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terça-feira, 21 de janeiro de 2025

1923, Videira

...
Coisas 
novas 
para 
dizer,
escrever...

ou
para
descrever
o passado
de 
Videira..
Na foto
de 1923,
Podemos
dizer
e afirmar:
Rio das Pedras
só mudou 
de nome
para Perdizes 
em 
12 de abril de 1921.
Em 1923
o lugar que
prosperou
com 
nome de ave 
de caça
Perdiz,
Perdigão e Perdiz,
é o casal,
então
Perdizes 
existiam 
muitas por aqui,
dai o nome.
do lugar
modesto.
à beira do Rio.
O trem já existia.
e a estação 
também.
Não existia 
ponte,
entre os 
dois lados,
sobre 
o Rio 
do Peixe.
..
Sentados.
o antepenúltimo, de
paletó claro,
era
o
Mestre
de Linhas,
Nicolau Cavon.
Hoje nome
da rua
que margeia estação 
atual
desativada.
No primeiro
quarto 
do Século XX,
a vila
era 
muito maior 
da
pequena
Rio das Pedras 
do começo 
do século XX.
Perdizes
existia 
oficialmente
como distrito 
e doutro lado
do Rio 
do Peixe,
Vitória
não era mais 
que algumas casas.
..
Videira 
de
1948.
A casa 
esquerda do prédio do telegrafo da RVPSC,
Rede Viária 
Paraná
Santa Catrina,
era de 
Nicolau Cavon,
então mestre
de Linhas.
Os Ferroviários
que trabalhavam 
de Ferrovia 
moravam
na beirada 
da Estação.
A ponte Aderbal 
Ramos da Silva 
estava 
em construção 
e e
havia 
uma 
ponte de 
madeira 
provisória
para passagem. 
No local da praça, 
diversas casas 
de madeira 
que foram 
destruídas por 
um incêndio. 
Colaboração de
Wisland Macedo.

sábado, 28 de dezembro de 2024

Brazil Railway Company.

HISTÓRIA 
de 
Videira   
e região 
do meio 
oeste 
catarinense,
tem muito 
a ver
com a 
estrada 
de ferro.
Os primeiros registros
de presença
de homem a
habitar a região
da cidade
da hoje
Videira,
foram 
as tribos
indígenas
dos Guarani,
Xockleng
e Kaigang.
Os primeiros registros
de presença
de homem civilizado foi
por volta
de 1881,
com a família de fazendeiros
Pontes Sobrinho
na localidade de
Rio das Pedras.
Sua origem era cabocla
(mistura de luso com indígena)
Mas o maior passo para real ocupação da região nasceu da
preocupação da Coroa Brasileira
com questões de divisa entre
o Brasil e a Argentina.
Para garantir o controle
das terras do sul,
o então imperador
D. Pedro II assinou
a concessão da estrada
de ferro São Paulo,
Rio Grande do Sul,
em 9 de novembro de 1889.
Para garantir
o controle das terras
do sul,
o
então imperador D. Pedro II
assinou a concessão
da estrada de ferro
São Paulo - Rio Grande do Sul,
em 9 de novembro de 1889.
A construção da estrada 
de ferro
foi concedida a empresa
norte americana
Brazil Railway Company.
Como pagamento recebia 15 km
a cada lado da via férrea e se obrigava
a colonizá-la dentro de 50 anos.
Fato que
resultou num sangrento confronto
com os que lá viviam,
cerca de 30.000.
A Guerra do Contestado
durou de 1905
a 1912, prejudicando o processo
de uso da estrada.
A exploração de madeira
pela empresa
americana e outra serrarias que lá
se instalaram,
resultou num dos maiores crimes
ecológicos
do planeta, grande parte das árvores
derrubadas ficaram
abandonadas no local do corte.
Árvores centenárias
onde muitas vezes um vagão
suportava apenas três troncos.
A estrada ao cortar Santa Catarina,
acompanhou as margens 
do Rio do Peixe passando
por onde está hoje

