Rebel: Imagens, palavras...a essência... a natureza

Rebel

LOOKING IN WINDOW


R.E.B.E.L - Most View- - Week- Top Ten

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Florianópolis 1984

Eu sei 
do poder 
das imagens 
e o poder  
que 
palavras 
têm.. 
Ao compor 
um texto, 
tudo aqui
continuará 
em 
minhas 
memórias.

já não será
tão 
segredo assim.
..
Esta foto
é de 
Florianópolis 
ano 
1984.
Já médico,
vivia ali 
meus bons 
momentos,
de
paixão e
de lazer.
Todos tem
suas 
memórias,
nesta época 
a vida 
era 
menos 
vulgar
mais sincera
mais ingênua..
houve 
uma mulher 
encantadora 
na minha vida.
Há sempre 
momentos
para 
serem 
desfrutadas,
que levam 

mente 
no paraíso.
Ela minha 
namorada
uma 
nutricionista, 
sempre 
dizia..
Eu sou 
teu anjo, 
trate-me 
bem.
Ela me chamava 
Rebel
...
Mas, 
como toda 
paixão 
some,
então
não se pode
quando 
se pode 
é porque é amor,
que hoje já não existe 
nem
como amor 
nem como paixão.
Mas existe
como  lembrança 
na foto,
nem 
há o casal, 
só há 
o sol...
há eu
a ponte 
ao fundo,
eles 
ainda 
existem.

A Força do Passado na tão distante: 1963

Eu estava sentado agora 
revendo atualidades.
A sala vazia ainda, 
o notebook na minha frente 
e voltei ao idos de 1963.


O que vai ser de nós.
Eu levei um susto...
quando chegamos 
num caminhão na vila
de Iomerê...
meus irmãos.. 
minha mãe...
meu pai.
Tudo estava nos eixos, 
boas casas, 
a crise era nossa, 
ameaçando nossas vidas, 
alguém nos olhou como 
que perguntasse...
O que vai ser de vocês, 
nem o deles nem o meu, 
que diabo, 
logo de manhã, 
uma advertência daquelas. 
Imaginei como que alguém poderia dizer...
Vai ser o que de nós..
embora não ouvi de ninguém isso...
O que vai ser de nós...
Bem, 
a coisa não era 
tão trágica assim.
A boa vontade, o trabalho, 
já é um bom caminho para tudo. 
Por maior que fosse a minha decepção 
inicial e depois admiração 
aquela cidadezinha, acreditava 
que o mundo continuaria o mesmo, 
principalmente para mim.
Pensando bem, 
até que melhor para todos nós..estava por vir.
Teria novos motivos 

e que começaria a fazer...
na nova cidade.
Pulando no tempo e no espaço.
Quando Kennedy morreu estava em Iomere, 
junto com meu Pai 
num comercio que abrimos lá, 
a noticia era uma uma hecatombe...eu não acreditava que, 
Kennedy tinha sido morto, 
parecia que o Sol 
não nasceria no dia seguinte.
O que seria do menino comum 
que resistira aos tempos difíceis 
em Pinheiro Preto,
mas que suportaria viver 
sem as penúrias que tínhamos lá todos...
por algo novo em Iomerê.
O mais sábio era esperar 
pelo dia seguinte, 
ver se o Sol nascia mesmo...
contemplar as pessoas novas...
coisas da cidade...o padre,
o seminário..
o grupo Escolar
Frei Evaristo.
Eu ia lembrando isso me consolando 

na época, a gente tinha uma cidade..
uma casa, era a boa noticia, 
mas não ficaria mais pobre como
a pobreza de Pinheiro Preto 
e da Vila Bressan...
Mas o Sol já havia nascido 
lá para as bandas de Iomerê,
no dias seguintes prosaicamente, 
como fazia todos os dias.
Não havia motivo para alarme.
É bem verdade que certas coisas 
que acontecem no mundo volta e meia me inquietam.
Bem ou mal, íamos levando a vida, 
até que um dia achei 
que Iomerê era pequena demais 
e fui morar em Curitiba 
e descobri de cara, de novo, 
como a vida eh dura.
Antes, quando não sabíamos disso, 
tínhamos alguns problemas, 
mas dávamos a volta por cima.
Agora, o que vai ser de mim... 
Me perguntava de novo diante 
de novo desafio.
Eu sempre acendia uma vela 
e rezava nestas situações...
A hora certa de consertar 
o telhado é quando faz sol
e a vida continua....
foi um  longo caminho até aqui...
E QUE....
Não vamos tentar consertar 
o passado
vamos aceitar o presente...
pelo futuro..
e o futuro é cada dia..

