Rebel: Imagens, palavras...a essência... a natureza

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sábado, 27 de junho de 2026

Medicine, Doctors Are Great

A morte é o fim do Túnel.



Ah, 
palavras,
uma 
após 
outra...
Algumas reflexões,
de nós.... 
os Humanos.
Saúde é 
uma condição natural,
Doença é o contrário. 
Médico
nem herói
nem Santo.
Talvez a
Medicina 
seja
ou
é,
a ocupação
mais nobre 
para 
manter 
a vida.
Quando
respiramos, 
rechaçamos 
a morte, 
e assim
temos de lutar
pela vida,
a cada segundo,
Na medicina,
lutamos pela vida 
e contra 
a morte,
sempre

assim 
por diante..
Desde o 
nascimento,
estamos
voltados 
a sobrevivência
e à ela,
a vida inteira,
A medicina 
atua 
no adiamento 
da morte.
A medicina
em sua
essência, 
deve
considerar,
sempre,
que cada momento da vida
é sagrado.
A Vida 
e uma  
luta 
contra
a
Morte. 
Onde
Cada
um sempre 
será 
o dono 
do 
seu corpo.
A morte é o fim do Túnel.
Diante
na morte 
a
medicina 
acaba.
...
A morte é 
o fim....
Se o amor 
não é cura...
o amor 
é um 
remédio 
muito forte,
na medicina.
A cura,
na medicina 
sempre,
é muito 
mais dramática 
que 

prevenção...
Ouvir  
e dar
sempre 
preferência 
ao paciente. 
ao doente
é fundamental
ao exercício 
da boa
medicina.
Liberdade
e espontaneidade
ao paciente 
que fala, 
é imprescindível 
na relação 
do médico 
com o
paciente,
então,
Necessário falar
ao médico para
obter 
pistas sobre 
a doença,
E falar ao médico 
o que sente
e diante dele
da forma 
mais clara. 
O paciente nunca
deve ser 
inibido, 
interrompido 
prematuramente
ou constrangido
e
se o for,
estará restringindo  
o
caminho
da cura, 
e
do médico 
para 
aprofundar 
ou saber 
algo vital. 
Observadores 
observaram que, 
quando
os médicos 
interrompem 
muito seus 
pacientes,
quando 
contam 
sua história,
isso
é muito prejudicial
na relação 
Médico 
e  o Paciente.
É parte da cura,
o desejo de ser curado...
Sêneca...
Sobre  ser médico..
Às vezes não há 
nada que se possa, possa fazer
a um doente. 
Outras vezes os doentes 
não têm força suficiente 
para lutar.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Iomerê, Fotografia e Poesia

..
Gosto de pensar, olhando 
para as montanhas e
imaginar, como era aqui, o lugar selvagem, na sua 
origem, o Fachinal Branco,
no tempo que ainda não havia Cidade. Sempre existiram montanhas, matas e colinas aqui..
Havia índios e caboclos.












..
Cada registro aqui,
nunca é o mesmo...meu mundo literário e fotográfico é de 
um território afetuoso
cheio de memória...
Há muitos afetos desde que vim morar aqui...
tudo começa 
nas montanhas.
Motivado pela morte da minha mãe em 2011...
tantas vezes retornei a cidade,para materializar 
luto e a saudade.
A ideia inicial era algo documental 
fotográfico, com um texto poético.
Acima de tudo, 
é uma homenagem 
aos anos que passei 
ao lado de meus pais e irmãos aqui.
É algo carinhoso..
A proposta documental..
com narrativa poética, 
que mistura fotografias 
com textos que tenho, 
ou que encontro..
ou em investigação que envolvem 
meus pais e outros conhecidos.
Os documentos oficiais..
ou sem grandes ficções,
mas muita intenções louváveis,
A Iomerê existe na mente de cada um,
na minha é de sempre algo criado na mente 
nestes anos todos,
de ontem e hoje 
do fotógrafo amador,
muita coisa
de que conheço
é formada por 
imagens antigas, 
outras de arquivos,
que mostram 
lugares antigos, 
como o pavilhão
da igreja antigo.
lugares solitários, 
como que 
abandonados,
um arquivo fotográfico,
pois existem  
realmente está
só ali agora
mas tudo
de Iomerê
ou 
em na maioria 
só há
os resquícios..
de lugares
esquecidos 
pelo caminho..
da cidade
mas há os que restam
como o Juvenato, o seminário,
o hospital
e abaixo
a igreja inaugurada 
em 1953,
e abaixo a  antiga.















