Rebel: Imagens, palavras..minha essência... um amigo da natureza

Rebel

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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

On Farm

Ouvia 
o berro do bois...
o som do rio,
os causos,
em voz alta, 
junto ao fogo de chão. 
Excepcional, 
esse dia,
tem sol, 
carne, 
assando 
fogo de chão...
que o peão
além 
do gado,
que vai,
pastando 
campo afora,
depois de aberto
a porta do curral
no alto, 
o cheiro de baixeiro 
do cavalo 
na  cabana 
da fazenda...

Lembro do tempo,
dos tempo lá no ano 70,
Já cedo partia 
com a boiada, 
rumando a balança,
pesando logo cedo o gado... 
depois 
em direção do portão..
e do mata burro.
Um olhar,
o desejo..
ao sair na estrada...
depois de ver uma vaca correndo,
como que se transformasse 
em
inoportuno sair,
na retirada da fazenda.
Voltar a intimidade 
de  
casa 
do capataz, 
o próprio,
na casa grande 
porém simples. 
Aqui, misturo tudo,
trago consigo o passado, 
na forma de vivências afetivas 
e de experiências  
do viajante hoje.
Contando os causos..
do tempo, 
que tropeava
o gado na estrada..
Anos 60 para cá, 
usando toda memória,
recursos de volta no tempo,
De
Iomerê 
de onde vinha,
até o campo,
vem a mente. 
Confesso que a parte  
da história vem 
mirar-me no 
espelho 
do meu tempo,
foi o que mais me interessou...
O vento,
frio se parar,
o ar
tão leve
na vida breve
um momento de sonho
logo,
É noite
Passando, passando, 
mais um dia,
um dia aqui.
Montanhas,
no horizonte,
de Iomerê..
Vislumbrar na 
partida, tropeando o gado,
já no amanhecer 
do dia, 
olhava o céu azul, 
onde me movia no
no mundo,
Calça  botas de couro,
logo cedo
olhava meus pés bem 
no chão,
o par de botas e esporas,
é o mesmo chão,
por onde,
ando ainda ando 
atrás do meus sonhos.
Toda história é uma
versão...é ficção também,
ficção nisso
também..
De cada planta,
de cada luz...
da 
cerca de arame,
cada pau,
e da porteira.