Rebel: Imagens, palavras...a essência... a natureza

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R.E.B.E.L - Most View- - Week- Top Ten

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Ponto final

Eu..de fato achava,
que 
podia ir muito longe.

Ir 
mais longe,
Sim,
 
podia.. desejar e
ir mais longe, ao exterior talvez, mas ali senti 
e pensava, só tinha de 
ser um ponto final...
No meu sitio...adquirido..

onde sentado de frente
à queda de água sinto tudo, penso em tudo, outra vez.
Estava lá a fazer
 
as fotos.... 
na cachoeira..depois
completo o texto,
aqui longe 12 km do sítio,
da cachoeira.
Mas a experiência 

de passar por um lugar,
Iomerê  é agora diferente....
hoje tão distante,...
Os anos 60 quando vim 
morar aqui..
a vida mudou 
e mudei.
Mudam os tempos
Mudam as pessoas.

Uma certeza,
que   tudo mudou
na vida,
tudo,
vai muito além,
do que a 
câmera 
pode captar hoje. 
Há, como 
de início,
desde as 
primeiras impressões, 
um sentimento 
de admiração 
da cidade 
que me 
acolheu,
mas
agora
da bela 
cachoeira,
na água que cai, 
a brancura 
incessante,
sonho.
Tudo,
Soa talvez,
algo,

como ,
de quem...
como
alguém que sonhou...
..
Alguém 
no mundo,
pode 
imaginar 
mas aqui 
o
ruído
da água 
na rocha
quebrando
o silêncio, 
na mata, 
seguindo
no rio.
Aqui,
distante,
da cidade, 
de lá
onde as coisas 
envelhecem,
onde há 

antigas dores...
onde há 
o inexplicável,
mas 
é o momento,
de relembrar tantas alegrias,
longe da ingratidão 
desumanidade
da cidade grande.
Aqui
não moram
tanta ingratidão,
e desumanidade
só as deixo 
que fiquem morem longe.
Sou assim 

diante da ensolarada  
Iomerê,
aqui

a quietude...é inevitável,
só me alivia..
sentir 

o ruído da
água 

corredeira...
que despenca,
na cachoeira,
onde

só sei
que este lugar
é um 

lugar e tanto..
...
Agora posso dizer..
é daqui,
ou 
de lá 
que vim 

para aqui..
ou lá  
que vou..
Agora, 
não 
estou 
no mundo 
virtual,
mas
um mundo real,
longe
dos 
ingratos 
e desumanos,
sei 
e vejo aqui 
uma real maioria
de gratos 
e humanos,
mas aqui 
é meu ponto final..
para repensar tudo.
Não é nenhuma fantasia,
é minha vida real.
O lugar longe, 
não é,
não,
nem de difícil acesso,
tem a praça,
de cara,
ai de frente 
a igreja matriz,
no meio 
de uma 
rodovia,
no alto
à direita, 
meu sitio.
Iomerê
é onde no horizonte 
há extensas colinas...


Uma 
constatação.
Aqui,
Simplesmente...
é
minha cidade 
onde cresci...
Iomerê dista,
de casa, 12 km, 
daqui, da praça
apenas 2 km..
meu sito, 
minha cachoeira.
Eu muitas
vezes
achava que
deveria ter sido mais 
parcimonioso
confiado menos,
mais 
ou
menos exigente,
poderiam ter sido
mais gentil,
mais grato,
mas não
houve um tempo, 
achava, 
mas
não acho mais
que Iomerê,
é o fim do mundo.
No pé do moro,  
está meu sítio.
..
Do alto 
não se vê qualquer casa, 

belo é o antigo Seminário, no alto,
a  Igreja de São Luiz, 
o Juvenato,
mais que um lugar, 
é um lugar que
se vê tudo 
no horizonte,
de monte  de árvores  nas
colinas
hoje só há além...
o céu azul...
da tarde.

Mato..mato,
verde..verde
A cidade é pequena,
sempre penso,
tão pequena que
depois de duas voltas 
nas suas ruas...
já estava 
ou
estou
familiarizado,
com antigamente. 
Mas mesmo 
neste lugar 
tão longínquo 
descobri que 
é possível 
encontrar cultura, 
hospitalidade 
e até uma certa 
emoção.
Com certo orgulho 
que falei com 
com
um amigo..
dizia
mas
com 
um alivio,
alguns,
não 
moram mais aqui...
uns se foram 
outros tiveram que ir..
eu voltei, 
posso ver todas 
estas montanhas
e ainda
tenho meu sitio agora..
e a linda cachoeira.










