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segunda-feira, 26 de outubro de 2020

1963, Iomerê, Ainda lembro

..Muita.
Saudade  
do 
meu lugar.
Nostalgia..
de Iomerê 
em 1963.
Aqui o tempo 
não para...
Esta 
era 
a imagem da igreja Matriz 
de Iomerê...
em 1963..

Não é uma dor,
de um desejo,
que 
o passado 
possa voltar...
ou que deva voltar.
Não é um respeito 
demasiado ou veneração 
ao lugar ou 
da minha gente..
de Iomerê..
Nenhuma saudade 
é descabida
que nos leva ao passado e
à tradição.
Escrever isso..
de Iomerê é reverenciar a cidade.
É o mesmo que recompor os
laços de outrora,
laços
humanos 
com as pessoas de 
meus tempos
de  criança,
muitos que sairam 
dai
de Iomerê,
ainda 
muito jovens,
Muitos
Deixaram sua casas, 
sua história,
Muitos ainda moram 
em Iomerê
tem lá suas casas 
e suas histórias.
Este é um texto
de quem 
ainda mora
ou de quem 
deixou este lugar,
mas que viveu 
ali nos anos 60.
Ouvi dizer 
muita coisa..
da rapaziada..
dos colegas de 
Frei Evaristo..
aquele amigo 
que se foi
ou amiga,
que se foi...
Sentado na praça 
lembrei de tudo..
A esperança e fé..
tínhamos 
muito 
em 1963,
O termo 
saudade 
aqui  
em Iomerê
é um charme...
nunca uma arma
de ferir os outros.
...
Família 
em 1963 significava.. 
Pai, mãe, 
E família era
irmãos 

irmãs..
Domingo 
tinha 
macarronada e churrasco comprado 
no Bar do
Raulinho
Paganini,
depois de ouvir 
um papo 
do pessoal 
ali
que bebia 
pinga,
mas não 
sem 
o antes 
ir 
a missa 
das 8 horas
com
o Padre Albino Donnà 
ou Padre
Luís Gemelli.
Tinha muitos 
Padres e Freiras
Cléricos,
estudantes 
e noviços  que desciam
do seminário 
e Juvenato.
Em 1963 
havia os Irmãos 
do Santíssimo 
uma ordem católica de Iomerê..
formada por pessoas da comunidade,
que durante na missa 
circulavam pelo 
meio bancos da 
igreja Matriz e depois que
que passavam estes homens ficam na frente próximos ao altar.
Eram essencialmente homens com
uma vestimenta ou
capa 
vermelha que cobria o
o tronco  que
e durante 
a missa ficavam junto ao altar.
Em 1963
tinham
a ordem das
irmãs de Maria 
que eram mulheres,
usavam 
uma vestimenta
ou
capa branca que cobria
todo tronco e situavam junto ao altar em frente aos bancis
durante a missa.
Lembro
de
ver 
o Sr. Tadeu Pelle 
integrante
dos Irmãos 
do Santíssimo 
na missa
passava durante no corredor
entre os bancos
para
recolher
a oferenda
em dinheiro
ou esmola 
num saco 
vermelho
de pano, 
na extremidade 
de
um
bastão 
de madeira.
onde
preso balançava durante a missa
com o vil metal 
ou papel dentro.
Até parece 
que foi ontem.
O almoço 

de domingo 
a multidão 
passava 
na praça,
quando
saia da missa.
Domingo depois da 
missa 
os bares
do hotel do 
Comelli,
Barulho
Paganini, 
ficavam cheios
do pessoal da 
colonia que vinham na missa
com seu burros e cavalos
haviam poucos 
que tinham carros,
quando tinha eram Jeep 
e Jeep
Rural igual
como meu pai 
tinha uma
azul.
Agora 
posso 
dizer..
é daqui,
ou 
de lá 
que vim 
para aqui..
ou lá  
que vou..
Agora, 
não 
estou 
no mundo 
virtual,
mas
um mundo real,
longe
de alguns 
ingratos 
sei 
e vejo 
aqui 
uma real 
maioria
de gratos 
humanos,
mas aqui 
estou
para repensar tudo.
Não é nenhuma 
fantasia,
é minha vida real.
O lugar longe, 
não é,
não,
nem de difícil acesso,
tem a praça,
de cara,
ai de frente 
a igreja matriz,
no meio 
de uma 
rodovia,
no alto
à direita, 
meu sitio.
Iomerê
é onde no horizonte 
há extensas colinas