Videira.
No dia 17 de dezembro de 1910
faz-se a viagem inaugural
de trem no então Perdizes.
Local estratégico,
entre RS e PR,
Videira ganha uma
da mais importantes
estações ao longo 
da ferrovia,
ponto de partida para
chegada de imigrantes, 
inclusive para Iomerê.
Videira 
em 1918, chamava-se
então  
Vila 
do Rio das Pedras.
Com o trem,
Botes e Cavalos, 
não eram os unicos 
meios de transportes. 
Havia o trem que passava
pela 
estrada de Ferro Paranã Santa Catarina
e Rio Grande do Sul inaugurada em 1910,
hoje desativada.
Em 1921, alemães e Italianos 
dividiram 
Videira em Perdizes 
e Vitória. 
Em 1934 a primeira ponte, sendo 
Pensil, chamada de 
Luis Kellerman 
em 1934, com 67 metros 
em dois únicos pilares de madeira 
encaixada sendo substituída por 
uma nova de concreto armado,
em 1949 chamada 
de Aderbal Ramos.
A instalação oficial 
do município 
aconteceu 
em 1944 e o nome Videira 
deve-se ao fato de a região ser um 
grande centro vitivinicultor 
do estado. 
Nessa época o município recebia 
diversos povos imigrantes
de origem 
Alemã 
e Italiana 
vindos 
do estado vizinho 
do Rio Grande 
do Sul.
Conta-se que já 
em 1913, 
os primeiros 
colonizadores, 
colhiam uvas. 
Em
2002, a cidade recebeu 
a denominação 
de “Capital Catarinense 
da Uva 
mas hoje é conhecida
como Berço da Perdigão 
que é hoje só
marca de produto 
BRF Foods.

Continua capital 
da Uva 
e agora de 
Espumante.

segunda-feira, 10 de julho de 2023

Videira Século XXI

...
Ontem...
Num lado,
o horizonte,
montanhas 
distantes,
o brilho
colorido, 
o quase
crepúsculo,
no contorno sul.
...
Noutro 
lado,
luzes  
tomam 
o morro 
da matriz 
e toda
cidade...
O outono,
dá boas 
vindas...
Como
é bom
olhar 
sentir, 
este
lado
presente
de
Videira,
que 
abraça 
pessoas,
desde 
antes 
de 
1900,
quando 
a cidade 
apenas começava...
Quando
eram muitos poucos os 
que
sonhavam..
...
Levou 
um 
tempo 
para 
fazer-se,
como 
está hoje. 
..
A cidade 
não
ficou assim, 
de hora 
para outra
mas
pela
coragem,
bravuras 
dos imigrantes
Pensando 
lá 
longe,
a impressão 
que 
há muitos 
motivos,
porque somos 
assim,
começando
pelos
passos 
firmes 
em direção 
ao moderno 

o futuro...
na primeira 
metade do século XX.
Acima 
e abaixo
nos conectamos 
com 
o presente.
Lembrar
que pela 
estrada 
de ferro
nos
conectamos
ao mundo.
Pela ponte 
nos
conectamos 
de um lado 
ao outro 
do 
Rio do Peixe. 
Como 
é bom sentir
o progresso,
de uma  
Cidade,
conectada.
E o mundo 

deu tantas 
voltas,
e sem 
conexão
não seriamos
assim. 
Tudo
não
mudou 
subitamente,
foi preciso
solidariedade,
foi preciso
ser
uma cidade  
acolhedora,
rica 
em possibilidades.
Tudo
que
existe 
aqui, 
sabe lá de 
quando,
Sabemos muito
pouco
do fim 
o século XIX,
sabemos mais
do
começo 
do século XX.
Sinto e 
percebo 
na história,
que
nada foi 
por acaso,
apenas não 
só sonhamos, 
acolhemos,
trabalhamos, 
somos
o que 
foi plantado
desde
os
antigos 
moradores.
...
1910
a época 
da foto, 
uma 
época 
pioneira,
de lá
para cá,
é antiguidade,
e é memória,
ou
qualquer coisa 
que
tem a ver
com 
progresso 
de
uma maioria 
que trabalha
nem importa
dizer que 
a uva foi importante. 
A vida
existia 
lá 
e existe
aqui,
embora 
alguns 
duvidem,
o solo 
é o mesmo.
A uva 
já existia aqui
em 1920,
claro sem 
estradas 
boas 
e nenhuma
ponte
entre Vitória 
e Perdizes.
mas 
a vida 
era simples
mais rude, 
..
Hoje
já quase
ninguém 
se importa 
com isso
porque  
a vida 
é outra,
Mas são poucos
os ingratos
Sim poucos,
E a gente
não vai só 
lembrar, 
deles.
Há os gratos,
para  
lembrar
da
maioria. 
A Gratidão 
e
afeto,
dos que
importam
com 
a cidade,
Videira,
um ser real, 
está ai
tem seus méritos 
de  ser
Videira.
Ter e Ser,
eis
uma questão,
que importa 
é a gratidão
Enquanto 
anoitece
há motivos 
de seguir
pensando 
lá longe
na maioria 
que 
se importam
com
a cidade.
Videira 
é uma 
cidade que tem
vida própria,
não
navego só
nas 
lembranças
mas 
no presente
este post,
é apenas 
uma ideia,
de 
como fomos 
e que se
passa 
e
para onde
tudo nos leva,
Observo
uma coisa simples
chamada admiração
gratidão, 
Um
abraço aos.
gratos 
pela cidade 
e
que tem
desde 
a antiguidade,
perseverado
no solo 
da uva 
nos caminhos,
no entorno 
da ponte 
de hoje
não mais
entre Vitória 
e Perdizes.
mas de Videira.
...
Videira 
merece
gratidão
pelos
caminhos
que toma 
e nos
trouxeram 
até
aqui,

