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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Iomerê, Anos 60.

Anos 60,
os comportamentos 
nossos
eram 
também 
tão
diferentes
de hoje.
..
Meninas,
Meninos, 
guris, 
gurias,
digo isto 
para 
os que tinham,
mas
nem todos 
tinham, 
18 anos.
Fazem 50 anos... 
O movimento hippie, 
e a 
contracultura, 
deslanchou.
E aí, 
à partir daí, 
corriam soltos
os anos 60, 
no cinema 
de Videira, 
onde
a gente 
chegava 
de Kombi, 
aos domingos, 
para
ver o Carlitos, 
do Chaplin.
Tudo era uma festa...
..
Como 
vemos 
nestas 
fotos 
dos 
anos 60..
Ao lado
da igreja
tinha 
cinema 
no antigo pavilhão...
A fotografia salva 
meu post no blog...
..
A igreja 
mudou 
com 
o tempo,
que vemos 
numa foto  
acima 
e  abaixo.
o pavilhão e a casa 
paroquial de Iomerê.

fotografia 
salva 
meu 
post.
..
Todos nós vivemos sob o mesmo céu, 
mas 
nem todos 
tem 
o mesmo horizonte..
assim eu via o mundo 
aqui em Iomerê...
desde menino.. 
a foto é abaixo,
do antigo 
prédio do Cometa.
 
 
Novos 
horizontes,
hoje, 
mas pertencemos sempre,
a esta época, 
a esta 
pequena 
cidade, 
que 
é dos mais velhos...
e dos mais jovens.
A noite começava cedo 
e acabava tarde.
tinhas a festinhas..
tinha um amigo de Poa.
em Iomerê, 
havia belas festa a Iê..iê
Ninguém trabalhava.. 
Não..
todos tinham algo..
"esticar" (a noite).
Lembro da 
Belas de Iomerê,
A música do violão 
era ao vivo,
mas tinha 
Elvis.
é claro,
Roberto Carlos,
mas muito,
pouco se conversava,
mas, 
em compensação,
belas  meninas,
que sempre
iam demais 
ao banheiro,
retocar algo, 
sei lá pó de arroz,
batom, 
perfume atrás das orelhas
batom e perfume eram, 
na maioria
um gosto lindo 
e excitante
e voltavam,  
estavam sempre
lindas 
e cheirosas.
Volteios na 
pista só homens
se gostava mais 
de dança colada,
éramos muito 
gentis 
e  convidar
a meninas 
para dançar  era ousado,
E cada mulher que 
estivesse no sofá
num momento 
de distração,
até a sua própria 
era ser ousado em tirar para dançar.
Quando começava a dança,
geralmente tipo lenta,
tudo mudava.
E me lembro que colava 
e não soltava mais,
que se tratavam  
de quase cerimônia 
em que não era como hoje
que tudo se faz 
ou acaba,
no motel da rua etc..
A gente  juntava os corpos
da ponta dos pés à raiz 
dos cabelos
a tal ponto 
que por ali não 
passava nem pensamento.
Os rostos se colavam..
"face to face", 
como isto hoje não sei como se chama,
e dependendo do que todos já sabiam, 
as mãos se entrelaçavam,
e enquanto a outra mão segurava
com mais firmeza a cintura dela,
a outra mão..
acariciava a nuca..
só imaginação...
quando se falavam,
sentiam a respiração 
um do outro,
éramos tão...
ou as meninas tão  de nós, 
Nunca era um pega explícito,
sob os olhos repressores..
seus próprios,
ou de amigos,
todos achando 
tudo anormal.
Muitos amores 
começaram
ou terminaram
ao som
de "Night and Day".
Falo sério: 
dá para dançar
com os corpos grudados
e  a não pintarem
pensamentos 
altamente eróticos?
É claro que não.
Nada a ver hoje 
as raves de hoje,
que começam na sexta-feira;
dançam separados,
nenhum beijos por noite,
mal se tocando, 
e transar...
não.
Hoje só  acaba 
no domingo à noite,
Ouso dizer que 
não levo muita fé
nessa garotada 
de hoje.
Belos tempos,
queria você de volta