Sim 
nem
todos nós,
vivemos 
aqui ainda 
ou por
algum tempo 
sob 
o mesmo céu,
mas nem todos 
tem o mesmo 
horizonte 
tanto 
é que este, 
prédio se foi.






Ali,
me levou 
por lugares 
como o 
antigo clube...
o lugar que 
havia 
organizado 
um jantar,
um
evento local.
Com um olhar, 
no pessoal do bar, 
experimentei a emoção 
daquele lugar..
Na saída,
alguém me disse, 
você perdeu 
uma grande festa,
perdi sim.
Ao tentar falar  
Da passagem em Iomerê
no qual lembrava, 
contava do Futebol..
dos tempos de Atlético..
Eu não conseguia completar a frase,
ao falar da raia, 
da 
Hípica,  de linha reta,
da corrida de cavalos, 
que tinha que dizer 
sem me emocionar e  cair, 
no papo comum, mas 
na alegria de tê-los junto...
amigos do Peretti, 
que gostavam de corrida,,
lembrava pois 
dos velhos tempos.. 
Mas que lugar era esse..


O velho clube..
de madeira.. 
da escada aguda,
não existe mais, 
restou 
uma casa 
de  um 
andar.
Agora 
na praça,
lembro 
que aqui em Iomerê,
é o lugar 
que encontrei 
obstáculos alguns 
inéditos,  
na minha vida...
mas daqui
onde fui 
adiante. 
Até hoje não sei.
Talvez tivesse 

a ver com 
o fato de estar num lugar 
tão longe na minha imaginação, 
que parece 
quase impossível 
ter chegado lá..
depois de tantos anos. 
Lembro-me onde passava  
ainda criança,
brincava nos canteiros da praça,
olhava o bar do Barulho,
falavam de um episódio no começo 
dos anos 60,
que ocorreu ali no bar,
ou de outro no hotel,
bares e hotel sempre foram 
lugares bons e terríveis.
ali no hotel ou no bar
sempre
estava 
perto do melhor sorvete,
mas  se foi lugares de infortúnios, 
isso não deve atormentar
a mente já que faz tanto tempo ..
...
Junto a praça...
me despedi
de Iomerê,
no dia 
26 de Fevereiro 
de 1972,
que lembrava do destino 
que   
escolhia naquele 
momento,
para viajar 
à Curitiba...
das histórias em quadrinhos, 
do circo...
do globo da morte..
a moto,
girando num globo..
os palhaços.
Pensava num lugar... 
aleatório...
onde..via tudo branco..
da neve. 

Pois eu estava lá! em 1975,
em Curitiba. 
quando caiu a neve..
Estava aqui em 1965,  
quando caiu a neve aqui em Iomerê.

Estava aqui em Iomerê 
em 1970, 
como na foto, com colegas 
no Frei Evaristo..

Talvez o choro tivesse 
a ver também 
com o cansaço da viagem..
senti isso em 1972...
quando vi de longe  a cidade de Curitiba.. 
Ou feliz da generosidade das pessoas que me receberam em Curitiba.
Mas acho que as lágrimas eram sempre as mesmas, 
que vinham porque eu tinha quase a certeza...
que jamais  tinha imaginado que chegaria 
a este lugar no mundo. 
Aqui,
também senti isso em 1977...
quando  de  longe vi..
a cidade de Pelotas lá longe,
há 40 anos...

Ou da generosidade..
das lágrimas ao 
sair em dezembro de 1982..
porque já tinha quase a certeza...
que tinha chegado a hora de ir 

para Porto Alegre
definitivamente.. e ao mundo.

Eu sei onde alcanço…hoje,
…sem me arrepender, 

de
nada reparar,
de nãos ser ressentido,
…isso é viver,

alcanço este lugar…
…extasiar-se aí
…isso é viver, nas ruas de Iomerê
aqui a vida é tão calma,
tudo tão contraditório 

à vida das cidades,
que, estando aqui,
a gente esquece que vive,
em um lugar agitado... 
que dure muito,
a foto é aquela impressão 

do segundo.
Por esse mundo de águas,
sentar à beira da cachoeira,
as árvores tapando o sol,
sentar e mais nada,
a minha confissão,
verdadeira..
não, 

acho que nada escreve
 para outros,
primeiro é para mim mesmo
sem deixar de atrair
encantar... etc.
O gosto deste descanso, 

aqui....

Aqui o ponto final,
junto a cachoeira...

agora certeza...
que tudo que 

passou, 
serve de meditação,
jamais 

para repetir,
como a foto 

tudo 
é passado..
nunca 

vai mais 
se repetir 
o passado,
nem o 

bom passado
queremos 

de volta,
jamais 

vou deixar aqui...
este é meu lugar, 

no meu mundo.

