Rebel: Imagens, palavras...a essência... a natureza

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LOOKING IN WINDOW


R.E.B.E.L - Most View- - Week- Top Ten

sexta-feira, 7 de outubro de 2022

QUINTANA

PORTO ALEGRE
A rua dos Cataventos..
era rua dos
pombos...
quando estive aqui nos anos 70
MINHA MORTE nasceu quando eu nasci",
escrevia Mario Quintana em seu primeiro livro,
"A Rua dos Cataventos".
O verso ganha novos significados lido agora,
no centenário do poeta.
Poderia ser apenas uma verdade geral:
todos nós, é por certo,
começamos a morrer assim que passamos à existência.
Mas, num autor como Quintana -muito querido,
é como se os discretos acontecimentos de
sua biografia real nada mais fossem que o prefácio
de uma longa vida literária renovada toda
vez que alguém abre um livro seu.
Glória póstuma?
Não exatamente.

Mario Quintana tornou-se popularíssimo
desde os anos 70,
pelo menos; quando morreu,
em 1994, acho que já se vendiam
nas papelarias aquelas agendas
com frases suas, repetidas até enjoar.
Ao mesmo tempo,
Quintana é mais querido do que admirado,
e termos como "grandeza" e "profundidade"
não se associam à sua poesia, que de resto
não aspirava a tanto.
Mestre na comunicação instantânea com o
leitor e na arte de criar paradoxos
"naturalíssimos", sem sombra de esforço
mental, ele corria o risco
de ver o espontâneo, o elegante
e o corredio de sua arte inclinarem-se
na direção do açucarado e do mimoso:
A cada suspiro que dou,
o meu anjo da guarda perde
mais uma peninha da asa,
exala um parágrafo de
"Sapato Florido".
Mas os livros de Mario Quintana são lindos.
Começando com os sonetos de
"A Rua dos Cataventos", de 1940,
daí para as "Canções", de 1946,
"Sapato Florido" (poemas em prosa, 1948),
"O Aprendiz de Feiticeiro" (1950)
e "Espelho Mágico" (1951),
"A Rua dos Cataventos"
é, de algum modo, um livro de estréia mais seguro
de si mesmo do que seria
"O Aprendiz de Feiticeiro",
onde as sombras de Murilo Mendes,
Manuel Bandeira e Augusto Frederico Schmidt
distorcem um bocado a imagem do poeta.
O tom enfunado de "Cântico", por exemplo,
tem muito mais a ver com Schmidt
do que com o Mario Quintana de verdade:
"O vento verga as árvores, o vento clamoroso
da aurora...
/ Tu vens precedida pelos vôos altos,/
Pela marcha lenta das nuvens (...)".
E por aí vai.
Mesmo uma das mais belas imagens desse livro -
quando o autor escreve que um poema deve ser
"como um gole d" água bebido no escuro"-
sofre com os versos seguintes, que o recomendam
"Triste./ Solitário./ Único./
Ferido de mortal beleza."
Apesar de serem todos sonetos -
sinal de conservadorismo formal na década de 40-,
os poemas de "A Rua dos Cataventos" lidavam com a modernidade de forma mais pessoal, ao menos num aspecto.
A idéia, muito cara ao século 20, da anulação do
"eu" romântico, a vontade do poeta de desaparecer no meio das coisas, de diminuir o volume da voz, aparece com freqüência nesse livro de estréia:
"Tão leve estou que já nem sombra tenho", diz o soneto 30; "Da vez primeira em que me assassinaram...", começa, famosamente, o soneto 17; "Pra que pensar? Também sou da paisagem...", pensa o soneto de abertura.
Uma paisagem, como se sabe, de casas de arrabalde, de bares com placas descascadas, de gares onde se perderam sapatos pretos e guarda-chuvas, de salas de estar onde os parentes se juntam para um velório, de ruazinhas que já confinam com o campo, à luz de um último lampião. Nada a ver com paulicéias desvairadas, portanto -nem com as caatingas cabralinas. Os lugares de Manuel Bandeira talvez se pareçam com os de Quintana: mas o Recife, ou um beco do Rio de Janeiro, são para Bandeira um motivo de evocação e despedida.
Os lugares de Quintana estão, por assim dizer, no presente; de lá ele espera seus leitores, seus versos, suas assombrações.
O caráter ambíguo, liminar desses lugares -entre campo e cidade, entre o doméstico e o aterrorizante-é também o da poesia de Quintana, entre a prosa e o verso, o erudito e o popular.
Seu sucesso -e sua qualidade- vem daí: o leitor, nostálgico de uma vida brasileira mais pacata e bem-vivida, encontra nas frases do poeta a modernidade da condensação e da surpresa.
É um espaço limitado, estreito talvez: mas nele há lugar para todos nós.