segunda-feira, 26 de junho de 2023

Dreams in Videira

Este lugar 
não é só para jovens
é também
para velhos 
ou para os 
mais velhos. 
Jovens e velhos 
abraçados, 
celebrando 
a longa primavera 
e o verão.
Utopia e sonho.

...
Tudo que vive nasce e morre.
Tudo que vive perece.
Jovens...
Não nos abandonem 
diria alguém mais velho.
Ns lugares, os mais velhos,bsempre tiveram 
e tem lá seu intemporal saber.
Um velho nunca é coisa,
nem algo de se deixar ou
algo sem valor, a não ser que alguém pense assim
desafortunadamente 
A alma aplaude e canta, 
em todas as idades, então 
sempre cante mais alto perto de um velho 
que ouve menos, 
nem por isso, velhos
não gostam de cantos 
e palavras..
Gostam ainda mais de abraços..e atenção.
Cruzei lugares da cidade 
e cheguei ao idoso e ouvi..
lamúrias e muitas, então digo não abandonemos 
os velhos.
À cidade é sagrada
e os sábios são os velhos, 
Velhos que estais  e vivem no solo sagrado, 
da minha cidade. 
Quão dourado é o saber
em que tudo roda e gira.
...
E ando cheio de sede de ouvir os mestres,
 sábios até à minha alma. 
Jovens...Não devorais 
estes corações doloridos, 
doentes, cheios de desejos de carinho e atenção.
Jovens talvez não saibam o que é ser velho..
Dói ser rejeitado, então junte-se a mim.
carinho e atenção  
a um velho é um artifício à eternidade.
Da natureza jamais 
me liberto jamais deixarei o curso natural 
das coisas... 
Nunca retomarei minha forma, meu corpo,
Mas tenho outras
formas  tenho outros jeitos e outras palavras...
Em ouro sou dourado.
Para que 
o sonolento leitor
não adormeça...
Escrevo dourado da fase
onde se rememora 
o que passou, 
e menos o que passa, 
ou pouco o que virá.
QUANDO FORES VELHO
grisalho, vencido pelo sono, dormindo junto 
ao banco da praça 
ou  junto à lareira, 
toma estas palavras 
que douradas são,
não estão 
em nenhum livro,
Lê-as 

devagar, 
e sonha  
dum doce olhar
de outrora 
os que tiveram 
diante dos
olhos.e hoje os tem
nas sombras tão profundas,
Muitos amaram
muitos sonharem, 
muitos momentos 
juntos em teu alegre encanto,
Muitos amaram essa 
beleza com falso ou sincero amor,
Mas apenas um homem 
amou tanto,.com sua alma peregrina.
E amou sem mágoas, 
mágoas que habitam até 
em teu rosto, 
Inclinado,
Murmuras, algo hoje 
com alguma tristeza, 
como que o Amor te abandonou.
E sem largos passos 
de antes, que
galgou as montanhas,
andas escondendo 
o rosto com sua mente inquieta. Já não colhes uvas, nem aras o chão, da terra sagrada.
Ninguém chamou mais
pelo teu nome..
mas hoje um 
jovem, suavemente
chamou pelo teu nome
deu um abraço
e desapareceu no ar, 
talvez esteja vagando 
em teus caminhos
até o tempo 
do fim do tempo, 
colhendo uvas e 
bebendo vinho,
dizendo,
Nunca jovens 
a abandonarem o lar 
dos pais.. 
Velhos e jovens.
Atenção e Carinho
todos querem,
Todos desejam.
A alegria da alma,
importa é como o  ar que respiramos na saúde do corpo.
Tudo fica melhor
se há a família, se há carinho e atenção.

