ou
ordinária de 

todo dia.
Se o que está
na
natureza é belo,
a beleza pode
ser
vista
por um olhar atento,
o resultado
é outro,
é pura criatividade
humana,
Falo de fotografia
não de arte digital,
que é outra coisa, 

mas
mas é o que mais
tem por ai e gente
chamando
isso de fotografia.

Photo contagiante,
foto acima,
Antigo
Seminário de Iomerê

sábado, 4 de janeiro de 2025

O céu seduz

O céu seduz
até os incautos...
Os que não são.
Os que nunca serão.
Os que só desejam ser.
..
Feliz dia para quem é,
O igual do dia
a que vê e sente.
Não dou,
nunca darei
Bom Dia
apenas a quem quer
parecer
ou só
aparecer.
Simples..
Azul do céu faz
aparecer sem parecer
a pena a quem
Não pode ser,
Na alma
um azul
mas do céu sim
Ah,
e se o verde dos montes
de Iomerê,
os inspirassem,
talvez não afrontassem,
tanto.
Pudesse haver algo assim
no coração.
Sem muitos segredos...
Mas vejo
quem devia estar
Igual do dia
É só sentir
a terra e o céu
Quem quer de si
apenas quer ser,
os que
sentem que não se perderam.
A alma o tem..
Texto
Inspirado.
F. Pessoa.
Photos
A.C Reb.

domingo, 24 de novembro de 2024

Cool

Descendente de italianos🇮🇹que se dedica à fotografia como uma pintura.
Sou um Brasileiro🇧🇷
A medicina é minha profissão..e cá estou a escrever...e me negaria a falar da politica brasileira, se não estivesse em tempos de eleição...
Algo que nos afeta, e que já, fez também com que a abandonasse, nem tive mais a ideia absurda de ser candidato. Não quero mais falar sobre o que tal partido fez...ou deixou de fazer..Não quero dizer onde está, o problema...mas se alguém me perguntasse me disponho a dar dicas..
Às vezes a politica dá nojo.. só isso..
A bela Iomerê, que mora nos meus sonhos.. tem o que chamo de o pior em politica.. hoje...chore se você mora lá.. por isso... é assim a política..o povo é cúmplice de todos tipo de absurdo.
Mas Iomerê é um lugar lindo, a que eu conheço...
Vou ao lugar onde hoje se mostra acima...ou do lugar onde hoje se mostra importante em minha mente.....ou do lugar onde hoje se mostra...é meu assunto..tema..
Este sentimento só responde a parte das questões, vou ignorar os.....atores desta sujeira chamada politica.....é algo..sobre as minhas experiências como politico.
No fim, gostaria de falar de fotografia, é do que quero falar.
Nunca achei realmente que fosse fotógrafo.
A música, à qual me dedico indiretamente por décadas, já foi expulsa da minha vida por causa..
das incertezas qual é..
o mundo atual..
tinha ideia de ser letrista.
Com algum orgulho vejo o que faço hoje, como profissão e outra como hobby..e sem arrependimento de nada..
Eu não sei, nunca senti realmente que tivesse errado em relação a fotografia..belo passatempo..
mas já fiz o bastante para saber o que estava fazendo...e certo...bem... acertou é uma bela foto acima..e minha...
Não, não me arrependo de nada...na Medicina também...
Quando criança gostava de quadros e nunca parei. Quando fiquei maior concentrei-me mais nisso...e ai veio meus filhos...etc..fotos deles..em todos momentos...
As pessoas pode falar muito de tudo..
A fotografia me trouxe amizades..que é bom
Quero dizer, eu fiz algumas pinturas..digo fotos..boas.. que não eram tão boas, mas também algumas ótimas...

