eu gosto de todos
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
Declaração
Declaração dos Direitos do Homem...
“Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
que as janelas devem permanecer, o dia inteiro abertas
para o verde onde cresce a esperança
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da floR
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.
Decreta-se que nada será obrigado nem
proibido.
Tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.
de Thiago de Mello...
“Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
que as janelas devem permanecer, o dia inteiro abertas
para o verde onde cresce a esperança
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da floR
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.
Decreta-se que nada será obrigado nem
proibido.
Tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.
de Thiago de Mello...
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Ambiguidade
[...] AMBIGUIDADE É FALAR
SOBRE O QUE DEVE SER FEITO,
MAS NÃO FAZER
E CONTINUAR FALANDO...
SOBRE O QUE DEVE SER FEITO,
MAS NÃO FAZER
E CONTINUAR FALANDO...
Ambiguidade. Querer, sem ir atrás.
Falar só para falar.
Um pouco do que estou fazendo aqui...
E comigo mesmo.
Falar só para falar.
Um pouco do que estou fazendo aqui...
E comigo mesmo.
Como a gente muda, sem perceber e, de repente,
se enxerga outra pessoa.
Tem outros interesses, outras aspirações...
Às vezes, até outro paladar e se enxerga outra pessoa.
Tem outros interesses, outras aspirações...
um gosto diferente pela vida.
Olho para minha estante.
Está cheia de livros de Heidegger, um filósofo que tanto me ajuda a pensar, me dá tanto material para o trabalho, me abre tantos caminhos e, hoje..digo que as vezes estamos tão distantes nas finalidades. ..uma verdade..
Uma quer as verdades minhas não universais: que aqui é meu lugar.
Não apenas gosto ler, mas o desejo de escrever,
também.
Sempre que estou a fim mergulho na literatura..ou na musica..ou na fotografia..me convenço..que nã há anda mais importante de termos de lazer
Vou indo aos poucos...
Todo ano me prometo (e reitero a promessa para este ano) que vou escrever um romance.
Menos. Um conto está bom. Não.
Dois, três, um livro de contos. É isso, vou me dedicar à ficção...
Mas fico dando voltas. Adiando. Medo de escrever.
O quê?
Sobre o quê?
A gente vai mudando, mas nem tanto.
Parece que muda por dentro mas, mudar aí fora, no mundo, é que são elas!
Existem os compromissos, a necessidade de sobrevivência, os acordos com os outros que precisarão ser modificados, renovados ou, quem sabe, rompidos.
Vamos sustentar isso?
E tem, ainda, o tempo e os interesses dos outros, que nem sempre combinam com os da gente.
Se desse para seguir em frente sozinhos...
Mas quem quer realizar o que promete a si mesmo se, com isso, por exemplo, magoar os outros? Difícil.
Tem a preguiça, também.
Ah, começar tudo de novo, quando tudo, de alguma maneira, está correndo tão bem...
E tem a insegurança.
Será que vai dar certo?
E se eu investir, mudar um monte de coisas, empregar tempo, dinheiro e esforço
e não der em nada? Se for bom só no sonho? Melhor só sonhar.
Heidegger (aquele filósofo) diz que,
no dia a dia, usamos um modo de linguagem
que nos ajuda a não sair do lugar: a ambiguidade.
Ambiguidade é falar sobre o que deve ser feito,
mas não fazer e continuar falando.
Por exemplo:
"Segunda-feira começo uma dieta",
"Vou parar de fumar"...
Machado de Assis diz algo semelhante no conto "
Teoria do Medalhão",
em que um pai ensina o filho
como proceder para ser grande e ilustre.
Entre seus conselhos, está o de jamais dar alguma ideia inusitada ou que indique uma atitude a ser tomada.
E, continua ele, quando houver a requisição de certo comportamento, nada melhor do que sair pela tangente. Melhor falar de tudo por alto, como "Antes das leis, reformemos os costumes".
É a mesma fórmula do
"Quando... então", em que se espera condições,
ideias para agir -"Quando eu tiver mais dinheiro...",
"Quando as crianças crescerem..."
Ambiguidade.
Querer, sem ir atrás.
Falar só para falar.
Um pouco do que estou fazendo aqui...
E comigo mesmo.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
um abraço
Queremos abraçar alguém,
na realidade, porque existe..
um desejo..
uma excitação em nos envolver...
queremos conforto de alguém
queremos conforto de alguém
Algumas coisas.
Queremos muito mais,
CARENTE...ASSIM DE UM ABRAÇO
CARENTE...ASSIM DE UM ABRAÇO
há uma parede falsa que nos confina do afeto,
que se aberta vamos para um mundo mágico,
o mundo onde estaremos todos ser afeiçoado
de manhã
a manhã.
a manhã.
Eu continuo no meu caminho...do afeto..
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