Vida é mistério

Vida tem tons de mistério. 
Entendo, mas queria entender melhor, 
as razões dos ótimos 
e piores momentos de minha vida...
Entendo, mas queria compreender...
Alguns diziam que seria impossível, eu ser Médico..
A razão de tanta surpresa, 
estranheza, 
estardalhaço, não sei,
veio com a resposta na  já aprovação 
em Medicina em Janeiro de 1977, em Pelotas,
que veio em boa hora,
assim há décadas, sou médico,
exatamente desde Dezembro de 1982.. 
mesmo sendo o primeiro e único médico na família ou entre as duas origens Rebellato e Dalmolin.
sou uma gota apenas de tudo.
No ano, faz +30 anos que estou aqui no meio oeste onde vim em 1985.
Queria compreender a razão de tantas viradas...estudante miserável em Iomerê..
estudante no melhor colégio de Curitiba..
a um médico..que hoje é fotógrafo..etc..
Nós somos capazes e criamos meios 
de sobreviver em ambientes diversos..
Entender é como se fosse possível criar 
uma lógica, 
um padrão, para algo tão extraordinário, 
ou como se algo acontecesse 
várias vezes seguidas...
tem coisas que a razão não explica.
extraordinário era ser padre onde fui 
estudar no seminário Camiliano de Curitiba 
em 26 de fevereiro de 1972.. 
dez anos depois me formei Médico 
em Pelotas no extremo sul do Brasil.
A vida é mistério, o restante é razão.
Antes da partida, alguns diziam que seria impossível fazer o curso cientifico e já previam sofrer 3 anos...em Curitiba. 
Acabei no Colégio Bom Jesus meu cientifico...
foi momentos de estar aliviado, em São pauloo onde fiquei menos de um ano em 1975,
pois não foi só comigo..que não deu para ser Padre, mas erámos uma bela turma.
Queria compreender a razão de tanto barulho 
com a gente....
se faz sucesso..
pois, há muito tempo, ocorreu, 
é frequente..
Continuo com a mesma vibração..
ou sou um vencedor.
Gosto mais do mundo literário 
e fotográfico... do que do Médico...
Isso não significa que a Medicina caiu de gosto...
todas as atividades embora distintas... 
tenham dessa forma seu valor..
o melhor deixo me tomar para a fotografia..
Porém, mesmo em meus melhores momentos na medicina, 
sempre achei que ficaria ainda melhor 
se tivesse um hobby mais leve, 
o fotografar me deixa mais 
habilidoso,
calmo..obstinado, 
com os demais..sou empresário tb.
O meu blog 
e....  
A medicina. 
Queria compreender 
as diferenças entre o ser 
o fotógrafo
pronto, 
sólido, 
definido...
e o fotografar 
que vive mais de espasmos espetaculares. 
Isso não impede que, 
em alguns momentos,por nada na vida ou por imaginação ou criação, que 
a gente tenha sobressaltos. 
Nada na vida é linear.
Queria compreender as diferenças 
entre o ser
mais racional, comedido, previdente... 
O ser atual, que dizem ser diferente do de antes, 
é a fotografia que exige ser mais passional, surpreendente.
Eles..
meus diversos tons de ser,
estão ou estavam nos lugares certos. 
não poderia dar errado.
Queria compreender a razão 
de você ter receio de usar 
um grande equipamento fotografico..
e ter apenas uma câmera comum,
as vezes.
é um atestado de falência da sociedade, aterrorizada com tanta violência, 
e dos governos, incapazes de combater 
a violência rural e urbana.
Entendo a preferência Photoshop, 
mas os grandes deveriam ser grandes 
sem muitos recursos.
Queria compreender das muitas coisas,
que acontecem comigo, 
nas muitas minhas atividades, 
no meu país e no mundo. 
Já desisti de algumas delas...
de ser político é uma delas.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

As vezes não dá certo

Somos e não estamos insatisfeitos..
onde quer que vivemos.
As vezes a vida não tem sempre,
 o charme das conversas passadas..
A vida no tempo se transforma
num pesadelo, estéril,
abstrata e inexplicável.
O destino no longo prazo
de qualquer um.. azeda...
O amor é um encanto,
um encontro,
um sonho..
quando ele se realiza...
pode durar, mas será facilmente
cômico e sempre insuficiente...
com o tempo. 
O amor talvez valha...
Certo, é que a quem desejamos,
existe na mágica
do encontro e do sonho.
Como acontece com o amor,
a realização é sempre insatisfatória 
com os anos..
é um pesadelo absoluto
e totalitário,
outras vezes é parecida
com aqueles encontros
ou casamentos
que continuam porque
ninguém acredita
que a coisa possa melhorar
e porque ninguém
está a fim de ficar sozinho.
Ao longo de alguns séculos,
isso faz parte dos nossos valores,
que a gente começou a idealizar
o amor romântico
como doação perfeita de cada
um ao outro.
Com o tempo tudo muda.
Estamos em conflito permanente
entre nossa aspiração individual
e nossos sonhos amorosos.
Em matéria de amor, a
 consequência parece chata..
nunca dá certo....
nunca somos satisfeitos 
com o que conseguimos construir.

