Rebel: Imagens, palavras..minha essência... um amigo da natureza

Rebel

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domingo, 26 de julho de 2015

Ardia nos olhos.

No sábado..
Emoções 
e ânimos...
flutuando..
o olhar,
vendo do alto 
na cidade..
bela, mirando prédios e o rio,
já que não há lago.. 
hoje,
teve na aurora.. já um premiere de
um belo dia.
Olhando, o texto vem a mente,
vejo....
e escrevo daqui....
LEMBRO-ME , de uma
época,
na faculdade Federal Medicina 
em Pelotas, 
no bairro do Fragata, 
tinha lá lagoa e lagos ótimos,
a grama verde,
o bar, 
e um lugar insólito,
a sala de anatomia, 
lembro 
da disposição das mesas 
de cimento, 
as mesas metálicas 
e da temperatura fria...
os cadáveres
do cheiro de formol que exalavam, 
no centro de anatomia.
Um cheiro forte...
um vapor que ardia nos olhos, 
era o formol,
que pairava no ar..
nas salas 
de dissecação, 
salas de anatomia,
como que um espírito,
..sava tudo como filhos 
de um deus indiferente 
pairando sobre  a mente,
cada vez que olhava,
os corpos e muito formol.
Minha escolha era ser Médico, 
aprender anatomia o ofício, 
uma escolha 
de quem seria Médico. 
Faltavam cadáveres na escola,
por isso,
íamos, 
éramos 3, 
ao necrotério...
em Porto Alegre,
dali cerca 300 km 
nossas indiferenças e junto as vezes  nossas sensibilidades iam lá.
Pensávamos então: 
"Cadáveres frescos, 
que legal!".
Infelizes assassinados, 
atropelados, 
mortos mendigos, 
sem atestados de óbito, 
caídos nas ruas,
cadáveres solitários, 
chegavam todos 
para necrópsias, para nós era só 
o estudo de anatomia.
Decidido a aprender, 
a manipular 
o corpo humano,
com uma objetividade, 
que fizesse inveja 
a qualquer colega
mais sensível, 
escolhia mas o domingo ir de forma solitária 
ao IML...
para revisão de anatomia
e ficava hora e horas sozinho 
lá ou ali.
Com algo próximo,
a palavra "mal"
que me vinha aos lábios, 
era a banalidade beijando na boca... 
na alma,
sentia meio perdido as vezes.
Por quê..
as pessoas morrem de morte 
violenta,
tanta  ou com mais frequência 
era que ocorria,
o mal os encontrava,
na sexta feira ou sábado à noite...
e ai tinha cadáveres frescos.
Talvez porque saiam, 
de seus empregos banais, 
que
vivem cada dia, onde habitam, 
na mesmice, 
na sua condição de nulidade 
na degradação.
e nos fim de semana,
queiram dar vazão,
sentir por alguns
instantes a doce 
irresponsabilidade, 
com a vida, 
nos lugares públicos ou privados.
Na verdade, 
sentia  ali que,
há um custo em ser
uma pessoa honesta 
e séria na vida,
até ser politico honesto.
Sempre  fui preocupado,
com as 
consequências dos meus atos...
via ali que o mal  habita a carna e o cerne 
de onde tem origem o mal.
Às vezes, uma vida correta 
se revela uma forma 
desdém,
de escravidão.
Muitas vezes não se ganha nada 
com a bondade 
e a dedicação.
E aí, na pequena desventura, 
um acidente, 
um tiro, 
um assalto, 
a vida acabando,
alegrando a vida 
de um estudante, 
ávido só por aprender anatomia,
nem sempre subjetivo, mas cheio de objetivo 
e indiferente.
Diante a constatação sentia ali a condição humana, na 
banalidade da vida destes seres,
como que tudo no banal,
nos beijasse na boca,
de um anônimo.
Acho engraçado que alguns estudiosos
das ciências humanas riem pensando
que gente grande 
se assusta com frases como
"o mal não existe".
existe sim e esta na boca dos bandidos 
e dos assaltante
e dos político de merda que tem por ai. 
Até dos advogados, comerciantes etc,
de merda, 
que um dia tiveram a sorte de ter algo
e se acham menos que merda.
Riem porque julgam que dizer,
"o mal não existe" 
se constitui numa afirmação 
viril da objetividade científica dos Voltaire 
da vida 
das ciências humanas...Sigo com Hobbes.
O "mal" é relativo às crenças culturais.
Aprendemos isso hoje 
já no jardim da infância.
Nas ciências humanas, 
a objetividade científica 
se encontra em seu estado infantil 
e inseguro.
A verdade  é  que há aquela humilde 
forma de se dizer do bem  
que existe 
