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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Metamorfosis

Numa interpretação marxista e distópica, Kafka estava descrevendo uma condição existencial na qual o trabalho alienado se torna a centralidade da vida. A barata pode ser lida como metáfora do ser reificado, reduzido à sua função econômica. A perda dessa condição de homo economicus produz ressonâncias em todos os aspectos da existência, inclusive no campo afetivo: quando Gregor deixa de ser economicamente útil, sua posição nas relações familiares também se transforma.
Todos estamos inseridos, de modo aparentemente consensual e normalizador, ainda que contraditório, num tempo social determinado pela lógica do capital, que alcança a própria experiência da vida. É justamente por isso que a ideia de buscar emancipação e autonomia exclusivamente por meio do acúmulo de capital contém uma contradição, tentar escapar da lógica que nos subordina utilizando os próprios mecanismos pelos quais essa lógica se reproduz.
E pro outro lado temos que também levar em consideração que quem pode ser descardado é o indivíduo que por algum motivo aceito a lógica de como as relações são estabelecidas.  Quando abrimos mão de participar ativamente da construção de uma dinâmica de sociedade entregamos na .mão de outros de estabelecidas nosso destino. Foi isso que aconteceu em nossa sociedade! Assistimo de forma neliente e  cômoda desejosos que estruturas externas nos organize da melhor forma como uma mãe deixa de um recém nascido.  Quando percebemos já nos converteram em apenas um ativo a ser drenado em todos nossos estágios! Até os males de nossa decadência é possível extrair o resto que ainda resta até.