The art of losing

Muitas coisas vão se perdendo, a vida segue e vamos se despedindo lentamente, são coisas, são pessoas, do seu mundo, do bairro, da cidade, que vão te deixando algumas em vida, como seus amores, suas paixões, algumas que morrem, aí não tem mais jeito, ou vão nos deixando de lado, assim nos conscientizamos enfim, que vamos todos acabar, tudo tem fim, ou que morrer.. é acabar igual. Você deixa de sua bicicleta, os amigos, você deixa de ter a visita de seus filhos, seus irmãos, ausências sentidas mais outras menos, num certo abandono progressivo. É uma arte saber perder, desapegar, não é difícil de perceber que tantas coisas que pareciam cheias de intenção e ver serem perdidas e sua perda já não é um desastre... conformar ou aceitar é a solução.
A vida é mais perdas que ganhos todos os dias na velhice. Perder algo todos os dias..dói..desde a saúde até nossos bens, hobbies, etc. Aceite a perda de tudo que você venera ou ama, tudo acaba um dia, nada será eterno ou para sempre. Se acostume ou pratique que vais perder outras coisas lá mais longe, ou perder mais rápido, se isto trará um desastre na sua vida acostume-se.
Perdi parte da minha cidade amada. E olhei, o hospital virou hotel, o juvenato, o convento religioso que virou casa de festas, minhas últimas fotos foram maravilhosas destes lugares, ou penúltima, das duas casas amadas e não foram embora...assim nas fotos se perpetuaram..e na memória. A arte de perder não é fácil de dominar.
Perdi duas cidades, lindas.
Videira e Iomerê não são mais as mesmas. E, mais o vasto verde, os rios, será que secará ou ficaram mais cheios de poluição. Sinto falta deles, mas não foi um desastre...faz parte do caos ambiental.
Mesmo perdendo você admite, não terei mentido. É evidente que a arte de perder não é muito fácil de dominar hoje que ontem, embora possa parecer mas é um desastre..tudo que está acontecendo em nome do progresso.
A vida que conta histórias e tem memórias.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Sex and Repression

Não posso 
acreditar 
que uma das
coisas mais 
deliciosas 
nos foram
colocadas 
aqui apenas 
para nos testar, 
para nos tentar. 
Quando tudo se torna
mais difícil para nós...
ai que entra a repressão.
Fazer sexo é 
bem,
isso, 
se entregar 
às sensações 
e tudo de 
forma criativa,
agrados 
e cumplicidades
isto é nem 
sempre igual, 
levando em conta 
o momento, 
a pessoa com quem 
se está 
e o que se sente.
O melhor 
sexo 
acontece 
antes em sua 
mente 
antes.

....
É fundamental 
não 
ser reprimido 
ou não 
ter preconceito 
nem vergonha
de sexo
e assim
achar 
o sexo  como
natural, 
como algo 
saudável 
e
fazendo parte da vida normal.
A busca do prazer 
pode ser 
sempre um 
ato livre 
e significa 
não estar condicionado 
a qualquer tipo de afirmação 
pessoal.
O sexo pode ser ótimo quando 
se cria o tempo todo 
junto com que 
você está, o parceiro 
ou parceira 
e o único objetivo 
é a descoberta 
de si e do outro. 

...
Assim, 
o prazer 
vem e deixa 
de ser a busca 
de um prazer individual 
para se 
tornar um poderoso 
meio de transformar 
as pessoas
no relacionamento.
Só 
seremos sexualmente 
satisfeitos 
no 
dia 
que somos livres de 
repressões.
Todo 
mundo 
reprime 
mas 
tudo. 
O sexo é o preferido 
na repressão
Você acha que  
seres humanos 
"normais" 
realmente fazem exatamente 
o que eles querem 
ou fazem isso
o tempo todo..
Claro que não. 
É  mesmo temos 
a repressão em 
nossas veias.
Liberte-se...destes 
impulsos proibidos
desde
a infância e a 
vida sexual 
agradece.
Bom sexo é 
sempre
com emoções livres
Mau sexo é 
sempre 
com 
emoções 
bloqueadas.