Travessa Cataventos

...
Pelotas 
é só 
uma 
lembrança, 
assim como 
os meus 
amores 
de lá...
...
Vou ficar 
aqui 
por uns 
5 anos.
nesta
cidade,
tão bela,
e
tem sido uma 
fonte 
de inspiração..
e há tantos 
motivos, 
estive por 
ai,
nas ruelas
estes dias,
passei 
por um
tal de
Mario 
Quintana..
apressado,
fumando 
cachimbo
realmente 
Porto Alegre 
inspira
e a mim 
em particular..
aqui é 
o meu lugar agora,

...
Mas se eh isso..
meu amor
e só
meu amor....
...
Meu Amor
ficou em Pelotas,
em mim 
agora há
mais racionalidade,
mas há
pedaço de saudade
e padeço
de emoção 
pura
vendo 
a rua 
ou travessa
dos Cataventos.
...
A cidade 
tem consistência,
há tantos intelectuais
escritores e poetas
Os Veríssimos, 
o pai e
o filho
que admiro
sem falar do
poeta
Mario Quintana.
Os intelectuais 
aqui "esnobam",
abundam 
sempre que 
há  na feira 
do Livro,
na praça da 
alfandega
Então se ouve e
respira-se 
cultura por ai.
Mas..
ouvi tb..
"Amor é coisa 
de pobre,
Amor de rico 
é o poder"
e,
falar estas coisas assim
que compartilham 
com o amor, 
como casamento, 
filhos,
sexo é legal.
Ano que vem que 
acabo a pós
longe da Universidade
de Pelotas, 
que
tenho tantos sonhos
realizados.
talvez não tenha mais 
dores de amor..
assim  
como hoje
minha intenção 
é estudar.
É fácil falar,
mas sentir, 
a dor
como estou hoje
algo deu errado
Se apaixonar
é legal,
ter amor verdadeiro
na vida 
é outra história....
por aí vai. 
Fácil, não é.. 
Dizem que
"Sem amor,
não podemos 
ser felizes",
ou
Amamos de verdade ou nada será fácil.. 
Amar profundamente, é apenas uma 
vez na vida.
Olha eu já me 
apaixonei
nos anos 70...
todo ano tinha 
uma paixão,
Em 1977  
sentia que tinha 
chegado 
a minha paixão 
absoluta 
o meu curso, 
a medicina...
meu sonho,
enfim na mão
ao meu alcance
ninguém 
conseguiu impedir 
ou controlar 
sonho.
Como Amor é 
essencial, 
é essencial
ter uma profissão 
legal 
é essa 
necessidade 
humana
como amar 
e ser amado,
sem sofrer,
Mas quando 
se ama demais 
ou não 
é correspondido...
tem isso que 
estou derramando
as lágrimas
nas ruas de 
Porto Alegre...
Quantos fizeram 
e fazem isto,
Ver que as pessoas 
miram um olhar e
percebem por  meio 
de seus olhos,
além de uma 
simples tristeza.
Mas foi muito 
gratificante
e vivenciar os 
sentimentos
que me envolvem 
em Pelotas 
isso eh muito..
muito bom...
ótima experiência 
se deu maneira 
muito intensa...
e ai emoções,
pensamentos,
experiências...
por isso estou 
aqui dizendo 
isso.
....amor 
e  a
natureza..
para nós 
humanos
tem sido uma 
eterna fonte 
de inspiração...
só..
a vida 
não 
é apenas 
rosas, tem 
espinhos"
Se você 
passar 
por um 
jardim
ou a praça 
da catedral,
verá coisas 
belas aqui,

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

Picadeiro

Ah..
é irresistível..
um 
banho de água.
...
Mas é irresistível 
a tendência 
dos 
seres 
humanos,
de 

enxergar 
uma 
natureza secreta 
por trás 
das coisas...
Nada secreto 
em admitir...
em meio a um 
banho de água...
Há sempre um...
prazer nisso,
mas vejo algo real, 
hoje,
como estou alegre, 
na foto, 
imagino,
que há, 
um palhaço triste 
em meio a 
um picadeiro,
chamado...
terra.
Não sou um talento 
para retratar..
mas uso este humor...
para escrever,
o ridículo das 
situações banais, 
o ser humano na 
sua insignificância,
a natureza hoje.
Vivemos cheios 
de destruição...
um caos ambiental.
Todos temos...
capacidade.
Somos capazes 

de resistir...
Sou um provocador,
que faz pensar 

desta maneira..
a ideia de 

um palhaço,
e que nunca 
gostamos, 
ver  um 
palhaço triste...
algo que 
soa diferente, 
mas é uma 
provocação..
ironia e humor.
A arte desempenha 
um papel 
importante...
para resgatar 
os valores perdidos 
da sociedade.
A liberdade criativa 
é  fundamental 
na vida.
Sinto uma 