mas não se sabe qual é o limite.
Há  uma maldição que exala 
por todos os humanos 
que é desnecessária  
ou de necessária,
faz parte da vida...
da cobiça, e dos invejosos.
Ela é conquistada como uma praga que vicia
e um vírus que Aleja e não mata, 
a quem a conquista.
A palavra "mal" representa que 
mal existe no mundo,
vejo hoje,
como 
uma "substância contaminante",
que 
representa antes de tudo
a minha percepção de muitas pessoas
que o mundo,
me fez conhecer,
 não faz sentido dizer seus nomes,
eles se encontra...por ai, 
em Curitiba, Pelotas, em Videira,
e outros pequenos lugares...
ou grandes, enfim no mundo.
E de que esta percepção se impõe
como insuportável.
O "mal" identifica o mundo
 de hoje,
o mal que vem,
 "a inveja" 
e leva a um vazio 
quem se ressente 
no "poder criativo" e
que o mal abriga,
e sempre esmaga 
esse poder  
de criação dos ser humano.
O "mal"  é 
um "Coração em Trevas",
no  abismo, 
do mundo e da alma, lá vive,
como um um príncipe 
servo da desordem e crueldade.  
Um principado de alguém 
que sempre estará 
mergulhado em trevas,
barrado e dominado na força inerte, 
da hipocrisia,
que é isso, 
ou tudo o que temos...hoje,
O "mal" se dissemina hoje 
por todos os lugares
diz cheguei na noite escura,
que qualquer pessoa 
de valor ao ser abatida, 
percebe, 
como uma bela gaivota, 
sem nenhuma razão especial, 
beija na água do mar  e segue  
voando com a indiferença dos lugares, 
das pessoas.
Lendo Kant,
sim   ele 
vejo
que ele,
pode que ajudar aos "cegos", 
que ainda acham....ou que é  uma
grande coisa afirmar que
"o mal não existe".
Segundo Kant, 
a razão tem um princípio embutido,
que se chama,
"principio de razão suficiente".
O que vem a ser isso?
Buscar "suficiência" no mundo
é buscar sentido nele,
é esperar que, 
ao final, 
o sofrimento seja justificado
por algum bem maior.
Quando esse bem maior não surge, 
a razão entra em agonia.
 A "banalidade do mal" 
faz parte da modernidade.
que nos liga hoje,
por alguém
que habita o mundo,
no ser assassinado  e brutal 
ou não, 
num acidente,
num assalto simples com uma peixeira,
ou arma  de fogo em punho
um mundo...que acha tudo isso algo 
rotineiro 
e já não se choca mais
Eu e meus colegas ríamos enquanto 
abríamos crânios
e espalhávamos 
sua gelatina cerebral
sobre a mesa metálica.
No intervalo, sanduíches, 
Coca-Cola e cigarros (bons tempos).
Superar aquele mal estar "ingênuo", 
era parte essencial..mas veio depois
de minha formação Médica.
Ali depois, abríamos as gavetas 
e pegávamos mais um.
Nos meus piores momentos,
ainda vejo aqueles crânios rachados,
mergulhados no mais absoluto silêncio...
da sala de anatomia.
Ali, aprendemos a objetividade científica 
na sua fonte:
e a banalidade da morte.
pensei isso diante muito diante 
do lago de Pelotas..ou lagoa dos patos...
por isso não há a foto...
ou outra lagoa outros tempos,
ma uma rosa
e diante da beleza..
pensando 
continuo e 
escrever sobre a maldade humana...a indiferença.
Tem coisas..que é a vida 
eh um longo processo 
da domesticação 
de nossas percepções..
e mais que isso, tem longo 
processo de aprendizado..
O belo..o mais interessante que,
é que devemos aceitar,
 e que nele há muitas coisas 
que saltam aos olhos..
por falta de tempo ou oportunidades..
nunca chegarão..
jamais aos nossos olhos.. 
deu nisso acordar cedo...
por isso não eh bom deixar 
de lado um belo olhar,
como este da uma aurora,
deixa tudo fluir...
Por ora..eu..vejo  aurora,
me calo enquanto aguardo, 
e observo, as vezes até em silêncio, 
com o movimento...
do sol com.. 
cada um tem seus movimentos..
no nosso mundo real...até o sol
Vem aqui...
comigo não existirá algo tão belo, 
outro dia..
o de hoje é só de hoje..
é um um lugar que existe,
neste lugar lindo que ainda estejamos acostumado..saudade do frio dai  e 
aqui há pouco tempo, 
dá um preguiça num sábado.
E aqui tem .....
Tem muita coisa INTERESSANTE...
Aqui há o invisível no vento sobre 
o frescor da pele..mas
só beleza aos olhos...
na bondade.