Rebel: Imagens, palavras...a essência... a natureza

Rebel

LOOKING IN WINDOW


R.E.B.E.L - Most View- - Week- Top Ten

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Stones

..
Criatividade
é 

uma pulsão,
é 

a mola 
da 
nossa vida.
Nada de 
Repetição...
Repetição e tudo
vira rotina.
..
Inventar 
renova,
ai o ser humano 

é ou será assim,
menos previsível..

Há muito mais que 
pedras no caminho.
Criar é inovar,
deixar fluir,
ser mais livre.
Liberdade 
quem 
não quer,
é como 

estar,
sempre 
em movimento,
é injetar 

veia adentro,
algo poderoso.,
Como 

morfina,
e morfina
na veia,
é poderosa.

Com ela,
a criatividade 
a imaginação,
Jovens
para sempre.
 
A chuva
pode impedir hoje,
mas ontem não ou amanhã. 
em fotos externas. 
Então 
chove,
me acomodo, 
vendo pedras..
de ontem,
de anteontem,
estão no
Portable Drive 2T,

Cadeiras, 
mesas, 
estantes 
de madeira,
decoram minha sala,
considero
cadeiras,
obras de arte, 
são
de madeira maciça
 e talhadas no
encosto.
É nesse 
ambiente
descrevo 
todas 
as pedras 
no 
meu 
caminho.
Olhava para um lado,

para outro...
Muito pedro...
e pedra.
...
A rigor..
quanta 
pedra..
Lembro 

tomando banho na cachoeira,
a pedra 
lisa... 
chão escorregadio...
...
Natural, verde..
água..
encontrando 
um lugar 
que deixa bem
físico, 
emocional e espiritual...
bem,
e além disso
é mágico....
Cachoeira tem isso,
natureza e arte..
A cada dia..
um novo dia.
...
Devemos,
viver
como que 
atemporais
numa 
dinâmica 
própria 
no mundo.
Conheci,
pessoalmente 
de forma passageira
Érico Veríssimo,
em Porto Alegre   
e estive 
com 
o poeta 
Mario Quintana.. 
Leio muito
Carlos Drummond 
de Andrade, 
Fernando
Pessoa, 
Vinicius de Moraes, 
Clarice Lispector.
O melhor é sempre o agora..
assim fazemos,
cada dia melhor..
Minha criatividade é maravilhosa..
Muitas pedras no caminho.
..
Quem 
curte vai 
adorar o
verde 
do sítio,
das árvores 
e
das  folhas. 
Vou         

com prazer.
Gosto de tudo..

lá.
Carrego essa 

ideia comigo...
um belo sitio organizado.
...
Nem..
algo 
sofisticado,
mas o 
fundamental 
é ter um,
e poder ir lá.
Costumo 
sentir
vontade de ir lá..
já imaginei saindo bem,
saindo do banho.
É uma coisa rara.
Ano passado curti 
como  algo meu único, 
fui como uma primeira vez..
Gente leva um estilo de vida,

e sem saber,
vamos levando,
os 
acostumando na cidade.
Vida  no 
Sitio tem mosquito..
cobra,
lagarto.
para morar 
é complexo. 
É 
as vezes 
preciso 
trocar a segurança 
por um desejo..
Nada como pegar as oportunidades...
Prisões e visões 
mostradas
com raros relatos crus
correspondendo 

exatamente àqueles
de Alcatraz e Rose.

