Rebel: Imagens, palavras...a essência... a natureza

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R.E.B.E.L - Most View- - Week- Top Ten

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Viver e Sonhar

É preciso 
ter 
em mente,
Nada é permanente...
Nem 
Doçuras,
Nem 
Amarguras.
A vida se renova,
em 
sonhos 
e
realizações.
Prefiro escrever, 
mais 
que falar, 
de sonhos,
de futuro,
mas a vida 
tem memória 
esta, 
está 
no passado,
na história,
mestra da vida 
e anunciadora 
de tempos antigos.
Sol de Fevereiro
som 
do vento sul,
olhar voltado
à cidade,
do alto,
observando
o presente 
pensando 
no passado
e olhos 
no  futuro.
...
Nunca 
seremos 
os 
mesmos, 
dos 
antepassados,
em sua 
coragem 
e suas
realizações.
Sentimos saudades,
então está ai a prova 
que foi bom 
tê-los conosco.
Nas lutas, 
ontem 
as armas,
os instrumentos,
do cotidiano
eram
tão
diferentes,
dos carros,
casas e 
gadgets
hoje,
O mundo 
deles,
o mundo
das coisas,
comparados
era um
mundo
tão diferente
de hoje,
Os desejos 
continuam,
é preciso
desafiar
os novos 
tempos,
é preciso
continuar
na velha 
coragem,
Viver e Sonhar...
Os que eram jovens
cheios de sonhos,
no século XX,
viviam aqui,
hoje são 
antigos,
muitos
velhos moradores,
outros nem 
mais existem,
sentimos muitas
saudades,
Somos 
continuadores
dos sonhos,
desafios
e realizações,
dos antepassados,
e há algum tempo 
vivemos coisas, 
que não 
imaginávamos e
eles também 
não imaginaram.
Na memória 
tem coisas,
que não
se
sente  
nem vê,
já que
não
vivemos 
com eles,
mas relatos,
obras,
construções
presentes 
demonstram
o que
não podemos
negar ou
deixar 
de testemunhar, 
está escrito 
no 
solo sagrado
da cidade.
Deixar escrito
ou dito..
tudo o que aconteceu
é impossível
mas o que
está ai 
está bem
feito,
podemos
testemunhar e 
dar continuidade 
ao passado,
feito e 
que aconteceu.
Revendo o passado,
cada dia,
somos
personagens 
da renovação
neste mundo novo,
Os tempos 
passados,
são ninhos,
Pássaros 
voam 
por ai,
ao
deixarem
seus ninhos.
No alto
não podemos impedir
voos de
saudades
por nossas mentes.







Red

Ar leve 
e
inocentes 
maneiras
no aposento.
O melhor
a ser
cortejado,
ia
além
do rosto,
pescoço 
e
pés desnudos, 
nada
que
aparecesse 
a mais 
no corpo 
da bela mulher.
Toda beleza
lá estava,
deliciava
o olhar do homem.
Refletia
imóvel...
Deitada,
numa
introspecção,
profunda.
Diante da vida,
Relax na alcova. 
Será 
assim
por
modéstia
ou
por orgulho...
Deixava 
alguns 
traços da beleza
saírem pelos cantos
desse lençol.
Cobre quase 
tudo, 
pés à cabeça
um ar 
de excitação.
...
Impossível 
poder
captar 
seus
segredos.
Seu perfume 
é doce.
Nunca,
nunca
é 
demais ir 
além
de sentir
seu perfume.
Ele 
transmite 
a
leveza
e a
doçura,
de
sua alma...
Esconde-se
no
cetim 
vermelho.
Poderia 
oferecer-lhe,
insinuações,
interromper,
instantes
de reflexão,
encontrar
acolhimento,
sentir a respiração,
satisfazer 
outros motivos,
de estar ali,
proposições à vida,
É vermelho, 
o linho,
que te cobres,
certo.
O coração de uma mulher,
o que passa,
quantos 
segredos
revelações
talvez,
enfim
tocar o seus
mais íntimos 
segredos.
Ninguém 
pode  
amar,
com 
segredos.
Alguma
comunicação
possível,
seria suficiente.
Enfim,
o silêncio já não 
fazia 
parte do nosso 
espaço,
nossos corpos 
e almas 
na sintonia.  

1966, Perdigão, Campeão Catarinense

..
Em 1966 
o então 
o time 
de Futebol
da Perdigão conquistava
de forma 
brilhante 
o título 
de campeã catarinense.
A conquista foi tão importante 
e grandiosa, que jamais fora repetida 
pelo futebol videirense. 
Os 50 anos desta conquista 
foram bem comemorados. 
O time base campeão: 
Odenir, Valter, 
Nilson, 
Pelé e Galego, 
Osvaldo, Caubi, 
Zinho, 
Righetti e Barros 
e Carioca 
Serramalte. 
No elenco 
ainda tinha 
Melão, 
Torrado, 
Arrepio, 
Adi, Gilberto, 
Cigano 
e Luizinho.
Esta é a equipe da Sociedade 
Esportiva Perdigão, 
campeã catarinense 
de 1966. 
As rudimentares 
rodovias, 
a maioria de terra, 
não foram 
obstáculo para 
a equipe de Videira. 
A delegação 
rubra viajava 
em duas Kombi.


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Inspiraçâo

Palavras brotam,
é inspiração,
é motivação,
vem dos sonhos,
dos secretos desejos,
largar tudo,
viver com você.
Inspiração.
C. Drummond de Andrade
Pinturas Belchior.