sábado, 6 de fevereiro de 2021

Retratos de algo familiar

Nem toda cultura é global.
Há coisas que estão num
só pedaço...
da nossa mente...
outras num pedaço do mundo,
que pouca gente ouviu ou vai ouvir.
Eu vendo memoráveis retratos 

de meus avós 
e tias do anos 20 e 30,
pais e tios dos anos 40,
irmãos já lá pelos anos 50.

Mais de meio século atrás.
Alguns desses retratos podem
parecer um pouco fora 

de foco para meus filhos, 
mas lá estão meus avós, 
relaxados num casamento 
de seu único filho nos anos 50, 
outras fotos com a bengala, outra com uma faixa militar da primeira guerra, que participou na Itália, com uma jaqueta protegendo-se do frio, claro não são melhores fotos, deve haver outras, transmitem uma sensação de intimidade com um mundo perdido entre a vida na Europa que era dura e no interior do Rio Grande do Sul depois aqui em Tangará Santa Catarina.
Meu avô, Sr. Silvio Antonio Dalmolin, nascido em Enego, Itália em 10/09/1885,

casou com Elisa 
Catharina Ballen, 
nascida 1896 em 
Feltre BELLUNO,

CASOU-SE em 03/06/1916,
em Ajuricaba - R.G.do Sul-Brasil
Nascido na Itália meu avó Silvio 
Dalmolin participou 
da primeira guerra mundial, 
fugiu da guerra, 
mas nos últimos anos antes da sua morte, 
em 1970,
ele mereceu toda atenção minha,
em São Marcos, na cidade de Tangará.
Agora, é hora de relembrar com seus retratos, que ocupam meu computador, com algumas fotos pouco conhecidas, que ele tinha.
De certa forma, estas fotos são mais um exercício de imaginação, mas são muito mas muito interessantes.
Meu avó Silvio foi um marco na minha infância.
Hábil contador de histórias,
relembrava a Itália com gosto, a vida na Áustria,
o inverno nos Alpes, numa época que não havia revistas, só radio e tudo soava como pouco ou muito pouco familiar a mim um menino
de 5 a 6 anos.
e suas fotos me levavam abençoadamente longe e a rigor, não são arte, mas são honestas e verdadeiras.
O que é a experiência do exílio..
se bem que voluntario...a vida na Itália era péssima na época...do final do 
século 19, e ai a saída de sua terra natal a num pais tropical
E falava sobre a sua própria infância, em Enego, no Vêneto Italiano,

perto de Vicenza, norte da Itália, 
onde certa vez notou como a vida ali 
não teria mais jeito tudo destroçado 
o caos habitava,

