Rebel: Imagens, palavras...a essência... a natureza

Rebel

LOOKING IN WINDOW


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sábado, 3 de outubro de 2026

Poucas Flores.

Prefiro 
estar 
 com 
quem 
realmente 
importa....
ou 
em situações 
que 
me fazem 
bem...
Sim
acho
não
há ninguém,
explique
ou
que não entenda
isso
.
longe 
e tão tarde...
foi isso...
sozinho.
na noite 
fria 
e 
na luz 
do silêncio, 
no sono.. 
que não vinha...
Isso..
meditava 
sobre tudo
e todos...
Quase dormindo,
me concentrava...
Eu,
então vou por 
este caminho,
menos conta
o 
vento frio  
lá fora,
e as folhas 
no chão...
as poucas flores.


1840

Claude Monet 1840... inspira estas palavras.
Se você vive vive de forma correta no bem.. você cria paz e harmonia, maior é a alegria e felicidade.


Wasted Years II

...
A música que me
embala...chama-se
Anos 
perdidos...
Wasted Years. 
Iron Maiden.
...
O passado,
vem ás vezes 

à mente, não é tudo...
que penso...
mas é algo que
sinto ás vezes,
me agitando
no corpo
e
na mente,
uma certa pressão como
que estivesse em
cima de mim,
assim me sinto,
escrevendo
tudo isso,
sinto que.faltou algo,
no tempo que passou,
eis.
..nossa imperfeição.
Se há algo que

nos faz humanos
é
a dita imperfeição .
Como um sonho,
presente ou
um velho sonho
ou sonho
antigo, vejo todas
coisas
que já fiz.
que se tornaram
sonhos velhos.
Mas a história
continua..

um dia após 
o outro, ando
cercado 
mesmo
de realidades
próximas.
Meu computador...ao som do 
Iron Maiden, ali
fecho os olhos e lembro
o tempo que se foi.
tudo é meio perda.de tempo.
Voltar no tempo, 
ao passado,

ser saudosista,
mas...
Sentir,
criar,
pensar, 

em
algo
que poderia
ter sido diferente,
Anos perdidos.
A poesia..
A canção..
fazem parte do momento.
A alma tem a ver como
uma canção.
O tempo se impõe,
na distância de tudo.
O amor que se foi
meus avós,
minha infância
num lugar que vivi.
Talvez só por pensar,
já há algum tipo de afeto..
isso,
seja por assim dizendo,
algo melhor,
longe...
Num mundo,
quando pessoas
são excessivamente,
presas ao cotidiano
e por isso,
só sobrevivam
coisas
do dia a dia...

o novo logo 
vence o velho
e o novo

fica velho
e logo
descartado,
são tudo
emoções fluídas.
Em meio a isso,
tenho o cuidado
de não tornar-me
um refém
das
vivências
passadas...
e nem um
ressentido.
Muita coisa na
vida da gente
é vaidade,
mas não é tudo,
digo,
"nem tudo é vaidade".
Neste instante, experimentei,
a sensação
de voltar
na
Vila Bressan,
em que vivi ali, não
vendo lugares cheios 

de
árvores,  apenas
o rio. 
o trem
como quem
diz pra si 

em sua mente,
aqui foram 

dias felizes
da minha vida.
Lugares que

me remetem 
a momentos
passados 

há 50 anos
atrás,
uma rápida emoção,
vem aos olhos, 

no passado feliz
que não
existe mais,
Essa catarse de
relembrar,
belos momentos,
instantes
lindos da minha vida,
 
não afeta 
muito
o
presente, 

apenas
sou
daqueles
que
valorizam
antepassados.
Há poucos dias,
uma amiga 

disse-me
que considera
uma mentira
a ideia de que
sempre amamos
nossos pais 

e familiares.
Concordo com ela.
Acho que talvez
possamos mesmo,
não sofrer tanto,
imaginar
a vida assim,
ao imaginar
que nem
sempre
nossos
pais e irmãos 

são 
escolhas afetivas
nossas,
significa dizer

que nem
sempre 
amamos eles,
que

me parece uma
dessas idealizações
que alimenta o mito
de que a família é  algo
que nos é imposta,
de quem
a gente ama e
será sempre fiel.
Nem sempre há

solidariedade 
e amor
ou algo assim,

que
se retroalimenta 

em seus membros.
Ao contrário,
acho que,
às vezes,
pode ser mortal
para seus
membros
porque
mesmo o amor,
às vezes,
não é presente
e há ódio e rancor 

em cada coração
que
aniquila.