É estranho como as pessoas no Brasil não admirem ou falem sobre a fotografia ou sobre arte.
E eu desde garoto..tudo tenho em mente e assim me segue..No Brasil tudo nesta área é meio desagradável e confuso.
A fotografia me deixa sozinho..mas não me sinto isolado..
As pessoas pode dizer que tenho fotos mais.. "cool"..algumas sim..
Eu acho gosto da ideia de "cool" "legal"talvez "frio", demais na tradução literal...a fotografia e os personagens do filme Janela indiscreta..
Dos personagens: James Stewart.. e a Grace de Mônaco..
Janela Indiscreta é um ótimo filme de Alfred Hitchcock..
Janelas...fotografia, voyeur de um fotógrafo...vendo espionando.. uma característica de todo bom fotógrafo. A curiosidade e o prazer em ver..Mas prefiro ter na alma o "quente", o "afetuoso"...em mim,
combina bem... com ardente excitante... incitante e selvagem.. acho que gosto da mulher assim. Meus planos futuros..tenho uma ou umas..ideias...
Aquele tipo de rapaz que toda mãe gostaria de ter por genro...
ou que alguém disse ser
um maravilhoso genro...ficou no passado.
O que vemos em cena hoje é um sonho, pode-se alegar...mil motivos...
Mas, por outro lado,
talvez o meu desejo não saiba distinguir
sonhos e realidade...ou nunca soube..
Ou ainda é possível que sejam a mesma coisa.
O certo é que os desejos apareceram por lá..
em Iomerê é um território de obscuridades, emoções e decepções minhas..um dia eu as deixo as claras.. tá bem então.. mas foi quente..
O meu lado voyeur nasceu aqui..e como acontece tudo na vida..na sua vida..fui tomado por uma visão...mais que curiosa.
Espiar..
Lembrar do olhar indiscreto, na janela indiscreta,
lá atrás no tempo, era o que dava prazer... excitante prazer..
coisas que parecem procurar algo ao se recordar..e achar sempre alguém perdido na imaginação,
mas, só se encontra quem deu carinho, deu prazer
é o que me parece no mundo que ficou..
era criança demais,
para estar envolvido nas brincadeiras de verdade de adultos...como sexo..
Quando a gente sente este mundo de aventura,
é um outro lado da inocência, que vem a mente.. era pura aventura, onde, em vez de ser apenas um menino que tinha olhares, tinha e como tinha os desejos de adulto, nele, um mundo particular, um menino que encontra tantas meninas, que se defronta com seus conflitos..sem conseguir entender certo as razões de tudo aquilo é certo que a alma não se alimenta só de verdades.. mas de fantasias..tudo soa como poético.. recuperando..
frações deliciosas, pedaços perdidos em nós...
"Devolva minha liberdade!", sentia assim livre...eu ouço na minha mente de menino dizer
ao relembrar a vida deste garoto, num tempo
que se misturam lances e nuances de quem era demais inocente para ainda ver e viver muita coisa, ou criança demais para viver isso tudo,
e ai entra em ação todo poder dos sentimentos e sentimentalismos, de alguém que esta só nos 50.....que não pode ser nada delimitado previamente.
Agora...
Cada tarde, imagino... vendo o sol se ir nas montanhas de Iomerê..minha inspiração desde a infância.
 Claro tudo tem um parentesco certo com a história de alguém..
de que talvez seja o mais adequado lembrar de mim... versão anos 60,
ou como eu era em 1960...1970. por isso a fotos de Iomerê..onde vivi neste tempo...de onde sai..em 1972.
Era uma década que se gostava,
eu gostava muito de mim mesmo.. cada vez que vem a mente esta terrinha...
A liberdade não poderia
ou não queria mais ser
um fantasma,
mas, claro, tudo isso também era uma forma de sonho...
que se tornou realidade em muitas coisas.. outras nem tanto. No blog há sempre meu lado voyeur.
Words
Photo
Rebel

