..
Gosto de pensar, olhando
para as montanhas e
imaginar, como era aqui, o lugar selvagem, na sua
origem, o Fachinal Branco,
no tempo que ainda não havia Cidade. Sempre existiram montanhas, matas e colinas aqui..
Havia índios e caboclos.
..
Cada registro aqui,
nunca é o mesmo...meu mundo literário e fotográfico é de
um território afetuoso
cheio de memória...
Há muitos afetos desde que vim morar aqui...
tudo começa
nas montanhas.
Motivado pela morte da minha mãe em 2011...
tantas vezes retornei a cidade,para materializar
luto e a saudade.
A ideia inicial era algo documental
fotográfico, com um texto poético.
Acima de tudo,
é uma homenagem
aos anos que passei
ao lado de meus pais e irmãos aqui.
É algo carinhoso..
A proposta documental..
com narrativa poética,
que mistura
fotografias
com textos que tenho,
ou que encontro..
ou em investigação que envolvem
meus pais e
outros conhecidos.
Os documentos oficiais..
ou sem grandes ficções,
mas muita intenções louváveis,
A Iomerê existe na mente de cada um,
na minha é de sempre algo criado na mente
nestes anos todos,
de ontem e hoje
do fotógrafo amador,
muita coisa
de que conheço
é
formada por
imagens antigas,
outras de arquivos,
que mostram
lugares antigos,
como o pavilhão
da igreja antigo.
lugares solitários,
como que
abandonados,
um arquivo fotográfico,
pois existem
realmente está
só ali agora
mas tudo
de Iomerê
ou
em na
maioria
só há
os resquícios..
de lugares
esquecidos
pelo caminho..
da cidade
mas há os que restam
como o Juvenato, o seminário,
o hospital
e abaixo
a igreja inaugurada
em 1953,
e abaixo a antiga.
..
Restos de memórias,
coisas e imagens atuais.
A grama
da praça
era que
existia
na época...
já não existe mais.
Em minha vida
muitas e muitas
vezes
e quantas
vezes
estive nesta praça..

..
Estive nesta praça..
sem
preocupação técnica,
deixando o
o sentimento
de saudade escapar.
..
Em minha vida
muitas e muitas
vezes já
estive
nesta praça, nestes lugares,
estive agora
vendo
de longe
vejo como fotografias
e poesia se misturam
nestas fotos..
.
Por ora,
...
Gosto de
olhar
as
montanhas,
Em
frente
ao
casarão
da Freiras.
..
Por
fotografar
é que surge
esta foto.
registrada
na última
visita que
fiz à cidade
para esse post.
Eu queria esta foto
uma paisagem
que se revelasse a
um
local, emblemático
de Iomerê,
mas acima de
tudo significasse
todo meu afeto..
um lugar favorito..
andei por aí..
Entrei no casarão..
vi...
Escadas..
Capela,
Quadros
como sombras
e marcas do tempo,
presentes..
em várias fotos..
da cidade,
dos tempos antigos..
mas tudo
é muto dinâmico,
em se tratando de Iomerê,
onde tudo esta sob
o mesmo céu,
nem sempre há
os mesmos interesses..
nem o mesmo horizonte.
..
Na queda d'água..
o ruído incessante, meu território afetivo..
que domino em parte..
Muito de Iomerê é tão original,
fala por si mesma.
..
Posso
admitir
que
conheço
bem pouco
deste
universo
deste lugar...
..
Há
muitos
afetos
ai.
Tudo
é
como
água..
tudo
flui
assim.
Há
photos antigas
cedidas por habitantes
e antigos moradores
de arquivo.
Demais
..
Gosto
de
pensar,
olhando
para toda esta água que cai...
montanhas de gotas,
e imaginar,
como
estou
aqui,
o lugar
selvagem,
tudo
silvestre,
já na
sua
origem,
Words
Photos
Rebel.