Admitir isso
não rola,
fim.
Tenho alguns amigos,
mas não muitos,
é claro que 

pensam assim..
A generosidade nem
sempre é 
algo presente
na família.
Sou um

cara meio
chato
e
de prazeres
solitários,
por isso,
me esforço
em relembrar,

mas
confesso que 

admirei
muito meu
avôs Silvio
e
Catarina Dalmolin.
Pensar
que eram
além 

dos outros,
na amizade
sincera ou
sua generosidade é
quase tê-los  

sempre presente
ao meu redor.
Tudo de bom
que
aconteceu
louvo mas quando
as coisas vão mal
me faz supor que,
afinal,
há dela
alguém que
carregamos
na palma da mão
com a ingratidão do mundo...
Na minha
consciência
é que temos sim,
um
lento
caminhar
pelo mundo,
mas é sempre

muito solitário.
Quantas vezes
tivemos
momentos
atormentados
pelo sentimento
de insignificância,
ingratidão 

e indiferença.
Quantas vezes
atitudes nossas
pereceram sozinhas,
diante da 

incompreensão,
da espera 

de um afago,
de uma resposta,

que não veio e não virá.
Quanto
afeto e gratidão
se
perdeu 

nestes anos..
Eu sei que
por ser tudo se 

parecer
tão volúvel
e insensível.

mas 
coisas assim
acontecem.

A
vida
com afeto ou amor...
são  essenciais
não tê-los é  nada.
Amor é algo 

desejável,
mas acontece

que muitos lares, 
o amo não 
está presente
entre 
seus familiares 
ou
em parte deles.. 

A vida sem afeto, 
fica
insuportável..
e
foi isso em par te,
que vivi,
que vi,
que senti, em 

muitos
momentos, 

que já
rememorei tudo 

e
comigo entendo
o que a gente
não deve estar
sempre procurando, 

os
anos dourados, 

mas
a gente vive 

sempre
os anos dourados
por estar vivo
e com saúde.
Tá escrito
anos perdidos II
assim entendo,

nem tudo está  
perdido.
Wasted Years II.






Words VIII


Tudo o que escreveres
para outra pessoa
pode ser usado a favor ou contra você.
Ou ao menos
ser publicado se você
o destinatário
ou a história envolvida
tiver alguma
relevância a quem escreve ou quem recebe.
Em blogs,
"garimpar cartas,
cartões, fascinantes"...
pode ser uma boa medida,
que não comprometa
quem escreveu ou recebeu..
Cartas ou desde um cartão..
eu já coloquei aqui..
até com cópias acompanhados,
omiti sobre
qual é a fonte da carta.
É incrível pensar
que há tanto tempo
as pessoas já fazem ou faziam isso,
escrever palavras certas
de coisas simples e interessantes.
Não importa o quanto
avancemos em tecnologia,
nossas personalidades
são iguais.
Eu comecei a blogar
em 2008, para passar o tempo.
num trabalho
entediante e até autobiográfico.
Agora me faz pensar
na internet com mais carinho.
Nunca escrevo muito,
mas gosto de ficar com tempo para atualizar o blog.
Percebo que nas cartas que tenho há muito tempo.
ainda me tomam
muito tempo,
às vezes gasto horas
relendo, para delas
refazer ideias e ter inspiração.
Sobre novos posts...
essa reinvenção faz rejuvenescer...e leva ao novo então.....vem sempre algo novo por ai.
Trabalho duro e obstinado.
A força não provém da capacidade física. Provém de uma vontade indomável. M. Gandhi.

Caribbean Blue

Caribbean Blue é uma das músicas mais marcantes de Enya. Lançada em 1991 no álbum Shepherd Moons, a canção se destaca por sua atmosfera etérea, os vocais suaves e os arranjos que criam uma sensação de paz e contemplação.
A música fala sobre imaginação, sonhos e a beleza do mundo, transmitindo uma sensação de liberdade e serenidade. Sua melodia envolvente e quase mística ajudou a consolidar Enya como um dos maiores nomes da música new age, tornando “Caribbean Blue" um clássico atemporal apreciado por várias gerações.
Mesmo décadas após seu lançamento, a canção continua encantando ouvintes ao redor do mundo com sua combinação única de sons celestiais e uma atmosfera que convida à reflexão e à tranquilidade.





























Somebody

Dizer adeus...pode ser para  alguém que vai e não  volta..