e a fome com residual 

da primeira guerra, havia tornado 
clara para ele a iminência de 
"uma longa e talvez duradoura 
despedida 
da cidade natal", voltou para 
Itália varias vezes, depois 
por saudade.
"Várias vezes na minha vida interior já experimentei o processo de inoculação como algo salutar, cada sua experiência, cada palavra era esse exercício.
É de certa forma isso que as fotos dele sugerem também uma tentativa de vida nova, num continente distante, contra as sequêlas locais da guerra, tudo isso num tempo que era tudo muito difícil.
Tudo que me contava era levado muito a sério, mas era muito caro a ele as lembranças dos amigos e seus entes que se foram na guerra ou ficaram na Itália... e estão ai imortalizados nos retratos.
"Podemos apenas imaginar o que teria significado para aquela época repentinamente, ver diante de si, de forma tão verossímil, as pessoas queridas de sua vida", vendo através de suas primeiras fotografias.
As fotos da pós-guerra, especialmente em 1920, são uma coisa à parte.
Elas mostram a Itália na reconstrução.
As cidades eram tão diferentes para mim de tudo que é hoje para os que não se lembram, de que o mundo era tão diferente. e que pessoas viveram esta época.
Suas fotos documentam tudo isso.
A foto não tem um ponto de fuga...
é a realidade
À primeira vista, é quase fantástico tudo.
Quando estava sentado na área de sua casa em São Marcos, em suas palavras, havia a "a sensação de saudade..
na sua voz que derramava e atingia minha alma..
Ele era um bom senhor
um corpo ainda saudável e que aprazia um "bitchero de vinho, um salame e um formaggio".
Ele sempre acrescentava: "Busquei o Brasil por meio do mar e voltei varias vezes a minha Itália, mas sempre gostei daqui e aqui quero morrer e uma certa dualidade, mas amava italia e muito mais este país e queria morrer no Brasil"
Morreu em setembro de 1970.
Tudo isso é um antidoto da irrecuperabilidade do passado que tem gente que acredita".
O passado é irrecuperável...no ponto de vista real, da vida biológico, mas do imaginário, das lembranças não e a fotografia é o começo deste fio que conduz a este passado tão querido dele e meu.
O futuro seria mais estranho se não houvesse esta lembranças gratas do seu passado, e ainda é tão claro em minha mente.
Era isso que cada visita, junto com a avô, cada estada, os almoços no porão, o suco de uva ou de laranja, em sua casa na subida do morro, quase no cume da colina que tão bem representava.
Um local em fazíamos a descida com tabuinhas na grama verde alisada com vela, coisa que não tem similar se faz algo assim hoje com skate.
As fotos dele na minha mente ainda falavam da sua cidade e da Europa em meados do século 19 e 20 e à própria condição dela.
Não são realmente uma coisa à parte.
São o autorretrato da vida dele.
Abaixo a foto deles 

e filhos em 1927..
no colo minha 
mãe Tercíla Dalmolin 
com 2 meses.

Only Words


..
Palavras
apenas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
E o que fazemos com as nossas fantasias?
Por favor, alguém arruma um jeito,

queremos escapar do mundo real...
Às 7h de uma manhã de verão..
hoje cumpri uma de minhas 
estratégias atuais, de início de ano....
estou focando a atenção do meu dia em aspectos sensoriais (sons de música).

para me prender ao presente e aos meus objetivos. 
Outra coisa que vem junto é orar e meditar.
A minha vida..

o meu presente experiências espirituais...
valem muito..para aguentar o tranco..
Lembro da meditação desde os anos 70,

quando estava no seminário 
e essas práticas reduziam a atividade de certas áreas do lado esquerdo..
quem não sabe, o lado esquerdo do cérebro, ligado ao raciocínio lógico...
O lado direito, mais abstrato e emocional...criatividade..
"Nossa habilidade de experimentar a religião
e a fé é baseada no cérebro.
Quando os neurônios são ativados 

é que experimentamos a união com algo maior.
Como cuidadoso com a saúde, 

sei que um dos melhores "remédios" 
é o sono então dormi bem a noite seis horas,
então acordar bem,

traz algum avanço cognitivo ou físico no dia. 
"Embora saibamos muito sobre o cérebro", 
não honramos o poder curativo do sono.
A meditação e o relaxamento,

deixam pessoas menos tensas, descontraí também 
por meio da música.
Ouço música...clássica
Meu interesse sobre o cérebro,

tem uma origem profissional, 
sempre quero entender como se pensa...
entendendo mais sobre cada um de si mesmo, 

como diz Buda, nos somos o que nós pensamos,
então cada momento assim, 
não se deixar contagiar pela melancolia.
A mim a vida é um 

esforço continuo de todos os dias...
se superação da melancolia, 
por que se ela nos toma,
abre um flanco, um vazio,
que corrói a alma humana 
e que marca algumas almas.
Tudo isso eh dica..
Levar  a mente  as coisas boas da vida,

como uma sensação tão prazerosa,
e "máximo de serenidade"

encarar o desejo de atingir a 
tranquilidade...
maior no dia a dia.
Então 

dormir
meditar,
ouvir música,
relaxar..
ótimo pra todos nós...