quarta-feira, 10 de abril de 2024

1934 em Iomerê

Iomerê,
ano 
1934,
era uma 
Aldeia patriarcal,
Produzia-se o suficiente 
para viver,
gado, trigo, uva, cereais,
frutas
e verduras.
..
Os habitantes  
de Iomerê
eram
todos 
camponeses
gente bonita 
e saudável,
muito 
religiosos 
falavam o dialeto dos pais.
Comia-se polenta 
todas os dias e  
na hora das refeições dizia-se
na Cantilhena Vêneta..
"Xe pronta la polenta"..
Eram gente boa 
e nos divertíamos 
com nossos amigos 
camponeses.
As casas eram 
todas 
de madeira 
inclusive a igreja. 
...
Relato 
dos livro de
Domingos Marchetti,
um engenheiro italiano
e sua filha
julia
na época que se fez o projeto  
que levou a
construção
do Juvenato 
das Irmãs Marcelinas,
de Iomerê.
Esse Italiano e sua esposa 
e 2 filhas, 
andou por
Iomerê 
em 1934. 
Os habitantes eram 
associados 
a uma cooperativa 
que administrava um moinho, 
o forno,
a prensa,
a serraria 
e a venda 
de poucas mercadorias 
vindas de fora...
cada família,
tinha sua própria conta 

e na aldeia 
e o dinheiro 
quase não circulava. 
Foto.... 
Cooperativa São Luis da época.

sexta-feira, 22 de março de 2024

Ciao Iomerê

...
São 
duas 
mais
imponentes
mas há outras,
montanhas 
na 
bela Iomerê.
Passado 
e 
presente...
Olhar montanhas,
atraem,
excitam,
interessam 
demais.
Morar,
Habitar aqui.
te faz mais forte.
Sonhos 
e 
Coragem
sempre foram
do tamanho 
das 
montanhas
de Iomerê. 
Minha vida 
toda,
ali
em frente.
Elevadas
e silenciosas.
olhando 
para
nós.
Elevo a cabeça
para vê-las,
repetidamente, 
desde  
minha infância.
Para 
toda cidade,
rodeadas 
por montanhas,
é como cada uma
dissessem...
Sou grande,
majestosa,
imponente,
aqui,
o grande,
sou eu,
A humildade,
e ambição 
por lugares 
altos,
aprendi 
olhando  
aqui ao alto.
Precisamos
olhar 
sempre
montanhas,
isso,
é tão real 
aqui.
...
Não,
não, 
sou 
daqui, 
mas me considero
filho 
da terra, 
moro 
aqui 
há
56 anos..
Em Tangará...
onde
nasci 
meus  
avós italianos, 
citavam
o deslumbramento
pelas
montanhas 
e penhascos, 
na
linda região de
Ênego...
terra Natal
na Itália.
Cresci
ouvindo
e 
admirando
lugares altos,
em 
São Marcos e Villa Bressan...
Na
villa de Iomerê, 
desde
menino  com
colegas
da escola,
seminário,
igreja,
com
os padres, 
as freiras,
nem sempre
se davam
conta do 
contexto 
de tudo 
e de tão 
mais
amplo era
viver aqui 
diante da
natureza verde e
suas montanhas
por todos
que
viveram
os anos
quentes,
60
e 
70.
Devagar
sinto que
foi valorizando
em torno 
de como
é lindo tudo aqui,
na montanhosa 
Iomerê..
O fato é de que já
para mim
era evidente,
esta interessante 
maneira 
de olhar, 
ao alto
os cumes,
por isso
admito
gosto daqui.
Já em 
2008...
fiz esta foto
do 
Ícone da cidade,
o antigo seminário.
..
Sim 
este 
foi
um
momento lúdico e mágico,
estimulou 
e resgatou 
meu
envolvimento 
maior,
na 
fotografia 
com
o olhar carinhoso 
da cidade, 
Repito
que tudo 
remonta e vem 
desde 
minha infância.
Como diria Belchior,
Iomerê não é uma  
peça velha 
ou uma roupa 
usada 
que não serve mais..
O valor das coisas 
não está no tempo que elas duram, 
mas na intensidade com que acontecem. 
Por isso existem 
momentos inesquecíveis aqui, 
muitos momentos e  muitas
coisas inexplicáveis, 
Em Iomerê há muitas pessoas 
guardadas nas lembranças singulares e por isso
incomparáveis. 
Essas pessoas que 
sinto falta, acho hoje 
no momento 
se existissem
seriam amadas
mais e abraçadas mais, 
pois na época éramos tão receosos com demonstração 
de sentimentos 
publicamente.
Uma pessoa me 
era muito grata a irmã 
Odila...
me abraçava 
e muito me enlaçava
na roupa preta
do seu hábito..
muito afeto que habitava 
por trás da vestimenta
escura de freira, 
uma querida pessoa, e uma
das melhores lembranças...
no ginasial.
Um ritual 
de ver e olhar 
as montanhas
acontece
cada momento aqui...
A influência 
de muitos 
anos
foi bem,..
assimilada. .
Foi além do
menino precoce,
dentro de casa..
foi no 
trabalho,
sentia isso
nos olhos de
muitas pessoas da vila 
e interior que
vinham ao comercio 
de meu pai, muitos
dos habitantes...
Padres e freiras.
Padre Gemelli e Demartini...
Pe. Albino, Pe. Viecelli. Pe João
Zago..
Irmãs Otalia, Angelina...
Habitantes ilustres..
Sr. Pedro Penso e a filha Edite
Ademar Mendes e Elma e a filha Edir.
Olice Santini e esposa Ida, os filhos Marcos e Mário
os colonos..
Pedro Faoro...Lino Mariani, 
Miguel Ferronato, 
entre outros foram ilustres 
frequentadores do açougue
que vivem
ou viveram aqui.
Durante os 
anos que 
trabalhei 
de açougueiro,
em Iomerê.. 
Eu sempre fui 
descrito 
por um colega 
como um 
"menino gentil", 
era 
muito querido,
me chamavam
de Toninho, 
era admirado 
por meu jeito 
meigo
e 
trabalhador...
juvenil demais 
até hoje.
Tinha habilidade 