Sobre quem vai e não volta, expressa a dor da partida, o desapego e a certeza de que alguns caminhos não têm retorno.

There is space in life

Na vida há espaço para o amor...para as ternuras...para os carinhos...💛💙❤️
Essa sensação gostosa... deixa a alma leve...o rosto com um sorriso...no olhar um brilho daqueles que amam...
Neruda... disse..
O teu carinho
levado a alma...
que tem feito me
sentir mais ‘humano’
ultimamente...
tem-me faltado palavras..
pois o que sinto
tem-se avolumado...
tem crescido...
tem
se aperfeiçoado,
evoluído, o carinho
por você...
tem
sido tanto amor...
tanta ternura
que me invade...
essa
energia de amor
que me move
vai dentro...
em sua direção,
parece que
me invade a alma...
preenche os
poros...
me eleva...
é minha pedra rara...
minha alma
preciosa...
de ti..
que preciso,
amor... amei...
amei ...
falar com você
na madrugada...
não falamos de
amores...
mas falamos de nós...
o que nos acontece...
o
que vai pelas
nossas mentes,
as
nossas vidas...
não imaginas...
afinal...
nos
conhecemos..
temos nossas
intimidades...
Aprendi sobre
que gostas no
o banho,
trocar de roupa,
café, etc...
e sei...
doce como você é...
sei que se
perguntar mais
falaria..
que não a estaria
‘perturbar’ ...
ou que o estaria
‘invadindo’...
seu..
mundo..
tudo vem
das
entranhas,
de nós mesmos.
Todas as melhores coisas são tão breves...
Então, as nossas melhores coisas,
são leves...e breves.


Françoise Gilot

Françoise Gilot deixou Picasso e levou os dois filhos com ela. Anos depois, decidiu contar como era viver com um dos artistas mais famosos do mundo. Ele tentou impedir a publicação do livro na Justiça. Perdeu três vezes.
A separação aconteceu em 1953, depois de uma relação de dez anos. Segundo Françoise, Picasso dizia que, sem ele, as pessoas perderiam o interesse por ela. Para uma pintora que buscava reconhecimento pelo próprio trabalho, aquela previsão atingia justamente o futuro que ela queria construir.
Quando os dois se conheceram, em Paris, em 1943, ela tinha 21 anos e ele, 61. Picasso já era uma celebridade internacional. Françoise começava a expor suas obras e havia contrariado o desejo do pai, que queria vê-la seguir carreira no direito, para se dedicar à pintura.
Ela já era artista antes de se tornar companheira de Picasso. Mas, ao lado dele, seu nome passou a ser associado principalmente aos retratos que inspirava e aos dois filhos do casal, Claude e Paloma.
Nas memórias que publicaria mais tarde, Françoise descreveu uma convivência marcada por controle e humilhações. A admiração pelo talento de Picasso não a impediu de reconhecer o sofrimento daquela relação. Em 1953, decidiu encerrá-la.
Sair, porém, não significou deixar os conflitos para trás. Segundo seu relato, Picasso pressionou galerias para que não trabalhassem com ela. A separação também trouxe o afastamento de pessoas ligadas ao pintor.
Françoise continuou produzindo. E, em 1964, publicou “Vida com Picasso”, escrito com o crítico de arte Carlton Lake. O livro mostrava tanto o artista trabalhando quanto o homem na intimidade, com suas contradições e comportamentos difíceis. As tentativas de barrá-lo fracassaram, e a obra se tornou um sucesso internacional.
Enquanto o público lia sobre seu passado, ela seguia construindo uma carreira. Expôs na Europa e nos Estados Unidos, explorou novas formas de pintar e também trabalhou com gravuras e poesia.
Em 1970, casou-se com Jonas Salk, cientista responsável pela primeira vacina contra a poliomielite. Sua produção artística continuou, e suas obras passaram a integrar acervos como os do Museu de Arte Moderna e do Metropolitan, em Nova York.
Françoise morreu em 2023, aos 101 anos, deixando uma produção que atravessou mais de oito décadas.
Picasso ocupou dez anos de sua história. Depois de deixá-lo, ela ainda teve outros setenta para viver, trabalhar e assinar as próprias obras.