podemos pensar nos 
nossos desejos..
adiante.
então não são 
palavras apenas..
atitudes..
é
que nos modificam.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

VELVET ROSE

Me encanta,
UMA ROSA.
Uma mulher..
é como uma rosa com tantos 
encantamentos,
Como lembrava
C.D.Andrade...
o que pode uma criatura senão, entre
criaturas amar? 
amar e esquecer?
 amar e malamar,
amar, desamar, amar? 
sempre, e até de olhos
vidrados, amar?...
uma pessoa..tão
meiga..afável...
muito especial sentia...
sinta-me
assim..mesmo sem por tocá-la..
me respondeste..
se querias me encantar e seduzir... 
agora
conseguiu.... que lindo... 
é isso mesmo que aspiramos..
longe ou perto
amei... tocou-me ...
juro que sem querer parecer
piegas...mas emocionou-me...
de verdade
Tenho tido tantos momentos assim..
como os teus..no
inicio...
"Escuta, eu não..quero contar-me 
o meu desejo.
Quero
apenas..contar-te...
a minha ternura
Ah!!!! se em troca
de tanta..felicidade que me dás 
Eu te pudesse repor ..
Eu..soubesse repor , 
no coração despedaçado, as mais
puras alegrias de tua infância...
" para retribuir..tão
lindas palavras...
Tudo que passa por nós..
dentro d'alma...tem tido..um
gosto..um sentimento de magia...me encantas...mais e
mais....
Eu..vou dormir...como passei todo dia..assim...com
o que vai pelo nossos corações..
um sentimento..de
amor..de carinho...
algo tão gostoso..como que esta
surgindo..agora..como as flores 
em tempos de primavera
e você..é uma flor...
Meu beijo..de amor..de paixão...
sonhe com o ardor de
amor...
com a vida em luz... boa noite...
Memory.
1978.
Words
Photo
Rebel.