para fabricar,
embutidos,
salame, copa
e torresmo
no açougue 
do meu pai...
Me portava 
como um artesão..
Todo o 
aprendizado aqui, 
me que fazia 
preparado
para encarar
algo maior..
que de fato aconteceu
desde ali
nos muitos anos 
no prestigiado 
grupo escolar, 
onde alunos 
e professores 
muito coesos 
e irmanados 
no ensino diário 
avançado para época  
assim era o Frei Evaristo...
pressa de aprender,
pressa de viver,
toda efervescência cultural 
da época...vista com
os padres do 
Seminário Camiliano,
das freiras Marcelinas, 
formados
em São Paulo e Rio de Janeiro, 
Belo Horizonte 
o auge 
de suas presenças
anos 50, 60 e 70 
3 décadas inteiras.


...
Mas tudo 
em Iomerê
se deve 
à época 
esta presença 
dos padres e religosos,
de
uma influência 
ampla...
todos muitos 
atuantes 
e tão dedicados 
na
escola,
na igreja.
Aqui é meu lugar,
Talvez com este 
olhar poético
se possa 
compreender
que era Iomerê
e 
continua sendo
com  suas
montanhas
imponentes 
e  silenciosas...
Onde cada 
fim de verão
e no 
fim do inverno,
o sol sempre
dava
e ainda dá
uma
gloriosa saudação
ao
meio  
de suas duas
montanhas
mais imponentes
sempre
dando
lá...
Ciao,
Iomerê.