1929

...
Tangará 
cidade 
que 
nasci.
Esta 
foto 
é 
anterior
a
1929,
...
Iomerê 
cidade 
que 
cresci.
Foto 
é 
anterior
a
1929.
Videira,
cidade 
que 
moro 
atualmente.
Foto 
é 
anterior
a
1929,
Esta fotos 
são 
anteriores
a
1929,
período que
as pessoas 
aqui
e por aqui,
viviam
em lugares
modestos,
muitos riscos,
doenças,
animais,
ladrões 
e índios
mas viviam 
em
comunidades
irmanadas,
cada um
ajudava 
o outro,
o próximo 
ou semelhante,
a união era sua força.
Já podiam ir e vir
a
outros lugares, 
o trem era seguro 
uma realidade
inexistente hoje,
por aqui.
...
Não 
éramos 
tão 
atrasados,
em 1929,
apesar das humildes 
construções 
de madeira,
e
nem
tão incultos,
como 
imaginamos, 
e mais
sob o ponto de 
vista Freudiano
as pessoas da época
viviam
voltados
para 
o bem-estar comum
mais que hoje.
Como 
seria 
perversa 
a história,
se olharmos 
sob angulo 
do atraso,
mas 
a história
dos antepassados 
é generosa 
vista
sob angulo do progresso,
do bem-estar humano
da evolução 
e
muita coisa mudou,
para melhor.
....1918 foi o fim 
a primeira guerra,
e nós aqui
sem guerras
os antepassados
vivendo 
assim,
em casas 
de madeira
felizmente
por aqui,
evoluímos.
1929 foi
o ano que
Sigmund Freud. 
escreveu
um do livros 
marcantes, 
do século XX,
com a  ressaca
da primeira guerra.
O mal-estar 
da Civilização 
um livro
que
aborda 
a dualidade 
humana,
o
sofrimento, 
e a
felicidade
e ainda 
a
liberdade,.
Alguns trechos...
Tudo no mundo 
pode perdurar, 
exceto a sucessão 
de dias prósperos.
Sofremos mais..
do que 
temos felicidade.
O sofrimento que 
nos importuna 
é causado por causas
ou ameças sobre 
nosso bem-estar..
entenda bem-estar 
sob a ótica 
freudiana se 
o mundo
fosse
uma grande 
comunidade humana,
irmanados,
seria
exitosa e melhor 
se não fosse 
preciso cada 
um 
preocupar-se 
com sua felicidade 
como indivíduo.
Como não vivemos de 
olho no próximo 
ou semelhante,
mas de olho em nós,
assim 
focados no 
individual 
somos infelizes.
Vivemos entre 
a
Repressão
e a 
Liberação dos instintos.
ai que onde se dá e
acontece tudo com nós, 
em seus limites, 
a civilização.
O sofrimento hoje 
e desde outrora, 
foi ou é sempre e
será, 
quando existe 
uma condição 
duradoura 
e contínua, 
Enquanto 
a felicidade, 
é esta êxtase 
este
gozo intenso, 
sempre percebida 
num
experiência fugidia
fugaz e momentânea 
experimentada, 
do início ao fim 
em um instante quando 
o sofrimento se detém.
...
A vida 
é mais sofrimento 
que 
felicidade.. 
A vida 
é mais 
mal-estar 
que 
bem-estar,
onde 
na maioria 
do tempo, 
sofremos, 
e o tempo inteiro 
há algo
que
nos importuna 
então
há sempre 
a possibilidade 
do 
sofrimento,
vindo 
de ameaças 
permanentes 
presentes 
em nosso 
bem-estar 
tal
como a 
violência
e a pobreza.

Anos 70 II

Da 
varanda,
horizonte,
Olhar não, 
Olhares,
ai vejo 
o mundo,
que conto 
A via que 
ando...
não é uma 
avenida 
maravilhosa..
mas é sim..
via que ando
por meus olhares
ao horizonte....
A liberdade 
da rodovia
distante,
que 
vai 
à Iomerê.
Lembro de 
onde 
esta estrada 
já me levou.
Mas é assim...
no alto há hoje
esta 
rodovia
que leva 
para Iomerê
um 
caminho de asfalto.
..
Em 
Iomerê
antigamente todos 
os  
caminhos 
de chão bruto
revestido de
cascalhos...
Chão batido
e pedras
era 
comum 
no caminho
antigamente
andar
no meu 
cavalo tordilho... 
cavalgava... 
ia 
buscar o gado,
e para 
chegar lá...
de 
Água Doce 
era um 
sofrimento.
Tropeava gado
no começo dos
anos 70, 
com ele.
No campo...
no frio da noite...
com o sono 
avesso...
entrecortado com 
som do ronco 
dos peões da 
fazenda Roseira,
sentia..
como é estranho 
esse silêncio...
da madrugada...
de expectativas,
da viagem 
do rumo da boiada, 
no campo...
lindo,
onde partia..
com o gado feliz,
no meu tordilho...
montado 
na cela...
e com a capa de lã, 
bota de couro de gado,
no dia seguinte 
nos caminhos de 
volta para casa...
Assim que conduzia 
a boiada..
pelos caminhos, 
e que o abate 
era alguns dias após. 
no matadouro... 
da família..
Meus sentimentos, 
as franquezas, 
meus prazeres,
vem desde esse o tempo, 
também...
mas vem do inicio 
do anos 60,
a Vila 
Bressan...
onde a 
vida da família 
não era fácil.
As relações 
com mundo...
que cultivei  
vieram dai..
na vida dura...
ou 
na vida boa..
e cavalgar
pela 
vida...
Rebel
Words
Photo.