Últimos raios do sol
minguavam,
esperava
a luz
do sol
se ir,
para me
despedir
do sol...
do
morro
do pajé.
Bateu-me uma ideia,um sonho,
uma visão
uma luz
no
pensamento..
ficar
mais um pouco,
deveria ficar
mais tempo ali.
Antes observara,
o caule da alcachofra
se dobrava,
a flor pendia..
Vagueava
pela trilha na grama,
deixada
pelos
discretos frequentadores,
vir aqui desfrutar
de
horas solitárias,
é saudável.
Mas se alguém sonha aqui,
sou eu,
olhando distante
a cidade desponta pouco,
mas
começa a ficar iluminada...
na montanha
É uma comunicação,
com esta natureza verde...
bela sensação de ser experimentada...
O calor que se vai,
quando o sol se põe,
o vento aumenta
a montanha hospeda
um humilde ser,
soa pelo vento
um leve ruído,
que leva meu boné longe...
são mais leves..
uma paz inigualável,
no pé da montanha,
o vento rugindo,
mas há calma,
deixo longe
as inquietações,
Todo peso some,
diante
de paisagem fascinante
Mas esses detalhes
se somam,
a montanha
tem os brilhos
e perfumadas flores,
iluminadas por ultima
luz que resta,
discreta depois do maravilhoso
e dourado no fim da tarde.
Me faz pensar que esta é talvez
a única cena,
que não mudou em nada,
desde que estive aqui pela
primeira vez,
há mais de 40 anos.
Um diálogo silencioso e exuberante
com o verde e a montanha.
Andar sozinho por aqui, na grama verde,
na subida e nos desníveis
é um bom exercício,
Acho que ando sentindo
falta de ficar,
de pois de um dia agitado,
num lugar sozinho gosto de descobrir coisas
e me excitar com elas.
O silêncio tão peculiar desse local
a gente que vive constantemente
rodeado de que ruídos da cidade
é impossível,
não há por que evitá-los...
além do dia a dia.
O silêncio interno
Guia
abre possibilidades
os sons que nem minha imaginação,
mais alucinada
seria capaz de criar.
Aos poucos,
ouvindo a natureza conversar comigo.
Um silencioso e exuberante...
É uma comunicação...
uma interação,
Uma bela emoção experimentada...
Quando o calor vai,
o sol se põe,
o vento soa.
De ombros...leves..
a paz inigualável.
Ficamos mais leves..,
na paisagem fascinante
brilhos das
flores iluminadas
Luz discreta do fim da tarde.
Faz pensar,
num diálogo de silencio
e
do exuberante
manto verde
que cobre a montanha
ver renova.
No silêncio
No pisar na grama verde..
sozinho para cima e para baixo
é um bom exercício
para cá e para lá meu olhar,
pensamentos voam
a se conectar com a natureza..
rumam a mata.
Os perfumes das flores.
visíveis.
Nada como aproveitar o silêncio pajé.
Ver ao longe Iomerê,
pude me lembrar do prazer
que é vagar por suas ruas, praça,
depois da aula noturna no ginasial,
com gente
colega e amigos ao meu redor.
Mesmo em momentos mais tranquilos,
da já noite.
O silêncio tão peculiar desse local
da gente que vive constantemente rodeado de ruídos na cidade..
mas nada é impossível..
evitá-los longe na vida da cidade...
do nosso dia dia..
O silêncio interno...guia
abre possibilidades
os sons
levam minha imaginação mais alucinada
seria capaz de criar.
Aos poucos,
fui ouvindo
a natureza conversar comigo.
Um silencioso e exuberante...
ponto
final
e
os perfumes das
flores...
