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domingo, 25 de outubro de 2015

Van Gogh copiava.

Van Gogh, afinal, 
também copiava
Por muito tempo, 
foi uma espécie de segredo imoral, 
violando ideias sobre 
a grande originalidade artística: 
Vincent van Gogh frequentemente 
fazia cópias da sua própria obra. 
O aparentemente o aspecto menos original do método de Van Gogh,
oferece um olhar minucioso 
para a intensidade estranha 
e obsessiva do seu processo criativo.
Sua curiosa prática de se copiar garantia seu ímpeto.
No século 19, quando o academicismo dominava, fazer cópias era parte crucial da formação dos artistas profissionais. 
Mas, durante o século 20, 
essa prática caiu em desgraça. 
Passou a ser vista como antiartística.
Por causa do desapreço moderno pela cópia, as réplicas das obras de Van Gogh feitas pelo próprio, que ele chamava de "répétitions", 
foram às vezes desprezadas como sendo falsificações.
Há documentos que dão pistas 
sobre quando Van Gogh copiou. 
Se uso novos indícios técnicos, 
como radiografias e imagens 
de alta resolução, para resolver dúvidas 
sobre a sequência dessas obras que vinham intrigando os acadêmicos.
Um par específico de pinturas de Van Gogh,
uma mantida em Cleveland e a outra em Washington,
Em maio de 1889, 
Van Gogh fez duas versões 
muito semelhantes da mesma pintura: 
Os Grandes Plátanos,
hoje no Museu 
de Arte de Cleveland, 
e os Reparadores da Estrada, 
na Phillips. 
As pinturas são virtualmente idênticas 
em seus contornos.
Qual pintura veio antes? 
Os curadores primeiro usaram radiografias para revelar que as subcamadas de 
"Os Grandes Plátanos" 
são uma confusão densa 
e quase ilegível de pinceladas, ao passo que as camadas ocultas de 
"Os Reparadores da Estrada" 
batem quase totalmente 
com a superfície da pintura.
Van Gogh executava as pinturas 
sobre materiais muito diferentes. 
A pintura de Cleveland foi feita 
sobre um fino tecido de algodão, com estampas industriais de losangos vermelhos e sem uma camada de tinta que servisse como base. 
Já a pintura da Phillips 
está sobre uma tela normal do artista, 
com a preparação prévia. 
Assim, a pintura de Cleveland parece mais rude, como convém a um esboço feito ao ar livre, enquanto a tela da Phillips 
é um pouco mais suave, mais deliberada.
Van Gogh fez várias pequenas melhorias na segunda versão, a da Phillips. 
Dá para ver que ele moveu a luminária da rua para a esquerda, para fazer fazê-la se destacar". 
"Ele acrescentou mais linhas à árvore. 
Ele até acrescentou uma figura extra."
Qual das duas pinturas é melhor? 
Se você acha que copiar é ruim, então claramente a versão de Cleveland é melhor. Mas Van Gogh, em outras situações, costumava declarar que considerava a réplica a melhor pintura, a mais significativa obra de arte. 
Na verdade, Van Gogh nunca foi tão inventivo quanto ao se copiar.
Os objetivos de Van Gogh ao fazer as repetições variavam.  Ele produzia cópias para dar de presente a parentes, a artistas amigos e às pessoas que haviam posado para ele. Como documenta o catálogo da exposição, essas segundas obras costumam ser menores e mais apressadas.
Van Gogh também fez três versões do seu dormitório em Arles 
Fez seis pinturas e três desenhos retratando o carteiro Joseph Roulin.
O que 
surpreende é como as pinturas do carteiro parecem ser diferentes quanto vistas lado a lado. 
Não são bem repetições, portanto, 
mas variações sobre uma ideia, mais 
ou menos como Bach criava variações 
na música.
A exposição estimula um olhar atento. "É preciso realmente se concentrar", disse Robinson. "Mas, quando você compara pincelada a pincelada as diferentes versões de um desenho de Van Gogh, você começa a reviver suas decisões criativas. É uma experiência estranhamente mística. É como se você fosse absorvido pela intensidade do seu gênio."