proximidade 
grande,
aqui e ali,

de quem lê,
não só como coletivo, 
mas também 
como indivíduo.
Meu palhaço 
anda triste....
Por que continuamos 
envenenando 
e contaminando...
nossos suportes da vida, 
a água, 
o solo, 
o ar...
Estamos 
no caminho 
da extinção 
em massa 
e a maioria das pessoas 
não perceberam isso.
mas essa extinção de agora 
é causada pelo ser humano,
sem a pintura nos rostos..
Mas respeito sim, 
a parte de uma 
tradição 
circense à qual o palhaço 
no seu trabalho se filia.
Meu palhaço anda triste,e me ocorreu 
no palco da vida,
no dia do 
meio ambiente..
numa ideia geral 
e corrente sobre 
o que é...
para a maioria 
dos seres.. 
e de forma a 
me expressar...


Nature

A natureza 
nos faz 
refletir sobre tudo.




Spring's Time

Veja como os dias já se alongaram.
É bom sentar aqui um pouco e ter dias de primavera com um pouco de sol assim, forte o suficiente para respirar o ar da estação que é tão doce...Sinto como ficou quente esta noite e era ontem apenas inverno há apenas alguns dias atrás..se ter você é o suficiente, quero ter você mais por perto enquanto tudo no fundo muda lentamente..as flores despontando em todo lugares.
Meu doce amor adorei sentir teus lábios salgados de amendoim e vinho frio com meu nariz rente ao copo daquele cheiro gostoso e se você olhar para esta estação você não entende porque levou um ano para ela aparecer de novo, e libertar em nossa vista estas cores
levou muito tempo para lembrar que as flores e as plantas estavam lá.


segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Pardon and Grace

🧘✍️Sobre o perdão ou perdoar... 
é uma graça, coisa do coração que é tão fácil de fazer para algumas pessoas...
mas para outras algo 
que é difícil ou que nunca acontece.
Tem dias que é tão fácil estender um pouco de graça e perdoar as pessoas. Não importa o que eles fizeram ou fazem.
E depois tem dias que fica preso em algum lugar do seu corpo. Teimoso. Lutando com unhas e dentes contra isso. Recusando-me a ser libertado. 
Como se tivesse crescido como um membro extra.Tem dias em que é apenas um ato natural perdoar. 
E deixe ir. E depois tem os dias teimosos. 
Aprendo a lidar com os dias teimosos porque o dia seguinte pode ser mais fácil para o perdão. 
Aprendi a apertar suavemente a "coisa do perdão" e movê-la internamente e lentamente. E quando menos espera, quando se pensa que encontrou um lugar confortável em mim, eu agarro-o, luto-o até ao chão, até que eventualmente ele desista.
Fiel à natureza humana, o nosso sentido interno de justiça vai contra a ideia de perdão💛💜 em vez disso, a nossa reação instintiva é exatamente o oposto porque sentimos a necessidade de tornar as coisas quites. 
E é por isso que o perdão às vezes é tão difícil - vai contra a nossa profunda crença do que é justo. Acredito que o perdão é uma escolha. Mesmo que demore muito tempo para fazer essa escolha. 
Aprendi no meu envelhecimento que não perdoamos aqueles que nos magoam porque (achamos) eles alguma vez vão merecer, aprendi a perdoar porque eu mereço. 
A gente merece a paz interior, merecemos a nossa calma, merecemos um coração mais leve.

♥️💛💜cheio de cores.

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

AMOR lll


.

...
Acordei
às 6 hs...
não pude ler toda folha de São Paulo..
a Ilustrada
Me lembrava depois de um findi..
que sempre há depois
nas pessoas
um certo ar de sedução residual,
nas palavras..
quando interesses
se compartilham.
A cumplicidade,
a troca,
dá a sensação que
talvez exista isto desde sempre.
Vejo em você as ressonâncias 
da minha alma..
(até tuas inquietações eu compartilho..),
sobre tua visão de mundo..
é uma coisa..
legal....,
quando estás assim...
algo que aflora estas coisas,
sinto algo que me encanta
na tua forma de ser,
a tua forma de querer,
a tua forma de gostar...
Vou! vou aonde teu porto está.
Vou ao teu farol a me.. guiar...
Ah e tuas vaidades femininas...
mas vou ver um algo novo.....
pra nós ...
e pensar nestes momentos...
E ontem já cheguei em casa assim ...
recordando nossa cenas..
(meus pés nos seus...)...
meus desejos..
desejei, desejo, desejarei,
a massagem..
a afinidade..
a intimidade...
algo..
revelador...
sensual...
meio místico...
realmente... 
só você, 
me fazendo 
divagar
assim...
E.....by Rebel.