..
Restos de memórias,
coisas e imagens atuais.
A grama 
da praça
era que 
existia 
na época...
já não existe mais. 
Em minha vida
muitas e muitas 
vezes 
e quantas
vezes
estive nesta praça..  














..
Estive nesta praça..   
sem 
preocupação técnica,
deixando o
o sentimento 
de saudade escapar.




..
Em minha vida
muitas e muitas 
vezes já 
estive 
nesta praça, nestes lugares,
estive agora 
vendo
de longe
vejo como fotografias
e poesia se misturam 
nestas fotos..  


Por ora,  
...
Gosto de 
olhar 
as 
montanhas,
Em 
frente 
ao
casarão 
da Freiras.
..
Por 
fotografar 
é que surge 
esta foto.
registrada
na última
visita que
fiz à cidade
para esse post.
Eu queria esta foto
uma paisagem
que se revelasse a
um
local, emblemático
de Iomerê,
mas acima de 

tudo significasse
todo meu afeto..
um lugar favorito..
andei por aí..
Entrei no casarão..
vi...
Escadas..
Capela,
Quadros
como sombras
e marcas do tempo,
presentes..
em várias fotos..

da cidade, 
dos tempos antigos..
mas tudo 
é muto dinâmico,
em se tratando de Iomerê,
onde tudo esta sob 
o mesmo céu, 
nem sempre há
os mesmos interesses..
nem o mesmo horizonte.
..
Na queda d'água..
o ruído incessante, meu território afetivo..
que domino em parte..
Muito de Iomerê é tão original,
fala por si mesma.
..
Posso 
admitir 
que 
conheço 
bem pouco
deste 
universo
deste lugar...
..
Há 
muitos 
afetos 
ai.
Tudo 
é 
como 
água..
tudo 
flui
assim.

photos antigas
cedidas por habitantes 
e antigos moradores 
de arquivo. 
Demais












..
Gosto
de 
pensar,
olhando 
para toda esta água que cai...
montanhas de gotas, 
e imaginar,
como 
estou 
aqui,
o lugar 
selvagem,
tudo
silvestre,
já na 
sua 
origem, 
Words
Photos
Rebel.