Lady in Red

Ousar, Sonhar,
Amar, rimam com 
felicidade.
O sentido secreto da 
cor vermelha, 
descobre-se.
Sentidos aguçados.
Momentos vividos, 
no vermelho, 
da pétala, da rosa macia,
e  perfumada, 
bem cuidada, rubra e
jeito doce,
a ternura amorosa, 
verdadeira a beleza.
destaca-se como as
rosas..
Ofereces  
beleza
um plus
o
sentido
delicado, 
beleza 
e suavidade 
do amor.
Beijo suave,
Beijas com arte,  
Beija devagar ao
mais rápido,
Beijo lentamente,
Delicadamente
provas teus encantos.
lábios, 
ancas,
o corpo todo,
centímetro 
por centímetro,
na  orelha esquerda 
ou na direita,
soprando 
doces palavras
és o fogo,
chamas 
e desejo.
Esses beijos 
quentes 
agradáveis até
selvagens..
Nem no sonho 
pude vê-la assim..
E
Senti-la  por toda parte.
Somente você.
Vejo-a, de vermelho.

...
Como uma 
rosa vermelha
muito mais que
meu sonho,
do vestido que 
você estava usando
essas luzes, em 
seus cabelos,
Aqueles olhos 
fisgando os
meus olhos.

..
O vermelho
está além,
a mulher
fica
muito
mais
que um
anjo..
Nunca 
vou 
esquecer,
mas
foi
de 
enlouquecer, 
o vinho,
o batom,
o vestido 
vermelho
que você
estava,
esta 
noite.

Happiness by Spinoza

A felicidade nunca 
deve ser fruto
da sorte mas uma 
virtude, uma busca
de cada um, na própria 
essência de cada ser.
...
Não vivemos 
para a 
infelicidade 
e o sofrimento.
Não nascemos para sofrer, nem sofrer é redenção de nada.
Devemos.:
Sorrir
que não é o mesmo
que rir,
Viver sem lamentar-se, sem odiar, mas compreender
que a vida 
é isso.
Ninguém é perfeito.
Erros acontecem..
Enganos acontecem..
Perdoe e esqueça.
A felicidade é ousar...
O ousar é 
correr o risco 
de ser feliz..
Que ousa arrisca, que não ousa já perdeu.
Não se retraia diante da vida.
Não chore;
não seja indigno.
Entenda,  que
A verdadeira 
felicidade consiste
em compreender que tudo é assim, a terra gira e o sol vem e independe de nós,
e a felicidade não, temos escolha...
*A felicidade não é um prêmio da virtude,
é a própria virtude.
Estas
*Ideias de Spinoza.

Ao tempo foi entregue

Esse pequeno ser
que vive na minha 
alma humilde, sem ilusões maiores,  se defronta com um mundo consumista...o mundo de muitos de
quem pensa que tudo 
na  vida é isso, engana-se quem não acha isso, mas acho  algo que nos levará
ao inexorável fim.


Mas há  simplicidade,
há humildade
há de ser pequeno,
para ser grande
na jornada da manhã, até a noite.
Há  um ser que olha de longe..as mazelas do
mundo moderno,
do consumo, Ncomo um furacão nos assola. 
Tatuado na minha alma
há  estes atributos 
e isso me deixa mais
esperançoso,
num o mundo que
se acha demais, 
só é mortal,
todos...
até quando o destino comum bate as portas, 
e como quando no vento,
a folha de outono
que tem um chega. 
um fim..foi seu tempo,
é varrida o tempo a estação lhe  impôs um fim,
nada mais além do outono,
levando ao vento 
e ao frio  
e  voando seu fim, 
por ai...
Só um  vinho descendo 
na garganta
preenche meus dias de solidão
e previne a tempestade
que depois às vezes 
me toma na insônia
minhas horas da noite,
tem sido assim...
um vinho para aliviar
as tempestades
e a insônia
Todas as manhãs,
talvez não saiba
mais os fantasma que vivi a noite ou é amnesia que toma a mente ou meus pensamentos
que lá na mente 
vagueiam  na noite...
Neste mundo imperfeito
foi, talvez, 
um bicchierro de vinho 
sangue forte,
e um sorriso desleixado no
café da manhã,
nascimento para a alegria
de um dia cobiçado,
o olhar em frente a 
o céu  de encontrar
o meu rosto, 
na manhã
espalhando outras palavras
que estava
em seu canto da mente
do inquieto até o coração se
a bater incessante,
Uma vista do horizonte germinar
reflexões de anos,
e piscando na beira de uma estrada
dia recompõem a vida,
depois de uma noite turbulenta, 
é assim que um dia, 
encontrei minha menina mulher
Hoje, aquela senhora
que as vezes bate
na minha porta no domingo
olhando para aqueles extravios que
se estendem no quarto desarrumado
Um bom dia na verdadeira mão,
 já com sua 
rugosidade.... 
Hoje o mesmo  cara avistou o horizonte
mudou suas roupas,
sentiu  um pouco mais velho
e não através de mim
como o tempo quando os meus olhos vislumbra
hoje no meu ombro sente o tempo 
e não sentir as costas o passado
crepúsculos, dias que se foram
No  meu ombro,
meu olhar
para além
mistura de orgulho e nostalgia,
porque essa mulher
não dorme mais junto 
ao peito,
Hoje dá-me o sorriso das
profundezas da sua alma,
Hoje  eu queria, 
cheirar 
um perfume
de uma mulher
em quem..
no tempo no tempo...
não como um amigo...
mas como um ser especial,
que volta e meia me visita. 
..
Words
Photo
Rebel.