dizia Allen Ginsberg,
Pedras,

o nu é natural,
comemos 

sanduíches de realidade.
Porém alegorias não 

passam de alface.
Não escondam a loucura,

palavras do
do poeta e ícone 

da geração Beat.
Talvez referindo a natureza 
e a cidade e a prisão que é..
Se
a criatividade nos,
impele e impulsiona  a vida,
é ela a mola da nossa vida.
Sabemos cada dia mais.
...
Não,
água não 
mas se há 
algo igual, 
e mais perto da cachoeira,
muito
excitante sentir água,
cair pedra abaixo.
Se a crise da água 
é mundial...
aqui tem e muita..
Água é um liquido precioso,
um ouro, 
já me acostumei,
com essa ideia, por isso estou aqui. 
Isso dá  belas fotos.
Muitas pedras..
Fiz estas fotos,
com meus filhos em Iomerê. 
Temos de ter consciência do 
temporal,
do efêmero,
então nada de
desperdício
Pequenos gestos, 
são importantes
nada radical,
não revoluções. 
Cada um fazendo 
sua sua parte,
no mundo.
Não sou um
louco apaixonado 
pela natureza.
nem só modismo,
mas digo o que sou capaz,
no sol, 
na água
no verde,
me divertir...
Já que vento é invisível,
não tem foto dele...
mas tem de pedras.
...
O pensamento 
é invisível, 
e, 
no entanto, 
com delicadeza, 
se pode escrever,
depois 
enxergar..
como 
sentir o vento, 
e alguns pensamentos. 
Toda criação 
têm 
uma 
verdade elementar,
sua novidade. 
Tudo..
nas coisas 
que 
acontecem,
eventos e 
encontros,
imprevistos,
tem sempre algo
que não sonharia..no  meu caminho.
Seja onde
for,
faça ou 
sonhe 
em fazer, 
comece,
na magia da criatividade.
Comece agora.
Nada mais terrível,
que o tédio.
Mais pedras.
Quem deseja,
é mais fácil admitir,
que 
terá algo.
Existem 
coisas
que são 
legados duradouros, 
os nossos filhos.
Always. 
...
Somos
a raiz, 
e  
há 
outra, 
nossa 
semente, 
os filhos
No dia a dia 
sentimos
renovados
autênticos,
adequados
é possível,
se 
o que escrevemos,
não coincidir na 
coisa sentida,
na palavra 
contemplada, 
pensada, 
experimentada, 
imaginada 
ou 
produzida então,
pela razão...
e emoção
é assim.
Que cada um tente 
fazer isso... 
é muito 
mais 
fácil 
ser assim..
criativo.
Pensar...
é para os humanos,
um ato consequente,
infelizmente alguns 
não são verdadeiros 
e autênticos
nem nas palavras,
Meu modo de ver tudo.,
veio no meio de pedras, 
em algumas fotos aqui.
...
Um 
canto.
cheio 
de pedras,

fotos
é de um
lugar
que não existe mais. 
Existiu 
uma razão para se ter destruído 
mas é um fato,
é que não existe mais, 
desconsola.
Num canto cheio
de pedras.

..
Existem 
apenas 
um prédio,
com muito 
cimento 
e laje,
nada além,
de que destrói, uma memória e que
podemos esperar tudo dessa gente,
para 
nossos filhos, 
para nossa Iomerê,
de gente assim. 
Uma coisa é o sonho,
a outra ação,
outra 
as asas... 
Aqui estas pedras 
é o retrato 
do imediatismo do homem.
Noutro canto...

chão, terra.
É 
interessante
esta 
admiração
por 
este lugar.
Certo

que foi uma maneira, 
um sentimento,
afeto,
algo até 
ingênuo 
esta sensação de saber 
que algo,
que pessoas sem
reconhecer destruíram..
Isso não vai ajudar. 
Tenho essa coisa de que é velho..
o prédio é do anos 1930.
..
Mas 
tem gente 
que 
gostou..
é admiração 
por pedras..
Olha 

pedras..
que graça..
Ver da um
negócio tem a ver
com felicidade..
Não é.
Vivemos uma vida tão plena 
com nosso apegos...
os lugares que marcamos 
como belos lugares.
...
Há pessoas,
ou uns acham
que deve 
ser pouco 
interessante
E por aí..
que vou..
ao contrário, 
acho 
muito 
interessante.
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, 

amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar.

Versos:
Carlos Drummond de Andrade.
Mas nem todos,
menos.
















...
Encerro.
no meio 
do caminho 
tinha 
uma pedra
Tinha 
uma pedra
 no meio 
do caminho
Tinha uma pedra..
..
No meio do 
caminho tinha uma pedra.
Nunca me 
esquecerei desse acontecimento
Na vida de minhas retinas tão 
fatigadas.
Nunca me 
esquecerei que 
no meio do caminho
Tinha uma pedra
Tinha uma pedra 
no meio do caminho
No meio do caminho 
tinha uma pedra.
Poema de Carlos 
Drummond de Andrade

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Sky XX

O céu,
um ser único,
um ser ínfinito,
que se ama,
com quem se
quer intimidade..
afinal estamos
sempre
sob o céu,
o tempo 

todo,
e
ele
que se 
insinua,
o tempo
todo
para nós.