Don't spend too much time alone


Não gaste muito tempo se preocupando com sua velhice solitária. Talvez eu ou você estejamos dando muito valor a isso. Pessoas morrem, separam-se, desentendem-se e qualquer pessoa que conheça dirá que posso ser às vezes até muito ou pouco irritante. Daqui a quinze ou 20 anos, se estarei aqui, não é inconcebível que ninguém da minha família queira ter muito a ver comigo.
Quanto aos meus amigos mais próximos, alguns dos quais conheço há mais de 50 anos, fiz um péssimo trabalho para não manter contato com eles.
Deveríamos definir o que queremos dizer com solidão, em oposição a solidão ou isolamento social, desconexão, etc. Devemos dar valor a algo que “acrescenta beleza à vida". Isso dá um toque especial ao amanhecer, pôr do sol ou melhora o cheiro do ar noturno ao ver o luar. Acabar com a Solidão de forma mais útil, define-a  ela como “um sentimento subjetivo de algo indesejável da falta ou perda de companheirismo" Acontece quando há um descompasso entre a quantidade e a qualidade das relações sociais que temos e aquelas que desejamos. Aos 40 anos, poderia passar dias sem ver outro ser humano.
Essa incompatibilidade pode arruinar vidas, especialmente à medida que envelhecemos, se abre caminho através de nossos entes queridos e a aposentadoria ou a enfermidade desfaz todos os laços fracos que acompanham o deslocamento diário ou as compras semanais. Há milhões cronicamente solitários, o que significa que se sentem assim frequentemente ou sempre sós. Como que a sua vida “como estar numa ilha deserta” . “Quando você tem alguém que realmente entende você”, “que realmente te entende de uma forma mais profunda do que outras pessoas, quando você perde essa pessoa é um grande "buraco”.
“Pessoas que se sentem frequentemente ou sempre solitárias”, “têm um risco maior de desenvolver certos problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão. Esse tipo de solidão também está associado ao aumento de pensamentos suicidas.”
A solidão segue uma curva em forma de U, com pico na idade adulta jovem, queda na meia-idade e outro aumento após os 60 anos. Não é de surpreender que uma manifestação de miséria encoraje outra. Mas a solidão é tão ruim para o nosso corpo quanto para a nossa mente. Há uma “epidemia” de solidão e isolamento social. (Não são exatamente a mesma coisa, embora haja uma grande sobreposição. O isolamento social descreve uma falta objetiva de conexões sociais, enquanto a solidão tem tudo a ver com percepção. Você pode ficar sozinho sem estar socialmente isolado - e, se tiver sorte, vice-versa. A solidão e o isolamento social aumentam o risco de morte prematura em 26% e 29%, respetivamente ”, escreveu. “De forma mais ampla, a falta de ligação social pode aumentar o risco de morte prematura tanto quanto fumar até 15 cigarros por dia. Além disso, uma ligação social fraca ou insuficiente está associada a um risco aumentado de doenças, incluindo um risco aumentado de 29% de doenças cardíacas e um risco aumentado de 32% de acidente vascular cerebral. Além disso“está associado ao aumento do risco de ansiedade, depressão e demência. Além disso, a falta de conexão social pode aumentar a suscetibilidade a vírus e doenças respiratórias.”
A solidão pode atingir qualquer idade, um sentimento natural que vai e vem ao longo de nossa vida, segue uma espécie de curva em forma de U , com um pico na idade adulta jovem, um vale na meia-idade, depois outro aumento após os 60 anos, tornando-se particularmente acentuado por volta dos 80. Olhando para trás, os meus momentos mais solitários foram na adolescência no meu primeiro ano fora de casa e durante alguns relacionamentos infelizes. Eu me senti muito mais conectado com o mundo aos 40 anos, embora hoje estou quase sempre sozinho, em uma cabana perto do topo de uma montanha, onde posso passar dias sem ver outro ser humano.
Há algo particularmente brutal na solidão que atinge os 70, 80 ou 90 anos, quando há tão pouco tempo para superá-la. Parece tão definitivo. Milhões de pessoas mais velhas dizem que a TV ou o rádio são sua principal fonte de companhia.
Coisas como luto, problemas de saúde física e mental ou necessidade de cuidar de um ente querido significam que os idosos correm muito risco de solidão”....“E outras mudanças na vida, como perder coisas que muitos de nós consideramos garantidas, como ter boa visão e audição, ou ter a capacidade de ir a pé às lojas podem levar as pessoas a passarem inúmeras horas sozinhas, sem ninguém com quem conversar e acabando por se sentir isolado e invisível.
Muitos de nós lutamos para admitir que estamos sozinhos. ‘Há um tremendo estigma.
Eu me pergunto o quão ruim as coisas teriam que ficar antes de eu aceitar que precisava de ajuda e muitos de nós temos dificuldade em admitir que nos sentimos solitários, até para nós mesmos. “Ainda existe um tremendo estigma”...Como sociedade somos mais fragmentados, existem fatores que individualmente não podemos controlar, mas internalizamos a causa da solidão como sendo um defeito da nossa personalidade não somos suficientemente interessantes, não somos suficientemente valiosos. Isso pode evoluir para uma espiral de falta de confiança e retraimento.” Em outras palavras, você se sente sozinho, evita outras pessoas, você se sente mais sozinho..saiba que a  solidão é “corrosiva”, “corrói a sua autoimagem”, faz você questionar o valor da sua vida. Como aprendi com minha antiga experiência de depressão , quando passei meses pensando que era tudo ao meu redor que estava desmoronando, e não minha mente, nomear o que você está sentindo pode ser o primeiro passo para fazer algo a respeito. Uma das mensagens que quero transmitir, é que a solidão não é intransponível em nenhuma fase da vida. Mas é muito difícil quando, digamos, está enferrujando sua vida mental e emocional sem que você sequer dê um nome. Trazer isso à luz e compartilhar isso consigo mesmo e depois com os outros é realmente o primeiro passo para quebrar esse ciclo.
Tente manter-se ocupado.
Isso pode envolver um hobby como jardinagem, ir à academia ou até mesmo organizar os armários da cozinha, quebra-cabeças, quebra-cabeças. Pequenas atividades podem lhe dar energia e sentimentos positivos. É importante que essas coisas sejam divertidas ou gratificantes tenha cuidado ao trabalhar demais ou assistir a programas de TV simplesmente como uma distração. Isso apenas atrasará ou suprimirá seus sentimentos e poderá piorar sua saúde mental.
É importante que os hobbies sejam divertidos e gratificantes…
Estimule sua mente
Isso pode incluir fazer cursos ou ouvir podcasts sobre qualquer coisa, desde comédia até fitness. Apenas ouvir a voz de alguém de quem você gosta pode ajudá-lo a se sentir menos solitário.
Mexa-se...🏃
O exercício físico pode ajudar com a solidão. Pode ser tão simples quanto dar um passeio no parque quando você se sente um pouco sobrecarregado. Alternativamente, você pode ouvir música e dançar na sala de estar. (No entanto, esteja atento aos seus vizinhos).
Tente interagir com as pessoas que conhece.
Pode ser difícil conversar com outras pessoas quando você se sente solitário. No entanto, tentar se conectar com as pessoas que você conhece durante o dia pode ser útil. Até mesmo chamar a atenção de alguém e dizer “Oi” enquanto caminha pode fazer você se sentir melhor. Ao compartilhar uma saudação educada, você também pode dar uma carona a outra pessoa.
Encontre pessoas que entendam' você.
Há grandes benefícios em encontrar pessoas que passaram por experiências semelhantes às suas. Procure conexões em grupos locais ou nas redes sociais.
Passe tempo com animais de estimação
Os animais não apenas nos fornecem amor e apoio incondicional, eles também ajudam a estruturar nossos dias e até nos incentivam a sair e nos conectar com outras pessoas. A interação com animais de estimação também ajuda a reduzir os níveis de estresse.
Tente usar as redes sociais de uma forma positiva.
A terapia pela fala pode ser difícil de conseguir - mas se você encontrar um conselheiro ou terapeuta, isso lhe proporcionará um espaço seguro para trabalhar seus sentimentos e pensamentos sem julgamento.
"...
Creio que o hábito precoce da solidão é um bem infinito.
Ela ensina também a amar ainda mais as criaturas. 
Marguerite Yourcenar