...
Photos
Rebel.

segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Iomerê 1965

Em 1965, eu me divertia 
com a neve.. 
...
Preservar, tem tudo
a ver com história,
e não que a vida 
só  era bela, no passado,
glorioso.
Essa nostalgia da
infância, para mim os
melhores tempos o espírito 
de uma época.
..
As fotos
são
Junho 
ou julho
de 1965,
não 
importa,
qual mês,
importa o ano.
esta foto 
relembra  
melhor o tempo dos anos 60.
Iomerê é sempre 
um tema importante 
e
recorrente por isso.
...
Não 
que os 
tempos 
de hoje 
não 
sejam 
importantes,
..
Havia 
um 
tempo
que
tudo era diferente,
eram 
outras 
pessoas,.
Muita coisa se perdeu 
de lá dos anos 60.
Até a religiosidade 
parece que deu adeus 
a cidade,
que 
hoje é outra,
mais permissiva,
talvez isso
que permitiu 
este estado 
de 
coisas de hoje.
..
Tudo era tão diferente, 
isso, 
várias mudanças que
são 
motivações 
e que 
continuo 
a 
escrever 
sobre 
Iomerê.
..
A
escrita, 
é sempre
algo
sofisticado
mas 
nunca terá ou será um ponto final,
para 
entender 
o 
pensamento,
ou o momento  
de
Iomerê
de hoje.
..
Dizer...
queria 
você 
de volta,
é hoje muito
mais forte 
do que 
nunca,
os tempos eram muito, 
mas muito diferentes.
mas nada que possa 
nos desiludir,
ou acabar com 
as esperanças.
A nostalgia 
é algo 
incontestável 
neste texto.
..
Nostalgia..
Eis algo
que diz 
respeito
a essência 
do texto 
ou de 
estar 
escrevendo.
A minha 
crença
que existe um passado 
luminoso aqui...
não materialmente 
falando,
mas no 
sentido das mentes 
e do espírito
de uma época.
Nestes quesitos  
a cidade teve um 
tempo glorioso, 
nunca 
será  como antes.
...
Se 
alguém
falar
que já é
Distante,
ou que 
as pessoas 
de lá não 
existem mais 
pouco 
importa.
Importa sim
falar dos anos 60.
..
Há ainda 
aqui, 
desde
montanhas.
a antiga
praça,
antiga
igreja,
o antigo 
seminário,
antigo 
hospital,
o antigo 
juvenato...
..
Talvez
muitas 
das misérias 
do 
presente como
competição,
arrogância,
de
tantas pessoas 
e políticos desonestos..etc.
não existiam.
Videira doutro lado 
do morro continua existir..
com idênticos problemas.
..
Nunca 
posso
dizer
que aqui
era 
o paraíso,
sempre 
Muitos sei que procuraram 
no passado perdido,
um paraíso.
Mas muito de Iomerê 
no caminho 
se perdeu. 
..
A inocência,
é algo
nostálgico..
que 
se perdeu.
Estes tempos
de hoje não conseguem reeditar esta consciência,
Pessoas
são incapazes 
de pensar como 
na época,
apesar 
de toda riqueza 
material 
e 
há 
muito aqui 
ficam 
a condenar... 
esta nostalgia.,
lutam 
perpetuamente 
contra os
que lembram 
dos gloriosos 
tempos.
Talvez por ignorância.
..
Eu 
sempre
compreendi
que
o passado 
é passado,
mas nem 
por isso
a ser 
ignorado.
Muitos talvez 
por serem oriundos de segmentos 
inexpressivos 
neste tempo.
..
Uma certa 
lucidez
permite
permite 
acomodar 
seres
humanos
entre
o abismo 
que há entre o passado 
e o presente,
o real, 
o imaginado nem sempre o ideal..
ontem
hoje,
a mensuração,
a comparação
dentre o 
que existe 
e o que 
deveria existir,
é o que existiu.
Faz muito tempo 
ou há muito
tempo que 
estou aqui...
..
Ainda 
sou daqui,
mas sei 
que
nunca há
um modo
ou modelo 
de vida 
com
perfeição..
Faço da vida que 
vivi e vivo
aqui.
Vivemos tempos de
Arrogâncias,
Ideologias 
equivocadas,
discursos 
ultrapassados
algo 
perverso
que se 
estabeleceu,
na cidade.
Faz tempo.