Além do horizonte

Uma pergunta 
nasce 
do olhar
no horizonte 
distante..
o campo,
a colina,
a cabana,
a liberdade, 
a estrada,
sigo o caminho,
Os olhos passam
por toda 
imensidão,
no horizonte,
enxergo
muito mais.
Não 
não se vê, 
onde acaba 
o mundo,
apenas se vê 
onde o sol nasce
e vai cair..
Às vezes você
vê muito mais,
nada se compara
a um crepúsculo.
E
é quando 
se diz
que o dia 
se foi.
...
A vida, 
está
no 
momento olhado
no 

horizonte
deveria 

sempre
dar uma 

ideia
de perenidade,
de continuidade,
de espírito imaterial, 

imortal...
senão é uma 

ideia de desespero,
uma ideia 

de inutilidade 
existencial,
um despropósito viver...
Fica assim quem
não tem vida 

espiritual,
não acredita 

na eternidade,
senão 

ficaríamos aqui,
a “perder tempo”
a ler o horizonte,

a ver o horizonte,
sem fim
sempre lá,

sem nada dizer,
não é.
Sem Deus, 

sem vida eterna...
afinal 

que vida seria esta,
o que estaríamos 

fazendo aqui,
para quê...

A vida dos ateus 
talvez seja assim...
Todas estas sensações 

tem sentido.
Acordamos
num mundo encantador
E tudo mais vibrante....
no gosto de uma fruta saborosa,
a luz do amanhecer,

de um poente
que chega a mim,
não sei de onde,
tudo bruscamente ganha
qualquer sentido.
Acabo de pensar...
qualquer emoção,
vem da beleza,

que
dispersa no ar... 

desde o amanhecer.
Alguns dias 

serão  piores se
apenas nós passamos
distantes desta natureza...
Alguns dias se a natureza apenas, vivemos
sem adornar os olhos.
No meu horizonte,
Algumas coisas apenas
vem à  mente
até o crepúsculo 

do dia.
Alguns dias 
apenas,
assim. 

uns piores, ou
melhores que ontem.
Além 
do horizonte.. 
dá está ideia.


A Amante de Freud

Todos somos, sensíveis..
e em momentos,
de certo modo,
insensíveis.
Freud não era exceção.
A sensibilidade
é clara em suas obras..
Entretanto,
muitas de suas atitudes
assombraram...
O sensível e o insensível,
conviviam na
mente do pai da psicanálise.