terça-feira, 9 de junho de 2026

A vida no campo II

Não por conta 
da beleza do sol, 
do céu 
mas das paisagens, 
do vento que sopra,
em todo caminho, 
na fria tarde,
cheguei 
na fazenda,
ouvindo 
o ruído do 
vento constante,
e  o frio de junho, 
marcas do lugar, 
tão 
presentes aqui 
em 
Água Doce... 
Longe da cidade, 
e agora
no campo,
longe
é outono...
aqui,  
hoje há o preto 
do asfalto 
e cascalho
em quase 
em todo percurso na fazenda,
mas ainda, 
os mesmos sinais 
em todos lugares... 
O verde do pasto,
os vales, 
as colinas,
os capões de mata, 
escassos porém, 
na cerca que margeava,
toda estrada, 
o gado 
e o galpão enfim.
No caminho, 
todo pouco jeito 
das mudanças de estação,
pouco presentes,
mas
paisagens exóticas,
o verde que marca muito, 
na vegetação rasteira,
que 
tudo aqui 
muda pouco... 
a cada 
estação, 
com os anos..
...
Tudo misturado,
de algo que foi...
que é, um pouco diferente,
porteira afora,
mas porteira 
adentro, 
é tudo tão familiar ou bem 
parecido,
de um dia,
que me 
acostumei ao lugar,
estive 
nestas bandas,
ainda menino...
e agora,
sinto que 
continua, 
quase tudo igual.
..
Na sede da fazenda
há folhas caindo,
em poucas árvores, 
folhas no chão, 
vermelho 
e dourado.
Mas os dias 
andam curtos, 
noites longas.
Mas por  
mudar, 
de lugar,
recém deixei 
a cidade,
não deixo de 
pensar 
nas 
relações humanas, 

