Rebel: Imagens, palavras..minha essência... um amigo da natureza

Rebel

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domingo, 30 de agosto de 2015

Sou um homem comum.

Penso, enfim, 
sozinho,
tomando café da manhã,
sonhando com um amor
que ainda não existe,
com uma família 
que desabou... 

com um sucesso meu
efêmero ou não, 
o vento que sopra
na janela...
A aurora,
prenuncia..um belo dia..
Imerso na minha solidão.
O que falta em mim,

pois eh..

um homem 
que venceu,
maduro, 
na vida equivale, 
no imaginário de uma mulher, 

um ser flambado em ouro...

Há pouco era 
um homem nu 

dormindo só, 
na cama...

Deve ter algo errado comigo..

será por medo,
Sera o que está por trás
de todo ser...assim.
Até que é o que sei 
sou dos mais seguros
e comportados
Deveria continuar a morar
na minha 
casinha a beira rio
e
com a companhia das bananeiras.
"Hoje só me interessa coisas
de um homem comum e o
que as pessoas comuns vivem".
Como isso implica muita coisa,
não me interessa mais,
não é me esconder atrás de nada,
nem pra negar minha insegurança. 
Há muitas pessoas certinhas 
por ai
isso quer dizer 
são pessoas inseguras,
evitam mudar o cabelo ,
o tipo de sapato,
a roupa da moda,
tudo muito,
mas sempre,
estão muito parecido aos outros..
lhe dá mais segurança..
ser igual isso....
pois
ser diferente não há isso,
então ai se
escondem atrás disso,
chamado moda, ou tendência,
porque não são capazes
de falar em primeira pessoa.
Medrosos e pouco criativos,
levam a vida assim,
sempre cheios de medo,
e medos da opinião dos outros
ou dos amigos ou inimigos e 
o que importa é
o  ser parte da boiada
e do aniquilamento
da individualidade
Meus desafetos que
me perdoem
sou muito comum 
e
falo na primeira pessoa
sempre que posso.
Reconheço minhas falhas 
e culpas,
minha máxima culpa: 
tenho dado
razão, pra pensar assim.
Quando um ser é chamado
por um subalterno de "sir":
 "Don't call me sir, I work for living"
(não me chame de "sir",
eu trabalho pra sobreviver).
Esse não é o meu caso, 
sou  um ser que vive,
as vezes de uma 
catarse 
e brasileiro embora goste
e tenha cidadania Italiana,
do meu Avô Silvio, entre tantos,
que veio pra cá 
e aqui se virou como
pode, 
deixou um legado lidando com
medos e crises repetidas
na primeira guerra e segunda,
com autoestima média,
foi um longo do caminho...
até a mim...
sempre penso nele quando
vou a Tangará...
vou ao Cemitério, 
no seu túmulo.
Como todo mortal, 
faço o que posso
diante da opacidade 
do mundo
e da mentira geral 
que permeia
a ordem das coisas.
Mas não sou um pessimista.
Existe a beleza 
e a generosidade
no mundo,
elas se misturam a tudo mais,
como o ouro, 
se mistura ao lixo,
à lama e 
à violência do garimpo.
O próprio fato 
de que hoje 
estou
aqui falando isso, 
é a prova cabal
de que não posso 
negar a felicidade
e o sucesso que existem....
como
possibilidade 
na vida dos homens comuns.
Tá bom..
dizer umas boas coisas 
da minha vida,
mas 
fiquei um bom tempo,
sem sonhar com mulheres
aquelas cantadas por Caetano..
do Caetano 
Fonte de mel
Nos olhos de gueixa
Kabuki, máscara
Choque entre o azul
E o cacho de acácias
Luz das acácias
Você é mãe do sol
A sua coisa é toda tão certa
Beleza esperta

e sobre pôsteres do Che Guevara..
nunca tive..
Mulheres reais ainda são 
as melhores amantes.
Não sei,
qual é,
" a melhor" 
de algumas de fêmeas dadivosas 
que em enchia de prazer... 
e de dizer "foi bom para ti..". 
Quem nunca viveu algo parecido...
Se uma paixão depois,

nos maltrata, 
nos escraviza é, 
por alguma razão obscura, 
essa é uma das partes 
não,
mais fascinantes da vida..
Hoje, sei que estava 
muito mais fascinado 
por aquela mulher,
em ser aquele homem poderoso 
ao tê-la...
Se ficou
indignada
será que não entende..

este papo...
é que não compactuo com a repressão
que hoje tende a destruir 
o pensamento
livre.
Mas não pense que, por isso,
acredito
que esteja "construindo
um mundo melhor".
Como dizia um amigo meu, 
filho médico de 26 anos: 
eramos colegas.. 
"O sofrimento é.
algo que se repete,
constante, 
sai de um lugar, 
aparece em outro".
O fato de não compactuar 
com a mentira do bom-mocismo 
é, em mim, 
uma condição quase fisiológica,
sai como um grito 
de horror incontrolável.
Não é uma virtude, é um vício.
É uma dor que pede alívio imediato.
Quer exemplos de máximas 
que me fazem urrar de dor..
"Todos os homens são iguais e legais",
"não diga coisas que façam as pessoas desacreditarem 
nisso ou em si mesmas",
 "o mal está por ai não 
há como negar 
é uma constante da natureza humana",
 "não existem culturas melhores do que outras", 
 "as mulheres são  
e estão solitárias em suas carreiras profissionais bem-sucedidas",
"os homens modernos não sentem
que são manipulados 
pelas mulheres,
agora emancipadas,
mas que continuem 
a fazer chantagens emocionais
como suas avós faziam
pra submetê-los a sua 
vontade dominadora",
"a natureza é uma mãe".
não é igual a dizer, mãe do sol.
O que falta em mim não é o medo
que está 
por trás de todos
uma unanimidade.
Não tenho medo 
que usem algo 
contra mim.. 
Nada.
Não sou nada,
como todo brasileiro, 
sou uma exceção
não sou uma mistura de europeu, 
índio e negro.
Sou apenas Europeu..
nascido aqui...
é não é a terra que conta...
em ser ou não ser.
Como todo mundo, 
tenho alguns preconceitos
e quem diz que não 
os têm 
são os verdadeiros preconceituosos.
Vou continuar a tentar,
ter a minha 
liberdade de pensamento,
mesmo que forças opostas 
me digam o contrário.
Se existe alguma  mediocridade,
tô longe 
dentro do meu silêncio 
e do meu medo.
Quando falo que sou...
um homem comum,
penso no homem comum do livro
"O Homem Comum", de Philip Roth.
Penso naquele homem 
ou naquela mulher
que, quando vai ao cemitério
e vê um caixão baixando ao solo,
inevitavelmente sente um frio,
na barriga 
e um desespero na alma.
Penso naquela mulher 
que se vê abandonada,
depois de anos de dedicação 
a um homem
só porque chegou aos 40 anos
porque não tem mais 
aquelas curvas,
ou não consegue mais 
sorrir tão fácil.
Penso naquele homem 
que sabe que
sua vida está pendurada
por uma corda,
que aperta seu pescoço
cada vez que 
os juros do seu cartão
de crédito sobem.
Penso naquele idoso 
que não vê
mais seus filhos
porque envelheceu pobre...
vou continuar,
pensando,
aqui,
na minha casinha,
no mato e cheia de natureza
no meio do mato...