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Gutenberg


Johannes Gutenberg 
foi um inventor, gravador 
e gráfico do Sacro Império Romano-Germânico. Wikipédia
Nascimento: Mainz, Alemanha
Falecimento: 3 de fevereiro de 1468, Mainz, Alemanha
Nome completo: Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg...Formação: Universidade de Erfurt.
Por que a invenção da imprensa por Gutenberg o levou à ruína by Tim Harford
No Natal de 1438, Andreas Dritzehn, um cidadão bem-sucedido de Estrasburgo, na fronteira entre a França e Alemanha, morreu vítima da peste. Não era um destino incomum naquela época, mas sua morte gerou um processo judicial que nos intriga até hoje.
Dritzehn havia formado uma sociedade com outras pessoas para produzir algo que não se sabia bem o que era.
Sabia-se que a sociedade fabricava pequenos espelhos convexos de metal que eram populares entre os peregrinos porque absorviam o resplendor divino das relíquias sagradas.
Mas o empreendimento também se dedicava a produzir algo mais. Algo muito maior.
'Bíblia' de Gutenberg: 4 fatos surpreendentes sobre o livro que mudou a história
Conheça a cidade que foi o Vale do Silício do século 15
E apesar dos ganhos substanciais, os custos do projeto misterioso estavam afundando Dritzehn em dívidas.
O fim do Talvez também te interessa....
Depois que ele morreu, seus irmãos entraram com um processo contra seus sócios.
Os documentos judiciais preservados falam de "uma arte secreta" e de retirar "as peças da prensa (...)para que ninguém saiba do que se trata".
Os sócios de Dritzehn estavam claramente preocupados com a possibilidade dessa "arte secreta" vir a ser copiada.
O processo foi encerrado, os irmãos de Dritzehn receberam uma compensação — e o sócio principal continuou a gastar dinheiro em prol da sua "aventura e arte".
Seu nome? Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg.
A aventura
Gutenberg, é claro, estava trabalhando na sua máquina de impressão tipográfica, ou mais precisamente, em um sistema completo que permitiria produzir tipos (caracteres) metálicos resistentes em massa, reorganizá-los de maneira flexível e utilizá-los ​​para imprimir centenas de cópias de um livro de uma vez só em questão de dias.
O que importava era o sistema.
A ideia de fazer formas de letras e usá-las para estampar caracteres remonta pelo menos ao Disco de Festo, uma tabuleta de argila que tem quase 4 mil anos, encontrada na ilha de Creta, na Grécia.
No ano 770, a imperatriz japonesa Shōtoku solicitou a impressão de um milhão de orações. Como o texto era curto, uma única placa de latão era capaz de imprimir o documento inteiro.
Mas armado com a invenção chinesa do papel e o sistema europeu de escrita, Gutenberg tinha uma máquina de impressão muito mais flexível em mente.
O sistema de Gutenberg girava em torno de um método de produção em massa do tipo metálico. Isso foi essencial. Uma única página de texto exigiria cerca de 3 mil formas de letras; seria extremamente demorado esculpir todas à mão.
Gutenberg era ourives, bem versado na arte precisa de cunhar moedas. Assim, ele e seus sócios talharam intrincadamente um punção para cada letra em metal resistente, com a forma da letra sobressaindo em relevo.
O punção logo estamparia uma "matriz" com a letra pressionada nela. Finalmente, a matriz era integrada a um molde manual, se derramava a liga fundida, e o tipo metálico emergia, esfriava rapidamente e estava pronto para uso.
Uma vez que o tipo era fixado em uma moldura, Gutenberg podia, usando um pincel, cobrir o conjunto com tinta à base de óleo que havia desenvolvido, pressionar firmemente o papel ligeiramente úmido sobre o metal e admirar os resultados.
E que resultados!
Gutenberg testou sua máquina de impressão imprimindo um livro escolar de 28 páginas, mas logo passou para um projeto de mais prestígio: uma magnífica edição da Bíblia em latim.
Quando Enea Silvio Piccolomini, o futuro papa Pio 2, viu parte da Bíblia de Gutenberg em 1455, o classificou como "um homem maravilhoso" e observou que "a letra era tão nítida que poderia ler sem óculos". Todas as cópias foram vendidas.
Mas, embora continuemos a admirar a beleza dessas Bíblias, o revolucionário em tudo isso não foi a beleza, tampouco a nitidez — mas, sim, a economia.
Desde que Gutenberg tornou possível a produção em massa de textos, o preço dos livros despencou. É difícil medir o impacto dessa mudança.
Durante vários séculos antes de Gutenberg, o preço de um manuscrito, um livro escrito à mão, era equivalente a cerca de seis meses de salário. Em pouco tempo, estava mais próximo do salário de seis dias. E, no início do século 17, do salário de seis horas.
A produção de material impresso começou a disparar. Foram impressos mais livros no primeiro século após a invenção da imprensa do que haviam sido copiados à mão em toda a história da Europa até Gutenberg.
Isso foi só o começo. No início da década de 1400, a biblioteca da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, continha 122 livros, cada um era um verdadeiro tesouro. Hoje são 8 milhões.