..
A foto é da praça 

nos  
fim 
dos 
anos 
60, 
já com a construção 
do
pavilhão 
novo..
..
Uma vista
da praça
nos fim dos anos  
anos 
50, 
Ainda 
com 
antigo 
Frei Evaristo
e o 
Bar do Barulho.
Agora
estou 
no alto 
perto da
Serraria do 
Sr. Lino Mariani
não se 
vê muita casa, 
belo 
é o antigo 
Seminário, 
no alto,
a  Igreja de São Luiz, 
o Juvenato,
mais que um lugar, 
é um lugar que
se vê tudo 
no horizonte,
de monte  
de árvores  
nas
colinas
hoje só há além...
o céu azul...
da tarde.
Mato..
mato,
verde..
verde
A cidade ainda 
é pequena,
sempre penso,
tão pequena que
depois 
de duas voltas 
nas suas ruas...
já estava 
ou
estou
familiarizado,
com antigamente
do  tempo
do
Sr.
Pedro Penso 
o Escrivão
do Pedro 
o Italiano
das carroças 
de 
Mula
do Fiorindo
Zago.
Da cantina 
do Cometa.
Loja do Mariani.
O
açougue do Panazzolo
e Letti.
Gente de minha rua
meus vizinhos..
Familia de Primitiva 
e Rico Mugnol.
Família Edmundo 
Hentz. 
Família Colombo.
...
Mas mesmo 
neste lugar 
tão longínquo 
descobri que 
é possível 
encontrar cultura, 
hospitalidade 
e até uma 
certa 
emoção.
Com certo 
orgulho 
que falei 
com 
com
um amigo..
dizia..
mas
com 
um alivio,
alguns,
não 
moram mais aqui...
uns se foram 
outros tiveram 
que ir..
...
Eu voltei, 
Eu sempre volto
em Iomerê,
onde
posso ver 
todas 
estas 
montanhas
e ainda
tenho 
meu sitio 
agora..
e a 
linda 
cachoeira.
..
A gente vai passando
O tempo 
vai passando...
E ao ouvirmos o som 
da natureza...
e quem se interessa pela vida
do interior, vale lembrar, 
dos outros sons, 
dos anos 60,
do recreio 
no frei Evaristo.
Relembrar, 
sons 
são um 
presente e tanto.
Ver o que ocorre aqui,
tão longe da 
cidade pequena de outrora, 
longe do frenesi
crescente da 
vida moderna
mas que aqui 
atinge 
aos poucos.
Em meio a tudo,
vemos novos 
edifícios,
à redefinição 
incessante 
de Iomerê
do traçado 
do século 20
ao século 21,
suas imagens 
flagram 
ainda pouca
gente preocupada 
ou
em ritmo 
da cidade 
grande.
Longe do ambivalência
pressa/permanência,
pessoas, 
automóveis, 
caminhões
disputando 
o mesmo 
espaço...
Na calma Iomerê...
Há os que dariam 
um doce..
um
sorvete para mim 
degustar na praça,
originário
do Bar do Barulho,
ou Bar da Angelina 
Comelli.
Milhões  de palavras,
mas a 
fotografia sempre
vale por mil palavras,
e isto 
sem imaginar 
dos rumores...
sussurros,
aqui
sonegados 
pela fotografia...
Na festa do 
boneco de
neve na praça, 
em
que
foi na neve de 
Agosto de 1965..
No meio do boneco
feitos na praça 
estava
o Padre Ernesto. 
Mil sons... 
gritos e
conversas  
isto que não há 
na fotografia...

Pena....
O tempo 
na praça.. 
Caminhos 
e carreiros 
para 
o Grupo Escolar 
o
Frei Evaristo
e como escrevi
a Igreja e a Missa.
Havia um tempo 
havia grama  
e terra batida
apenas...
Muita historia 
no
tempo
nunca
sonegados 
pela fotografia.
Ganha um sorvete 
no 
Hotel do Comelli,
para ouvir 
o que  era comum
antigamente
o xingar do cavaleiro
aos meninos 
que assustavam 
o cavalo,
que soltavam 
suas 
escretas*bosta,
em via publica,
O tempo que 
se deixavam
os cavalos 
amarrados no 
entorno da praça 
ao lado do bar
do Barulho, 
pra ir a missa 
ou fazer compras.
A conversa dos homens no bar, 
na rua era sobre se ia chover...
Um tempo
que
Pessoas suspiravam 
mil palavras
é isto,
os rumores 
e cheiros
sempre
sonegados 
pela fotografia.
Na contramão 
da imagem,
hoje se valoriza 
muito o vídeo
eu aposto 
na  valorização 
da imagem 
e memórias
junto com o sonoro
da oralidade efêmera
sempre sufocada 
pela foto,
mas igualmente 
reveladora,
para redescobrir 
o cotidiano da cidade.
Da missa da Igreja...
das crianças na praça,
o desfile de 7 de setembro,
Costurando andanças por ai
e a minuciosa observação
de coisas variadas
(memórias, 
ficção, poesia),
podemos imaginar, 
rever as muitas paisagens
que se sucediam durante 
um dia por aqui,
acompanhando 
as reações ambíguas 
dos habitantes
à convivência entre 
os diversos
e diversos modos 
que se expressavam...
Havia um
personagem curioso,
que tocava o
sino da matriz..
O Chico Papudo.
Mas só a fotografia 
expressa
quais  e onde 
está a beleza natural
de hoje em Iomerê,
das colinas verdejantes
ao redor da cidade
dos contrastes,
na vida calma
e provinciana da cidade,
tédio entrecortado 
apenas pelos roncos 
e escapamentos da motos 
e carros
e ainda o pique ocasional 
de cada badalo do
sino, 
das explosões dos motores
dos caminhões...
e que infernizam a via central.
Quem tem olhos atentos 
e ouvidos
pode...
assim hoje, 
repetir e relembrar depois
de perambular..na antiga Villa.
E dizer
veja isto....
olhe aquilo.
Que pouco ainda 
restou
em tudo isso, 
de hoje..
desde 
os bancos 
da praça de hoje..
Da praça de ontem 
sem bancos,
da terra batida 
e grama
da Igreja Matriz e 
a festa do padroeiro 
São Luiz,
sim
era ali onde 
a vida pulsava, 
onde se 
observavam 
todos 
os passos,
todas as pessoas
era
onde tudo acontecia
em 1963 
em Iomerê.
Words
Rebel.
Photos
Rebel.
Osvaldo
Mariani,