Romance retrata a
cunhada que teria
sido a amante de
Sigmund Freud.
Refere-se
a irmã de Marta,
Minna, morta em campo
de concentração.
Minna Bernays
(1865-1941),
era sua cunhada, seu vínculo
com Freud tem informações
restritas e poucas fotos,
cartas e relatos
de Martin,
filho do psicanalista,
na biografia,
"Freud:
Man and the Father". Minna, era uma
mulher bonita e culta,
e que Freud definia,
sua "maior confidente".
Jovem, foi morar
com a irmã Martha
e o cunhado e seus seis filhos.
Viveu por 40 anos em Viena,
com a família.
Os rumores de que Minna tinha
em Freud, um amante..
vem 1957, de Carl Jung (1875-1961) que revelou que,
50 anos antes,
Minna lhe falara
da culpa que sentia,
em ser amante do marido
da irmã.
Depois...em 2006,
um registro de hotel
na Suíça, os cunhados
aparecem como hospedes,
"Freud e mulher".
O romance
"A Amante de Freud",
de Karen Mack
e Jennifer Kaufman,
pega nesta história
de amor e da sofrida Minna.
As autoras,.andam no caminho da ideia.e como influenciou a obra de Freud.
"Saber que Freud.era amante da cunhada,.muda o modo como
vemos o que escreveu,
incluindo sobre
a culpa como o preço que
pagamos pela
civilização"
diz a autora..
Há outros estudos
sobre Freud, que relatam
que seu caso com Minna
não seria tão relevante assim.
"Há quem diga que Freud
cometia incesto similar
ao de sua teoria
do complexo de Édipo,
mas é diferente
ter relação com
os pais e a cunhada.
Dizer que isso
revoluciona a psicanálise é exagero.
No máximo, Freud
não é a "figura imaculada
que imagina ou se pensava."
"A Amante de Freud"
teve recepção morna da crítica
internacional, diferentemente de
"A Irmã de Freud",
o romance de Goce Smilevski, de 2010,.em que Freud diz de alguém, como "a mais doce"
de suas cinco irmãs.
"Enquanto as outras irmãs
formaram e tiveram
suas famílias, ela Minna,
ficou sozinha.
O silêncio sobre ela era tão grande que o romance não poderia existir em outra voz",
diz a autora de...
A Amante de Freud.
Poucas pistas vieram da biografia de Freud assinada por Martin.
No texto, o filho do psicanalista mostra que a tia
era rejeitada pela família.
Mas sabe-se que no livro
A Irmã de Freud,
Smilevskia coloca relembrando
a relação e questionando suas teorias.
Mas o que chamou
a atenção foi o ponto
de partida do livro:
o momento, em 1938,
em que Freud foge da Viena ocupada por nazistas,
levando até o cachorro,
mas deixando para trás as irmãs,
quatro das cinco morreriam
em campos de concentração.
"As razões pelas quais ele as excluiu da lista de nomes que poderia ajudar a sair
de Viena são que ninguém
sabe, é um mistério.
Deixei em aberto",
diz Smilevski, em
A Irmã de Freud",.
Psicanalistas rejeitam
a ideia de abandono....
"Ele não tinha poder para levar todas irmãs, embora tenha
tentado depois".
O pai da psicanálise
morreu um ano depois,
dias após o início
da Segunda Guerra,
sem saber o destino delas.
Quando "A Irmã de Freud"
saiu na França, a psicanalista
Élisabeth Roudinesco
criticou-o por retratar
um Freud "repulsivo".
Smilevski diz que
"todos somos, de certo modo, insensíveis".
Freud não é exceção".
"A insensibilidade
é clara em alguns de seus estudos,
como o caso Dora."
O caso é considerado
um fracasso de Freud,
que insistiu em ver
desejos ocultos na rejeição
da jovem ao assédio
de um homem mais velho.
A insensibilidade rende as melhores piadas com em
"As Traumáticas Aventuras
do Filho de Freud",
que escolheu
o primogênito Martin como protagonista.
O Freud das tiras
vê intenções fálicas
nas brincadeiras do filho.
"Não tem graça andar por aí
atirando pênis nas pessoas",
dizia ao menino,
que brinca de arco e flecha e dá
broncas severas além da conta,
"Estou pensando seriamente
em castrá-lo, garoto".
Mas do Filho do Freud..Martin acho, o que muita gente acha...
"Devia ser um saco
ser filho de Freud".
que quis fazer humor
com a teoria, mais
que com as pessoas.
Retratado sempre de perfil,
com uma expressão
de mau humor e dando baforadas no charuto, nas aventuras
de Freud acaba se saindo
simpático, pelas mesmas razões
que soa antipático nos romances.
Talvez ele mesmo Freud,
só ele soubesse explicar isso....
mas vida acaba,.como acabou com
Minna Bernays...
..
Nem tudo
vira poeira...
ou quase
tudo vira pó...

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Que buscas além do horizonte...

Um começo 
no tempo.
Vivemos 
num mundo 
de começos,
Houve  um
momento
em que tudo 
começou, 
as 
coisas começaram...
...
Águas 
vem 
e 
voltam,
deixam 
espumas flutuantes...
O  TEMPO
vem e não volta....
Fico 
na praia observando 
as ondas
e 
pensando 
no tempo.
...O tempo 
vai..
o crepúsculo chega...
Cara... inquietações e sensações bruscas..
Que buscas,
além do horizonte...
além do sol...
No horizonte 
o sol parte,
Seu vulto bem 
longe esconde-se...
Mas não penseis..
que fui também,
continuo,
a apreciar
as ondas e
as espumas 
flutuantes,
ouvindo 
o som do mar 
e
deixando 
o tempo passar..