domingo, 5 de janeiro de 2020

CO2, o mistério do carbono

Landscape
Está claro...
não chegamos a um ponto de não retorno,
ou sem retorno ...
e é possível isso,
e é possível
que isso nunca aconteça.
As florestas mundiais ainda absorvem grande quantidade de carbono.
e são importantes para a absorção global de carbono.
"Acho que temos..
as 'forças do crescimento'
e as 'forças da morte'
tudo com o consumo está se fortalecendo,
e isso vem acontecendo há algum tempo",
"As forças da morte chamam mais a atenção,
mas as forças do crescimento vêm sendo mais importantes até agora."
projetar o futuro das florestas ainda são tentativas opacas ou grosseiras.
Algumas dessas previsões avisam que as mudanças climáticas podem provocar a morte potencialmente ampla de florestas em lugares como a Amazônia
outras indicam que as florestas continuarão a atuar como robustas esponjas de carbono ao longo do século 21.
"Não estamos completamente cegos,
mas não estamos em boa forma", disse William R. L. Anderegg, pesquisador da Universidade Stanford, na Califórnia.
Muitos cientistas afirmam que, para assegurar a saúde das florestas do mundo, é preciso reduzir as emissões humanas de gases estufa. A maioria dos países assumiu um compromisso em um tratado ambiental global de 1992, mas duas décadas de negociações renderam poucos avanços.
Os especialistas dizem que medidas mais modestas poderiam ser tomadas no curto prazo para proteger as florestas. Um plano pede que países ricos paguem os países da zona tropical para que suspendam a destruição de suas florestas imensas, desmatadas para finalidades agrícolas e de extração da madeira.
Mas agora até mesmo esse plano está em risco, por falta de dinheiro. Outras estratégias, como reduzir a densidade de florestas densas demais no oeste americano para torná-las mais resistentes a incêndios e pragas de insetos, também sofrem por falta de dinheiro. Assim, ao mesmo tempo em que as potenciais soluções para os problemas das florestas demoram a ser implementadas, os sinais de problemas graves se avolumam, em todo o mundo.
Muitos cientistas esperavam que as florestas não começassem a apresentar danos sérios antes de meados do século 21 e que antes disso fosse possível controlar as emissões de gases que prendem o calor na atmosfera. Alguns cientistas estão chocados com o que têm visto nos últimos anos.
"A área que vem queimando na Sibéria é simplesmente assustadora", disse Thomas Swetnam. "Os grandes incêndios que vêm acontecendo no sudoeste dos EUA são fora do comum por sua intensidade, e isso falando em uma escala de tempo de milhares de anos.
Se continuarmos nesse ritmo no resto do século, ao menos metade da paisagem florestada do sudoeste dos EUA pode ser perdida."
O mistério do carbono
Como revelam os pesquisadores, os oceanos absorvem cerca de um quarto das emissões de carbono geradas por atividades humanas. Isso está levando o mar a ficar mais ácido, e a previsão é que prejudique a vida marinha ao longo do tempo. Mas os efeitos químicos são mais ou menos previsíveis, e cientistas têm razoável confiança em que os oceanos continuem a absorver carbono por muitas décadas.
As árvores absorvem um volume semelhante de carbono, mas é menos garantido que isso vá continuar, como ilustram os danos recentes sofridos por florestas.
Todos os tipos de plantas absorvem dióxido de carbono, conhecido como CO2, mas a maioria delas o devolve à atmosfera em pouco tempo porque sua vegetação se decompõe, é queimada ou comida. São principalmente as árvores que têm o poder de armazenar carbono por longos períodos, o que fazem ao gerar madeira ou transferir carbono pra o solo. A madeira pode permanecer por séculos em uma árvore viva e leva tempo para se decompor, mesmo quando a árvore morre.
Mas o carbono na madeira é vulnerável à liberação rápida. Quando uma floresta é queimada, por exemplo, boa parte do carbono volta para a atmosfera. A destruição por incêndios e insetos faz parte da história natural das florestas, e, isoladamente, acontecimentos como esses não seriam motivo de preocupação.
De fato, a despeito dos problemas recentes, uma nova estimativa, divulgada em 19 de agosto pelo periódico "Science", sugere que, quando as emissões geradas pela destruição de florestas são subtraídas do carbono que absorvem, elas ainda colocam mais de 900 milhões de toneladas métricas de carbono por ano em armazenagem de longo prazo.