hoje tão mais afetivas,
por esta região, 
pouco povoada,
que me dá,
no meu campo,
o sul do país, 
que evoca  tanto,
ver os 
poucos de 
seus habitantes...
me recebendo.
Um lugar distante..
agora, 
um cara 
já maduro,
que chega aqui 
para tentar  
relembrar e 
resgatar 
algo vivido 
em meu passado.
Para isso,  
no campo, 
é preciso reatar 
a relação 
com a paisagem...
com os peões,  
do mata Burro 
lá longe,
a cerca de arame,
o chimarrão,
o campo
de quem me 
afastei há  mais,
40 anos,
e fui viver 
numa grande cidade.
No começo dos anos 70,
deixei 
o pequeno povoado 
de Iomerê, minha terra,
vim para cá,
em estrada de chão,
era tão distante,
quando revi,
o pequeno mercado 
aqui, no 
Horizonte,
onde  tropeava gado,
era ainda  tão jovem.
Por alguma razão, 
que 
descobri nos anos 70 
e foi intensificando,
no anos,
o que 
guardo imensa recordação 

admiração do lugar.
Claro que a câmera,
me acompanha, 
com a intenção de mostrar 
que, 
nesse ambiente  campestre, 
há menos pessoas e muito gado,
a natureza 
tão imponente, 
às vezes ameaçadora,
pelas cercas de arame, 
o gado bravo. 
animais peçonhentos.
As relações 
aqui tem  hoje, 
um outro sentido
da cidade que vivo, 
e aqui, 
são moldadas 
pela solidariedade 

pela ideia de que é preciso 
enfrentar a adversidade...
do gado
no campo,
os dias frios, 
a garoa,
as vezes o vento 
e chuva 
e
a solidão.
Nenhum encontro é desperdiçado. 
Nm diálogo na beira de estrada, 
vendo a grama verde e o gado,
..
ou 
a lojinha de 
secos 
e molhados no  Horizonte,
não posso 
deixar de 
conter uma reflexão, 
das grandes dimensões do campo,
a essência do lugar, onde todos ficam bem, até
o gado que fica aqui 
no máximo 
poucos mas que 3 anos,
onde está implícito 
nas relações,
que tudo se dirige,
em função do abate do gado,
ou a finitude de tudo que pasta.
Assim são também os encontros 
com as poucas
pessoas 
de diferentes idades... 
com seu cavalo 
e o inseparável chimarrão.
É como se cada peão quisesse 
educar-nos 
para a necessidade 
de cada um deixar o estresse da cidade grande, com suas  angústias e medos, ameaças da violência,
e
dar o devido valor,
da vida sossegada,
na beira do fogo de chão, 
papeando,
tomando mate,
ou café campeiro,
nesses diálogos simples, 
que já ouvi lá longe, 
que  hoje tenho,
tanto respeito e admiração
com a natureza aqui

que pouco acontecem 
nas paisagens 
urbanas 
das grandes cidades.
Nesse sentido, 
tudo 
vai de encontro 
como em  textos recentes 
do meu blog, 
centrado em descrições 
que senti que foram muito 
espirituosas,
e ocorrem 
nestes
espaços distantes,
nestes pequenos mundos, 
e reforçam  que a vida 
no campo é ainda tão 
inspiradora.
Em que faço uma reflexão, 
sobre a minha relação definitiva, 
com o lugar...
Há agora 
uma relação da arte fotográfica 
do campo e eu.
um desafio escrever.
http://acreb.blogspot.com.br/2015/06/a-vida-no-campo-e-tudo-isso.html 
No lugar..
dá-se uma real manifestação 
de algo que já havia nos anos 70,
mas o contrário de lá...
além do silêncio 
há enfim,
a interação 
tão intensa
com a natureza, 
que põem o homem,
diante de seus sentimentos...
que este mundo é capaz de propiciar,
aqui há meu interesse 
hoje muito além de tudo,
de fotografar,
Nem todos aguentariam..
tanto silêncio, 
berro de bois e vacas, 
o papo simples do peão.
Assim,  
o supérfluo, 
da cidade,
cede lugar ao calmo,
final de tarde,
olhando o 
sol se pôr,
no horizonte,
que me atualiza, 
para nossa época em que se confunde tudo,
ruídos com progresso,
prédios de cimento cheios de cercas de ferro, e o tão ausente lazer e bem estar,
mas são questões, tão ou mais fundamentais,
tão presentes aqui, 
como, esta pergunta,
"para que se vive com tanta poluição" 

"para quem se vive,
em lugares tão agitados 
e barulhentos, 
das grandes cidades",
com tanta gente...
em busca  de algo 
não tão claro, 
deixar o pavor,
pelo prazer,
como que vejo a resposta,
agora,
aqui no campo...
da tranquilidade tão rara, 
muito 
pasto, 
e gado...poucas pessoas 

uma vida tão singela.