A impressão expandiu o mundo das ideias, aumentando o prestígio e a fama de pensadores. Por exemplo, após a chegada das máquinas de impressão tipográficas às cidades italianas por volta de 1470, o salário dos melhores professores foi multiplicado por 7 e até mesmo por 8.
Com a Bíblia em mãos
O mercado de impressão era um novo tipo de negócio. Durante séculos, ofícios especializados — como o de tecelões — foram organizados por guildas, ou corporações, que controlavam quem podia executar o ofício e como.
Mas os impressores operavam fora do sistema sindical como empresas com fins lucrativos. Banqueiros mercantis forneciam o considerável investimento inicial necessário para fazer a prensa e imprimir livros; era difícil ser um impressor sem se endividar. Esses comerciantes também organizavam a distribuição do produto, já que não havia livrarias.
Era um negócio difícil.
Imprimir uma Bíblia ilustrada, o produto idolatrado pelos primeiros impressores, era um projeto de grande porte. Muitos impressores não sobreviveram à competição acirrada. Veneza, o centro do primeiro negócio de impressão, tinha doze máquinas de impressão tipográfica em 1469. Nove delas desapareceram em apenas três anos.
Finalmente, os impressores perceberam que era mais lucrativo produzir um produto mais curto e mais simples, com um preço mais baixo e uma tiragem mais longa.
Livros de gramática — como o que Gutenberg imprimiu pela primeira vez para testar seu sistema — eram populares. Assim como as indulgências papais (documentos que concediam o perdão divino a quem pagasse). Ambos eram fontes seguras ​​de renda.
Tecnologia para conflitos
Por outro lado, embora as Bíblias não fossem um bom negócio, as polêmicas religiosas eram — como as 95 teses de Martinho Lutero, que criticava a venda de indulgências, que ele teria pregado na porta da Igreja de Todos os Santos em Wittenberg, na Alemanha, em 1517.
Como destaca a historiadora Elizabeth Eisenstein, não havia nada de particularmente incomum em um professor de teologia, como Martinho Lutero, participar de um debate religioso com a Igreja Católica. E as portas das igrejas eram um local tradicional para publicidade.
O incomum foi a velocidade com que a tecnologia da impressão propagou as ideias rebeldes de Lutero e seus seguidores. Wittenberg se tornou uma cidade de uma indústria só, repleta de impressores.
Martinho Lutero produziu uma tradução alemã do Novo Testamento que foi amplamente impressa. E descreveu a impressão como "o ato de graça mais elevado e extremo de Deus, mediante o qual o negócio do evangelho é impulsionado".
Mas os folhetos que costumavam ser distribuídos eram tudo, menos elegantes. Eles eram cheios de caricaturas cruéis, por exemplo, retratando o papa com a cabeça de um lobo. Os fiéis católicos respondiam com sua própria contrapropaganda.
A disputa religiosa encheu os bolsos dos impressores, desencadeou a Reforma Protestante e, por fim, levou à trágica Guerra dos Trinta Anos.
Uma nova tecnologia revolucionária que beneficia a retórica inflamatória? Quem poderia imaginar? Os trolls modernos da internet argumentam que o conflito atrai atenção, e a atenção atrai influência; mas qualquer alemão do século 17 poderia dizer que essa ideia não é nova.
E o que aconteceu com o homem que começou tudo isso?
A British Library declarou Johannes Gutenberg "o homem do milênio", e há poucos outros que alguém poderia nomear para tal honra.
Johannes Gutenberg, gravura de 'Exercícios mecânicos ou a doutrina dos trabalhos manuais aplicados à arte de imprimir', publicado em 1683
Mas até mesmo o homem do milênio teve dificuldade de ganhar dinheiro com a impressão.
Como muitos impressores que seguiram seus passos, ele estava ansioso para imprimir aquelas Bíblias gloriosas e absurdamente caras.
E Gutenberg, não se esqueça, vinha acumulando dívidas desde sua sociedade com Andreas Dritzehn, 17 anos antes.
Em 1455, mesmo ano em que o futuro papa havia se entusiasmado com seu trabalho, ele enfrentou um novo processo judicial por causa de outro sócio. Desta vez, ele perdeu a propriedade de sua própria máquina de impressão.
Se ao menos ele tivesse se limitado a imprimir gramáticas!
* Tim Harford escreve a coluna "Undercover Economist", do Financial Times.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Environment

Nada 
é simples
no
meio 

ambiente
neste nosso mundo.
..
Talvez 
por isso..
ouvi 
por 
muito 
no tempo 
de colégio 
e seminário
dos padres 

e sermões. 
que 
deve brotar 
em cada humano,
um ser honesto 

e desapegado,
com os anos eu 

acho que 
é meio 
conversa fiada....
somos o 

quanto muito
ou muito, 
meio que ou 
as vezes desajeitados,
em ganhar dinheiro, 

se somos honestos.
..

exuberante visual..
leva a insigths.
Aqui tenho minhas
conexões,
reflexões
perplexidades
olhar,
ver 
admirar.
Sempre 
devemos 
admirar
preservar...
há 
uma 
cadeia 
em 
tudo...
uma 
unidade 
em tudo.