Uma razão importante disso é que as florestas, assim como outros tipos de vegetação, parecem reagir ao aumento do dióxido de carbono na atmosfera, crescendo mais vigorosamente.
Afinal, o gás é a principal fonte de alimento das plantas. Nos últimos anos, cientistas se surpreenderam ao descobrir que esse fator vem provocando um surto de crescimento até mesmo em florestas maduras, descoberta que contrariou décadas de dogma ecológico.
As pessoas que negam a ocorrência das mudanças climáticas tendem a focar este "efeito fertilização", saudando-o como uma dádiva para as florestas e a fonte de alimentos. Afirmam que esse efeito vai continuar no futuro previsível, aliviando quaisquer impactos negativos que o aumento das temperaturas possa ter sobre o crescimento das plantas.
Ao mesmo tempo em que dizem que a fertilização decorrente do CO2 é real, cientistas que aderem à visão majoritária dizem que o excesso de calor e falta de água associados às mudanças climáticas estão tornando as florestas vulneráveis a ataques de insetos, incêndios e outros problemas.
"As florestas levam um século para alcançar a maturidade no crescimento", disse o cientista canadense Werner A. Kurz, especialista importante no carbono florestal. "É preciso apenas um evento climático extremo, um único ataque de insetos, para interromper aquela absorção de carbono que já durava um século."
É possível que as reduções florestais recentes mostrem ser transitórias -que talvez seja coincidência o fato de todas terem ocorrido mais ou menos ao mesmo tempo. Para os especialistas, a possibilidade mais preocupante é que as reduções florestais sejam apenas a vanguarda de uma transformação mais abrangente.
"Se isto estivesse acontecendo apenas em alguns poucos lugares, seria mais fácil negar ou descartá-lo", disse David A. Cleaves, assessor sênior do Serviço Florestal dos Estados Unidos. "Mas não. Está acontecendo em todo lugar. Não há como deixar de indagar 'qual é o elemento comum em ação?'."
Rastreando um fluxo
Em todas as florestas, o carbono é absorvido pelo crescimento de árvores e outros organismos e liberado quando os organismos morrem ou entram em estado de dormência. Esses fluxos de carbono, como são conhecidos, variam ao longo do dia, segundo as estações do ano, de acordo com extremas climáticos, segundo a saúde das florestas e em decorrência de muitos outros fatores.
Em alguns lugares, temperaturas mais altas podem beneficiar o crescimento das árvores ou levar florestas a se expandirem para áreas antes ocupadas por pradarias ou tundra, com isso armazenando mais carbono.
Florestas vêm renascendo em terras agrícolas abandonadas em enormes extensões da Europa e Rússia. Em um esforço para reduzir o avanço de um deserto, a China plantou quase 40 milhões de hectares de árvores, e também essa floresta vem absorvendo carbono.Mas, como estratégia para administrar as emissões de carbono, estas florestas em recuperação têm uma limitação importante: o planeta simplesmente não tem espaço para muitas ais. Sua ampliação significativa exigiria que mais terras agrícolas deixassem de ser cultivadas -uma perspectiva improvável.
Os riscos climáticos estão entrando em evidência mesmo em florestas que hoje estão relativamente saudáveis, como as da Nova Inglaterra. Por exemplo, insetos invasores que antes morriam nos invernos gelados agora estão previstos para se disseminar mais facilmente no norte do planeta.
Incêndios e insetos
Arrancando a casca de uma árvore com uma machadinha, Diana L. Six, cientista da Universidade de Montana especializada em insetos, apontou para os sinais reveladores de infecção por "pine beetle", ou besouro dos pinheiros (Dendroctonus ponderosae): canais perfurados pelos bichinhos enquanto consomem a parte suculenta da árvore.
A árvore que ela mostrava já estava morta. Suas agulhas, que deveriam ter cor verde profunda, exibiam o tom avermelhado e doentio que virou tão comum no montanhoso oeste dos Estados Unidos. Pelo fato de os besouros terem cortado o caminho dos nutrientes da árvore, a clorofila que tornava as agulhas verdes estava se decompondo, deixando apenas compostos avermelhados.
Os besouros dos pinheiros são uma parte natural do ciclo de vida nas florestas do oeste americano, mas o surto atual, que em algumas áreas vem ocorrendo há mais de uma década, é de longe o mais extenso já registrado.