sábado, 13 de maio de 2023

O Trem Que Já Não Vem

...
Foram
Cem 
anos

agora
o trem
não 
vem mais.
A antiga 
estação 
Ferroviária
aberta 
imaginei....
O apito do trem,
há 100 anos 
aqui
no 
século XX,
em 
1910, 
Videira 
não existia,
o lugar que 
vivemos 
chamava-se
Rio das Pedras,
este é o
primeiro
nome que vem à  mente,
o nome
deu 
origem à cidade.
...
Em 1910,
o trem 
e algumas 
casas 
de 
madeira, 
junto
a estrada 
de 
ferro,
o real início 
da 
colonização,
de nossa cidade. 
Em 1921,
o povoado já  maior 
passou 
a chamar 
Perdizes.
e aqui
a mudança 
do nome 
da estação
ferroviária de Rio das Pedras 
para Perdizes 
é janeiro de 1916.
...
Em 1927, 
Perdizes,
já tinha  
uma
pequena 
ponte 
para pessoas
irem ao outro lado, 
Vitória era o outro lado
e em Perdizes 
ao mundo 
se alcançava e 
se seguia por
uma
estrada de ferro,
...
mas já  não  tão pequena
que não tinha 
ponte 
para carros
a unir
os lados, 
dos italianos 
de Perdizes
para outro lado,
dos alemães 
da Vitória.
A ponte entre os 
dois lados que uniu 
as vilas,
só ocorreu, 
em
em 25 de novembro 
de 1934, 
com a ponte Pênsil.
Em
1944, 
se uniu
Perdizes e Vitória 
e formou
a cidade e
um município, 
com 
o nome 
de Videira, 
ocupando 
as duas 
margens 
do rio do Peixe. 
1944 
também 
a igreja matriz 
foi inaugurada.
Mas com 
a estação 
desativada 
serve desde
2003 
como 
centro 
cultural 

de artesanato. 
"Lembro-me que,
nos anos 60...era
menino
vinha de 
Pinheiro Preto 
para Videira 
e ia
para Tangará 
de trem
e
quando 
adolescente, 
era muito comum 
o trem parar
a cidade, 
no entroncamento
na rua na
entrada da estação 
entre a praça 
a ponte. 
Em Videira, 
o tempo
do trem 
passageiros,
de grãos, 
de
composições 
que 
se originavam do Rio 
Grande do Sul, 
do Paraná.

Para 
vocês 
terem 
uma 
ideia, 
hoje 
existe só 
estrada,
nem mais 
estação ferroviária, 
nem trem,
apenas 
os dormentes e
os trilhos. 
Sem trem 
a estrutura 
os trilhos, 
nada servem, 
esta beleza
foi literalmente 
roubada de nós.
..
Hoje 
infelizmente 
toda 
a infra-estrutura ferroviária praticamente 
não existe mais, desvios foram suprimidos e arrancados, 
pátios desativados,
por
empresários que não
acreditavam mais 
no transporte 
ferroviário, 
bem sobre o
trem
isso já é passado"
O depósito 
de locomotivas 
de Videira 
funcionou até 1972. 
...
Uma das principais 
funções era o abastecimento 
das locomotivas 
a diesel  
pois havia a necessidade de completar o seu tanque de combustível 
para seguir viagem rumo a 
União da Vitória 
ou Marcelino Ramos. 
Também acabou
uma grande adega 
de vinhos 
na estação
e o trem já 
não vem
nem
de passageiros 
nem o
trem turístico 
na linha 
que havia
em algumas 
ocasiões 
nos anos 2000. 
Em 2014, 
foi aberto 
no antigo 
pátio ferroviário, 
incluindo a área 
do triângulo de 
reversão, 
transformado
num parque. 
Parece que 
os trilhos 
da linha principal 
e do triângulo 
foram mantidos, 
o que é bom.