Cientistas dizem que antigamente a temperatura caía para 40 graus negativos nas montanhas a cada poucos anos, matando muitos dos besouros. "Isso não acontece mais", disse um cientista climático renomado da Universidade de Montana, Steven W. Running, que visitava o cenário com Diana Six recentemente.
Com o aquecimento do clima, várias espécies de besouros vêm se multiplicando e semeando o caos na paisagem norte-americana. A situação é mais grave na Colúmbia Britânica, que já perdeu milhares de árvores.
O besouro dos pinheiros das montanhas já avançou mais para o norte do Canadá do que jamais antes na história registrada. Os insetos transpuseram as Rochosas e chegaram a Alberta, provocando o medo crescente de que possam se espalhar por todo o continente nas próximas décadas.
"Muitos ecologistas como estão começando a pensar que todos esses agentes, como insetos e incêndios, são apenas as causas aproximadas, e que a causa real é a escassez de água causada pelas mudanças climáticas", disse Robert L. Crabtree, diretor de um centro que estuda a região de Yellowstone, em Montana. "Não importa realmente o que exatamente é que mata as árvores -elas estão a caminho de desaparecer. A grande pergunta é 'será que vão voltar a crescer?'. Se isso não acontecer, é bem possível que soframos uma perda catastrófica de nossas florestas."
Esforços paralisados
Cientistas estão chegando a uma constatação chocante: é possível que já não existe na Terra algo que possa ser descrito como uma floresta natural.
Por mais selvagens possam parecer, as florestas -desde as profundezas da Amazônia até os lugares mais remotos da Sibéria- estão reagindo a influências humanas, entre elas o nível crescente de dióxido de carbono no ar.
Nos últimos anos já foram tomadas medidas para proteger florestas; por exemplo, milhões de hectares de florestas em áreas públicas e privadas foram designadas reservas de conservação. Mas outras ideias estão paralisadas por falta de verbas.
Grandes áreas de floresta de pinheiros no oeste dos EUA são um exemplo. O consenso científico é que nos últimos cem anos essas florestas foram mal administradas, em parte pela supressão de incêndios de baixa intensidade.
Em uma escala ainda maior, especialistas citam a falta de dinheiro como algo que está pondo em risco um programa para adiar ou sustar a destruição humana de florestas tropicais.
O desmatamento, normalmente para dar lugar à pecuária ou agricultura, vem sendo feito há décadas, com destaque para o Brasil e a Indonésia.
A queima de florestas tropicais não apenas acaba com sua capacidade de absorção do carbono, como gera um fluxo imediato de carbono de volta à atmosfera, tornando-se uma das maiores fontes de emissões de gases estufa.
Os países ricos concordaram em princípio em pagar grandes valores de dinheiro a países mais pobres, desde que estes protegessem suas florestas.
Os países ricos já prometeram quase US$5 bilhões, o suficiente para dar início ao programa, mas muito mais dinheiro do que isso era previsto ao longo do tempo.
A ideia era que os países ricos criariam maneiras de cobrar taxas de suas empresas pelas emissões de dióxido de carbono e que parte desse dinheiro poderia fluir para o exterior, para a preservação de florestas.
A legislação climática foi paralisada nos EUA, em meio à oposição de parlamentares preocupados com seus efeitos econômicos, e alguns países europeus também recuaram diante da obrigação de mandar dinheiro para o exterior. Isso significa que não está claro se o programa de florestas vá ser posto em ação de maneira substancial.
"Como qualquer outro esquema grandioso para melhorar a condição humana, é precário porque suas ambições são tão grandiosas", comentou William Boyd, professor de direito da Universidade do Colorado que está trabalhando para salvar o plano.
A grande esperança para o programa, agora, é que a Califórnia -decidida a combater o aquecimento global- autorize indústrias a cumprirem suas regras, em parte financiando esforços para reduzir o desmatamento florestal. A ideia é que os outros Estados ou países sigam seu exemplo.
Mas cientistas destacam que, no final, os programas que visam conservar florestas -ou torná-las mais resistentes a incêndios, ou, ainda, plantar novas florestas- constituem medidas apenas parciais.
Para assegurar que as florestas sejam salvas para as gerações futuras, eles dizem, a sociedade precisa limitar a queima de combustíveis fósseis, que está alterando o clima do mundo.
FONT NYT